sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

UNIÃO MUNICIPAL ESPÍRITA

Na pandemia, UME prega empatia e

solidariedade.“Deus faz tudo certo”

Instituição apoia 13 casas na região, 7 na cidade

 

 A UME tem trazido à cidade grandes palestrantes.
O resultado é sempre semelhante: uma casa repleta.

Alicerçada no tripé religião, ciência e filosofia, a Doutrina Espírita foi codificada por Allan Kardec na segunda metade do século 19. Em menos de 200 anos são muitos os avanços e os adeptos pelo mundo. Trata-se da doutrina da ‘fé racionada’, do conforto, do consolo. Provavelmente por esta missão é que tenha rápida expansão pela região de São Borja. Daí que, em 1992, surgiu a UME (União Municipal Espírita). Com participação da entidade já são sete casas na cidade. E  ainda com assessoria da entidade outras seis estão em funcionamento em localidades próximas.

No início pandemia de Covid-19, a União Municipal Espirita inaugurou, há mais de dois anos, um programa virtual que se mantém até agora. Em todos os domingos, palestras e reflexões têm transmissão pelo youtube e o facebok. As pessoas de modo geral, de diferentes cidades de todo o país, têm acompanhado e participado dos trabalhos via internet.



O atual presidente da UME, André Marchioro.
"Que aprendamos todas as lições da pandemia."


As palestras públicas e atendimentos foram suspensos no início da crise sanitária.  Depois, com a flexibilização de protocolos, foram feitas adaptações, sendo parcialmente retomado o acesso.  A direção da UME diz que foi fácil a adaptação. O mais difícil é que muitas pessoas ainda não têm  suficiente habilidade no manuseio das  redes sociais. “Para estes irmãos oferecemos outros meios, como ligação telefônica ou visita domiciliar, quando possível”, explica o presidente André Marchioro.

Além de apoio espiritual, a maioria das casas espíritas também oferece ajuda material. “Através do conhecimento da doutrina, percebe-se que todos nós seres humanos possuímos carências, uns na área emocional, outros de recursos materiais, e as nossas casas procuram oferecer apoio em sentido amplo, por meio de ações voluntárias”, diz a vice-presidente da UME, Ângela Mari Siqueira. Com a tribulações da pandemia, aumentou a procura por auxílios de toda ordem, inclusive das  bibliotecas em busca de ajuda para a alma.

Para a Doutrina Espirita, “estamos  vivendo em uma época de Transição Planetária. É um momento, sim, muito triste e tenso, onde muitos seres humanos choram a perda de seus entes queridos, mas compreendemos e acreditamos que estamos sob o comando Divino, e nosso pai, Deus, faz tudo certo. Não temos que questionar; apenas nos desenvolver empatia e  atenuar a dor do próximo.”

O pedido é de   compaixão. ‘Nestes momentos de grandes calamidades, a solidariedade se faz indispensável. As pessoas têm de se unir. Quando se aprende por amor não se aprende pela dor”, observa André Marchioro.

 

A expansão

 


A vice-presidente da instituição, Ângela Mari 
Siqueira. "Eventos virtuais levam doutrina."

A União Municipal Espírita de São Borja foi criada em 1992, com o auxílio da Federação Estadual do Rio Grande do Sul, à qual é  filiada. Os seus dirigentes ressaltam que a entidade expandiu-se  rapidamente, graças à divulgação e ao trabalho desenvolvido.  Em 2006, São Borja recebeu significativa doação do empresário Celso Rigo e, com esse apoio, vários avanços materiais e de difusão da doutrina foram implementados.   

Em São Borja é notória a capilarização na  comunidade. São sete as casas espíritas em funcionamento:

Associação Espirita Jose Ferreira de Moraes (a mais antiga, com mais de 90 anos) e Centro Espírita Francisco de Assis, na área central da cidade; Instituto de Cultura Espírita Caminho da Luz (bairro Rodoviária); Centro Espirita Bezerra de Menezes (bairro Paraboi); Centro Espirita Amor e Luz (bairro José Alvarez); Centro Espirita Irmão Rosalino (bairro do Passo); e Centro Espirita Allan Kardec (bairro Pirahy).

 Ainda integram o mesmo conjunto de ações com apoio da UME o Centro Espirita Allan Kardec de Santo Antônio das Missões e também as instituições de Itacurubi, Maçambará e Garruchos, bem como da localidade de São Jose.



Outro evento de grande público, para
ouvir e refletir ensinamentos de Kardec.


A contribuição material de Celso Rigo foi destinada à  construção das casas na região. Em São Borja, na cidade, a maioria das instalações foram implantadas ou melhoradas.  Integrantes da UME oferecem assessoria as essas casas comunidades na região, promovendo cursos e palestras.

Antes da pandemia,  os centros maiores (Ferreira de Morais, Caminho da luz e Francisco de Assis) recebiam, em média, 200 pessoas por  semana, para atendimento e participação em palestras. Agora o numero de frequentadores está em torno de 60% do normal. Uma das preocupações é seguir as normas dos decretos municiais e estaduais.

 

Voluntariado

 

A UME, para prestar atendimento material e espiritual, fez adaptações. Atendimentos são oferecidos por telefone, internet  e por meio de aplicativos. “Sendo criativo, são muitas as maneiras de fazer chegar a mensagem Kardequiana, segundo ressalta Mari Siqueira.



Também o teatro: a arte a serviço de uma
'fé raciocinada' e de uma missão de reflexão.


Quando possível, são trabalhados os cinco livros da codificação: Livros do Espíritos, Evangelho Segundo o Espiritismo, O Livro dos Médiuns, O Céu e o Inferno e a Gênese.  Como obras complementares, as principais são as de Chico Xavier.

Os trabalhos voluntários não cessam, em várias áreas de atuação. Entre as ações, estão assistência aos necessitados,  evangelização de crianças, jovens e adultos, assim como  trabalhos mediúnicos. Ainda acontecem atendimentos fraternos,  através de visitas domiciliares  pelos caravaneiros do Evangelho. Palestras e passes também fazem parte da rotina das  casas.

 

Desafio da evolução  

 

Média de 200 frequentadores nos três centros 
maiores, mas em eventos maiores casa lotada.
 


Nestes últimos 60 anos, mundo deu um salto gigantesco em evolução. As inteligências humanas criaram muito, a tecnologia se desenvolveu também. Entretanto, os corações continuaram orgulhosos e egoístas. Então se fez necessário um choque de realidade em que  pobres e ricos estão do mesmo modo sendo

afetados pela Covid. “Esperamos, sinceramente, que todas as lições divinas estejam sendo aprendidas, para que logo estejamos curados deste vírus e melhores como serem humanos e serem espirituais,” pondera André Marchioro.


Rotina de muitos, sempre, para
estudar a Doutrina Espírita.


A caridade material é apenas uma das que têm de ser praticadas. A UME orienta pela distribuição de  alimentos e de agasalhos aos mais necessitados.

 Como exemplo, na Sociedade Ferreira de Morais, aos sábados, são distribuídas 70 marmitas que atendem a 150 pessoas. Grupos espíritas também levam apoio e conforto ao Hospital Ivan Goulart, ao Asilo São Vicente de Paula e ao Presídio Estadual, entre outras instituições.

Já a Comunidade Terapêutica Chico Xavier, que atua há 11 anos em São Borja, com administração direta, atualmente, de Pedro Bouchet, funciona como um braço social da Sociedade Ferreira de Morais. Já a Comunidade Terapêutica Feminina esteve três anos de portas abertas, mas foi forçada a cessar atividades por falta de recursos financeiros de manutenção.


Grupo dirigente da Comunidade Terapêutica Chico Xavier.
Pedro Bouchet é presidente, assim como do Ferreira de Morais.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

INCLUSÃO E CIDADANIA


                Mães e crianças especiais terão

Centro de Convivência na cidade

 

Vânia Alves Cardoso: "Quero como cidadã
oferecer Centro de Convivência aos especiais."

A expectativa é de que, dentro de três a quatro meses, São Borja possa contar com mais um unidade de serviços de apoio a mães e crianças especiais. O plano é de implantação de um Centro de Convivência às mães e crianças com esse perfil. O projeto está sendo trabalhado por Vânia Alves Cardoso, mãe de Isac Henrique,  um menino autista de 10 anos. Ela tem coordenado ações inclusivas em várias frentes na cidade.

Vânia é secretária municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer e suplente de vereadora. Faz questão de ressaltar, porém, que a sua iniciativa não tem relação com as funções públicas que exerce. “Trata-se de um trabalho que pretendo oferecer como cidadã, preocupada com soluções para as questões comunitárias”, destaca.

Vânia Alves diz que já atualmente coordena atividades de apoio a um grupo de 126 mães com filhos especiais. “São crianças e adolescentes com limitações diversas e cujas mães ou responsáveis normalmente  não têm onde deixá-los, inclusive  para poder trabalhar”, relata ela. A ideia é de “criar um espaço seguro, lúdico e que possa, durante o dia, acolher essas nossas crianças como uma creche.”

 

Centro especializado

 



Inclusão é prioridade através do projeto em vista.

A protagonista da iniciativa faz questão de ressaltar que “a intenção não é de concorrer com instituições como a Apae e a Prefeitura, por exemplo, mas unir-se a mesma causa.” Vânia lembra que em locais como a Apae e o Centro de Atendimento Múltiplo (CAM) da Secretaria Municipal de Educação são prestados serviços de excelência. Chama a atenção, entretanto, que “são atendimentos, durante horas do dia, e a necessidade é auxiliar em períodos mais longos.” Desta forma, o Centro de Convivência é pensado para que sirva de acolhimento todo o dia para as crianças especiais, com chance de entrenimento e de interação social.

No caso das mães das crianças, a intenção é que o Centro permita que elas compartilhem experiências das suas rotinas domiciliares e, ao mesmo tempo, possam também integrar-se em grupo, dividindo dúvidas e soluções. A unidade assistencial ainda projeta a manutenção de oficinas para as mães, para que, por este meio, desenvolvam atividades produtivas e de distração e lazer.

 

Através de parceria

 


Mães especiais em busca de apoios e de integração.

Vânia Alves Cardoso diz que já existe um local em vista para a instalação do Centro de Convivência. Por enquanto, porém, prefere não dar informações a respeito. Ela sabe que a implementação do projeto demanda de recursos consideráveis e de equipe especializada multidisciplinar.

“A nossa aposta  é contar com o apoio através de parcerias”, planeja. Ressalta que empresários já confirmaram auxílios para a futura manutenção da casa, mas a intenção é confirmar outros apoiadores. “São Borja tem várias experiências em que a comunidade tem sido exemplar em solidariedade e cooperação. Também agora esperamos a mesma receptividade, pois a causa é bastante nobre.”

Como secretária de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, ações   têm sido postas em prática. São exemplos no esporte, na músicas e na dança. “A gente pode desenvolver estas outras atividades também no Centro de Convivência”, pontua Vânia Alves. inclusivas

 

O fortalecimento de um grupo que reúne 126 mulheres guerreiras.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

NO RASTRO DA PANDEMIA

 


Menos empresas, mais fome,

caos na saúde e na educação

 


Quem quer que seja eleito o novo próximo presidente da República em outubro, deverá ter a geração de empregos como uma das maiores prioridades. Este problema crônico, há vários anos, somente se agravou no passado recente. Com a educação é igual a situação. A pandemia é fator responsável, todavia não é o único. Sem programas efetivos de apoio e de longa duração, os dois setores fazem dos brasileiros uma nação da desesperançada e que, sequer, hoje, verbaliza seus clamores e carências.

Ao final dos anos 1950, uma das metas principais do então presidente Juscelino Kubitschek  foi implementar políticas de apoio e incentivo à instalação de indústrias no país,  brasileiras e transnacionais. A iniciativa veio em reforço ao incremento de ações iniciadas pelo presidente Getúlio Vargas, a partir de 1930, fazendo um Brasil rural bem mais urbano. JK apostou especialmente na expansão da indústria automotiva, convertendo o modal rodoviário no principal sistema nacional de transportes. Este sistema viria a ser potencializado também, depois, pelos  governos militares. Ultimamente, porém, com a aguda crise  sanitária da covid e a ausência de demandas e de apoios, a indústria brasileira engata marcha à ré.

Neste contexto e considerando o recente tombo de mercado, de 26%, da gigante dona  do Facebook, valem registros na área. No caso da Meta, proprietária da rede social e ainda do Instagram e do WhatsApp, as ações derreteram na bolsa devido à queda histórica no número de usuários. No caso da indústria nacional e demais empresas, uma série de razões são determinantes. Há mais motivos para sair do país ou desistir da atividade do que permanecer, argumentam grandes negócios nacionais e estrangeiros que batem em retirada.

Recentemente a revista Exame publicou matéria a respeito das muitas empresas que optaram por ‘jogar a toalha.’  Diz a publicação que essas empresas “se viram obrigadas a ajustar ou paralisar suas produções. Em casos mais sérios, as companhias decidiram fechar fábricas.”  O caos não vem de agora, mas no passado recente só tem aumentado.  Isso é péssimo. De há muito se sabe que a geração de empregos só se dá com crescimento econômico.

 

Custo social

 

A pandemia da Covid-19 só piorou uma situação que já era ruim. A crise sanitária, porém, não é motivo único.  Sobre isso, no domingo, 6, a CNN Brasil ouviu, no programa WW, três especialistas - nas áreas médica, econômica e da educação. Avaliaram as repercussões da pandemia o médico Gonzalo Vecina, da Faculdade Estadual Paulistana e especialista em Saúde Pública; o  economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas, especialista em questões de renda e situações de crise.  e a professora universitária Ângela Dannemann, que responde pelo Itaú Social,  especialista em educação.  Eles traçaram um cenário sombrio e preocupante. 



 

A pobreza extrema está aumentando no país. Antes da pandemia, 23 milhões de pessoas   encontravam-se abaixo da linha da pobreza, recebendo menos de R$ 270 por mês. Atualmente, esse número saltou para 27,6 milhões. E tem muita gente passando fome, alertaram os entrevistados do programa. Já antes do Coronavírus, o Banco Mundial indicava o Brasil como o décimo país mais desigual do planeta. Apenas seis brasileiros têm o mesmo que outros 100 milhões.

O auxílio emergencial  ajudou a diminuir o flagelo social, entretanto o programa Auxílio Brasil do governo federal,  no lugar do Bolsa Família, que repassará R$ 400 a 17 milhões de famílias, apenas garante a ajuda neste ano. Além disso, de forma linear, colocando todos os pobres no mesmo patamar, apesar das diferenças. Enquanto isso, milhões de outras famílias não têm emprego e nenhum auxílio emergencial.

Na educação, a situação é igualmente muito difícil. Antes da pandemia, 2,3 milhões de crianças e adolescente  estavam fora da escola; agora são 5 milhões pelo menos. O ensino infantil, sem a chance de atividades remotas, é o mais unpactado. Disseram os analistas, no programa da TV, que o evento da covid serviu para mostrar a importância da conectividade e do uso de ferramentas digitais nas escolas. Mas uma funesta combinação de fatores faz desperdiçar a grande oportunidade.

Na área da saúde, a queixa principal é em relação à falta de ações integradas, em regime de cooperação, quando na prática o protagonismos ficou apenas com estados e municípios. A produção de novas vacinas pretendidas  não avança e outras, já antigas, não mais são produzidas. As perdas – conhecidas – são de um pouco mais de 630 mil vidas, porém  o número chegaria a 800 mil. O consenso entre os entrevistados é que a situação só não é pior por que a imprensa dá visibilidade, informação e exerce pressões no lugar das demais instituições.

 

Efeito dominó

 

A Exame mostra que algumas companhias, como a Malwee e a Basilar, de massas, concentraram as produções, que estavam em duas unidades, em apenas um local. Já a  Souza Cruz e a Ambev encerraram produções por causa do aumento de impostos. “Só no estado de São Paulo, mais de 400 fábricas fecharam suas portas no último ano”, informa a revista. Além disso, mais de 3.500 fabricantes encerraram suas operações no estado. Em todo o país, a indústria perdeu 1,13 milhão de postos de trabalho apenas no último trimestre. Muitos dos demitidos não receberam salários ou rescisões, diz a revista.

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Com a compra dos negócios de energia da Alstom no mundo todo, em novembro, a General Eletric ficou com o controle da fábrica de torres de aço para parques eólicos, localizada em Canoas, no RS. A GE manterá a operação apenas para transformadores e reatores.  

Já a Souza Cruz, alegando o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados, decidiu encerrar a produção no Rio Grande do Sul. O jornal Valor Econômico informa que os impostos representam 80% do custo dos cigarros. A unidade, que ficava na cidade de Cachoeirinha, produzia 12 bilhões de cigarros por ano e gerava 240 empregos diretos e 760 indiretos. Apenas 50 pessoas estão sendo  realocadas. 

O aumento de impostos também se tornou um obstáculo para a Ambev, uma das grandes empresas do ramo de bebidas. Com cerca de 300 funcionários diretos, a fábrica no Rio Grande do Norte foi fechada por conta da elevação da carga de impostos do ICMS. Segundo a fabricante de bebidas, as novas alíquotas e o fim do incentivo fiscal não justificam a manutenção ds operações no RN.

Enquanto isso, a Arno  fecha uma das suas indústrias mais tradicionais em  São Paulo. Cessam mais de 2.000 empregos diretos e indiretos. A Arno, fabricante de eletroportáteis, optou por concentrar a produção em Itatiaia, no Rio de Janeiro. O argumento da empresa é de que "não é mais viável manter uma fábrica na região central de São Paulo, com perfil urbano e com dificuldades operacionais e logísticas". A empresa é dona das marcas Rochedo, Clock, Tefal e Krups.

Por sua vez, a  Microsoft vendeu sua fábrica em Minas Gerais para a Flextronics,  especializada na fabricação de equipamentos eletrônicos. Ainda que não seja, propriamente, um fechamento de fábrica, com a venda cerca de 1.200 pessoas foram demitidas.

Por conta da crise econômica, a Duratex decidiu paralisar a produção de painéis de madeira em Itapetininga, no interior de São Paulo. Os painéis são usados na construção civil e no mercado imobiliário, representando cerca de 24% da capacidade total da empresa, informa a Exame.

Já a fabricante de massas Basilar encerrou a produção em em Jaboticabal (SP). Foi nessa fábrica que a indústria de massas alimentícias surgiu em 1964. As ações são  concentradas em São Caetano do Sul. São 215 desempregados.

 

Sobre a fuga

 




Desde 2019, pelo menos 13 multinacionais de diversos setores deixaram o Brasil. Esse movimento agravou o desemprego no país. Os motivos para permanecer no Brasil são menores do que os para sair. A grande maioria dessas empresas estrangeiras afirmou estar fugindo dos riscos da economia brasileira, instabilidade política e jurídica e do “Custo Brasil”, que está cada dia mais alto. Os empresários reclamam dos altos custos de produção, alta carga tributária e ausência de reformas, como a Tributária e a Administrativa, publicou o portal VLG Seguros.

 Em 2020, mais de 5 mil indústrias fecharam as portas, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Além disso, muitas das empresas que estão deixando o país destacam que o fazem por total desinteresse no mercado com consumidores de renda mais baixa, preferindo países com desenvolvimento mais acelerado.

A Ford anunciou o fechamento de todas as fábricas no Brasil e o encerramento da produção no país. Em 2019, a companhia já tinha parado a produção na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), que foi vendida para a Construtora São José. A  empresa apenas  atuará como importadora, comercializando produtos originários de Argentina, Uruguai, China e Estados Unidos. O fechamento das fábricas da empresa resultou na perda de aproximadamente 5 mil empregos diretos.

Em dezembro de 2020 a Mercedes Benzanunciou o fechamento da única unidade da marca no Brasil voltada à produção de automóveis leves. De acordo com a empresa, o principal motivo foi o agravamento econômico causado pela pandemia do Covid-19. A fábrica, localizada em Limeira (SP), contava com 370 funcionários e estava em operação desde 2016, ajudada por benefícios fiscais .

A Audi, que já havia deixado de produzir o SUV compacto Q3, ficou somente com a produção do A3 Sedan na fábrica de São José dos Pinhais (PR).

Por outro lado, a BMW, que possui fábrica em Araquari (SC), afirmou que os planos do BMW  Brasil permanecem inalterados. A BMW produz no país o sedã Série 3 e os SUVs X1, X3 e X4. Na mesma planta, a empresa produziu, por um breve período, o Mini Countryman.

Já a Jaguar Land Rover ficou com a fábrica localizada em Itatiaia (RJ) parada de março até junho de 2020 por causa dos impactos do coronavírus. Ademais, a companhia afirma manter a estratégia de longo prazo no mercado brasileiro.




Em março de 2021, a Sony confirmou o encerramento de suas atividades comerciais no Brasil. Em setembro de 2020, a companhia japonesa de eletrônicos já havia anunciado o fechamento da sua única fábrica brasileira localizada em Manaus (AM).

Entre os produtos que deixarão de ser vendidos no Brasil estão câmeras, TVs e equipamentos de áudio.

Em 2019, a fabricante de medicamentos suíça Roche anunciou encerramento da produção de remédios no Brasil, além de fechar a fábrica que possui no Rio de Janeiro. Segundo a empresa, as atividades devem ser encerradas em quatro ou cinco anos. A fábrica produz apenas medicamentos de baixa complexidade.

 

Também nas pequenas

 

Pesquisa sobre  pequenas e médias empresas mostra fechamento e queda de negócio em todo o mundo. O fechamento no Brasil é pelo menos um de quarto das empresas. Eles respondem por entre 50 e 60% dos empregos nos centros menores., mas devido à fragilidades para enfrentar a crise da pandemia, não resistiram.

São pequenos e médios empreendimentos, como paradarias, cabeleireiros, produtores de marmitas, serralheiros, lojas de modo geralt, livrarias, bazares, restaurantes, pousadas, horeis, agroindústrias e assim por diante. Recolocar toda essa roda a girar – dos gifantes aos pequenos – é um dos grandes frdsgios imediatos. Ao eleitor caberá a tarefa de avaliar os melhores programas de enfrentamento das muitas demanda e a efetiva capacidade de seus proponente implementá-las, se eleitas.  

 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

COLÉGIO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS


Referência em ensino privado,

instituição completa 90 anos


Amplas e modernas instalações no centro da
 cidade são já escassas para as muitas demandas.


O início do ano letivo de 2022, na segunda-feira, 21 de fevereiro, será em ambiente de festa no Colégio Sagrado Coração de Jesus (CSCJ) em São Borja. E esse clima festivo vai prosseguir. Há boas razões para isso: uma delas é que a mais tradicional escola de ensino privado na cidade, ligada à congregação das Irmãs Filhas do Sagrado Coração de Jesus, completa 90 anos na cidade, em 19 de março. Outra razão para comemorar é a retomada de ensino de aulas presenciais, depois de dois anos de atividades pedagógicas online, devido à pandemia da Covid-19

 O CSCJ está começando o ano letivo com cerca de 700 alunos. Eles estão distribuídos entre Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. A maior demanda fica com a etapa inicial do Ensino Fundamental, do 1º ao 5º ano. A diretora da escola Bianca Lul, ressalta  que ainda são possíveis matrículas e projeta que o número final de educandos deverá ficar em pelo menos 740.

Um considerável grupo de frequentadores na escola, em todos os níveis ensino,  tem asseguradas bolsas de estudo. Elas correspondem a 50 ou 100% dos custos, dependendo dos níveis socioeconômicos da família dos alunos. As receitas para garantir o benefício são asseguradas pela  instituição mantenedora da congregação educacional.

Outra motivação adicional, em 2022, é a colocação em prática do novo Ensino Médio. Além da  grade curricular básica, serçao oferecidas  aulas do tipo práticas em dois itinerários – nas áreas de Exatas e de Humanas. O aluno terá de optar por uma delas, destaca a diretora do colégio.    

Em função do novo Ensino Médio, os alunos têm atividades em dois turnos na escola. Em um deles recebem a grade curricular convencional. No outro turno, durante o dia, participam das aulas práticas, ministradas através de oficinas. 

 

Reflexos da pandemia

 

Diretora Bianca Lul: incrementos em instrumentos  
pedagógicos  atraem estudantes da rede pública.

A crise sanitária acarretada pelo Coronavírus suspendeu as aulas presenciais e impôs por praticamente dois anos, em 2020 e 2021, apenas atividades pedagógicas remotas.   “Nós aproveitamos esse período para incrementar e diversificar os nossos laboratórios e demais meios de apoio aos estudantes”, explica Bianca Lul.

São laboratórios que atendem demandas em todas as áreas. A diretora da escola diz que um dos segmentos é na área de audiovisuais, para transmissão de conteúdos, produção de podcasts e para gravações, exibição ou transmissão de aulas e de documentários, por exemplo.

Ferramentas digitais ou laboratórios de pesquisa também são disponibilizados para experiências em disciplinas como química, física, biologia e matemática. “Notamos que alunos do ensino público estão migrando para o CSCJ, atraídos pelas condições oferecidas”, diz ela.

 

90 anos de história

 


 Uma sede imponente desde o surgimento 

da escolas, há 90 anos, em março de 1932.

Instituído em 1932 e localizado na rua General Marques, esquina com Apparício Mariense, centro da cidade, o Colégio Sagrado Coração de Jesus completa nove décadas de serviços prestados em 19 de março próximo. Apesar das suas amplas instalações físicas, a instituição já encontra limitação de espaço para a expansão de atividades. No local, além das ações pedagógicas próprias, foram abrigadas universidades.

São exemplos a Universidade da Região da Campanha (Urcamp), com aulas temporariamente. Já o CSCJ ofereceu cursos técnico- profissionalizantes, como de  Informática e de Enfermagem. O Curso Normal, de formação de professores, teve duração de mais de quatro décadas.

 

 

Apoio espiritual

 


IIrmâs de caridade têm papel fundamental na
construção de valores e apoio espiritual.

O Colégio Sagrado Coração de Jesus segue com freiras na equipe de apoio da instituição educacional. As religiosas têm, atualmente, a função de oferecer ajuda espiritual e apoio à fraternidade. São diretamente envolvidos os estudantes, professores e servidores do educandário, além da comunidade escolar.

O trabalho das irmãs de caridade é também de apoio ao trabalho dos professores em sala de aula. Além do aspecto religioso, são trabalhadas ações de civismo e cidadania. Em um dia da semana, pelo menos, todos cantam o Hino Nacional Brasileiro.

 

Ensino Médio

 



Novo Ensino Médio, de caráter técnico-
profissionalizante é uma das motivações.

A mplantação  do novo Ensino Médio (NEM), este ano dará oportunidade  ao  aluno de vivenciar e aprofundar os conhecimentos, competências e habilidades desenvolvidos na Formação Geral Básica. Com isso  aprofundará  as aprendizagens essenciais, a compreensão e a resolução de problemas. complexos, no turno da manhã.

No turno inverso, o aluno vivenciará as aulas práticas em duas trilhas de aprofundamento. Terá integração  nas áreas de Conhecimento, como    Linguagens e Ciências Sociais e humanas Aplicada, Bem como Matemática e Ciências da Natureza. O estudante vai  optar por uma das trilhas, nos espaços preparados à disposição,   ressalta a diretora do CSCJ.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA

 

Confira o cronogramas da volta

das  aulas presenciais no IFFar

 

Até segunda-fwiea, dia 21, retomada de

atividades em todos os cursos oferecidos.


O campus de São Borja do IFFar (Instituto Federal Farroupilha) confirma a retomada das aulas presenciais, depois de dois anos de atividades apenas remotas ou em formato híbrido devido à pandemia da Covid-19. A instituição  promove o retorno de maneira escalonada. Um dos motivos é ainda a crise sanitária, considerando o grande número de pacientes  infectados ou reinfectados nas últimas semanasna cidade. Os protocolos de prevenção estarão redobrados.

Nesta quarta-feira, 16,  retoma atividades o curso de Gastronomia, às 13h30min.  Já às 19h será a vez dos demais cursos superiores. No mesmo horário voltam ainda os cursos subsequentes e de Técnico em Cozinha Proeja.

Na quinta-feira, 17, será a volta para os terceiros anos do curso de Informática. No mesmo dia e horário será o retorno para os frequentadores dos cursos Integrados e de Eventos Integrados. Na sexta-feira, 18,  às 8h,  voltam os estudantes dos segundos anos de Informática e de Eventos Integrados.

Também em 18 fevereiro, às 19h, recomeçam as aulas presenciais para os frequentadores do curso de de Pós-Graduação.

Os cursos de pós-graduação  são são de Especialização de Ciências Naturais e de Matemática e  sua Tecnologias.  Na segunda-feira, 21 de fevereiro, às 8 horas, acontece a retomada das aulas presenciais dos primeiros anos dos cursos de Infomática e Eventos Integrados.

O diretor local do IFFar, Artênio Disconzi, ressalta que todas medidas de prevenção e proteção serão adotadas. Estão, entre elas, uso obrigatório de máscara, o distanciamento recomendado, higienização permanente com álcool em gel e apresentação de passaporte vacinal.  Palestras de orientação e conscientização serão promovidas.

O Instituto Federal Farroupilha em São Borja conta, atualmente, com cerca de mil estudantes de nível médio, técnico, superior e de pós-graduação. A data de 15 de março marca o início das aulas na instituição, em 2010. Muitos investimentos em infraestrutura foram feitos em mais de uma década. O temor, porém, é que faltem recursos federais  para novos cursos e obras a partir deste ano. 

Enquanto isso, está aberta até o final desta semana a busca de vagas pelo Sisu 0 Sistema de Seleção Unificado. Em São Borja duas universidades oferecem cursos a candidatos que tenham feito provas do Enem. São elas a Universidade Federal do Pampa e a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul.