Mães e crianças especiais terão
Centro de Convivência na cidade
Vânia Alves Cardoso: "Quero como cidadã
oferecer Centro de Convivência aos especiais."
A
expectativa é de que, dentro de três a quatro meses, São Borja possa contar com
mais um unidade de serviços de apoio a mães e crianças especiais. O plano é de
implantação de um Centro de Convivência às mães e crianças com esse perfil. O
projeto está sendo trabalhado por Vânia Alves Cardoso, mãe de Isac Henrique, um menino autista de 10 anos. Ela tem
coordenado ações inclusivas em várias frentes na cidade.
Vânia
é secretária municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer e suplente de
vereadora. Faz questão de ressaltar, porém, que a sua iniciativa não tem relação
com as funções públicas que exerce. “Trata-se de um trabalho que pretendo
oferecer como cidadã, preocupada com soluções para as questões comunitárias”,
destaca.
Vânia
Alves diz que já atualmente coordena atividades de apoio a um grupo de 126 mães
com filhos especiais. “São crianças e adolescentes com limitações diversas e
cujas mães ou responsáveis normalmente
não têm onde deixá-los, inclusive
para poder trabalhar”, relata ela. A ideia é de “criar um espaço seguro,
lúdico e que possa, durante o dia, acolher essas nossas crianças como uma
creche.”
Centro
especializado
A
protagonista da iniciativa faz questão de ressaltar que “a intenção não é de
concorrer com instituições como a Apae e a Prefeitura, por exemplo, mas unir-se
a mesma causa.” Vânia lembra que em locais como a Apae e o Centro de
Atendimento Múltiplo (CAM) da Secretaria Municipal de Educação são prestados
serviços de excelência. Chama a atenção, entretanto, que “são atendimentos,
durante horas do dia, e a necessidade é auxiliar em períodos mais longos.”
Desta forma, o Centro de Convivência é pensado para que sirva de acolhimento
todo o dia para as crianças especiais, com chance de entrenimento e de interação
social.
No
caso das mães das crianças, a intenção é que o Centro permita que elas
compartilhem experiências das suas rotinas domiciliares e, ao mesmo tempo,
possam também integrar-se em grupo, dividindo dúvidas e soluções. A unidade
assistencial ainda projeta a manutenção de oficinas para as mães, para que, por
este meio, desenvolvam atividades produtivas e de distração e lazer.
Através
de parceria
Vânia
Alves Cardoso diz que já existe um local em vista para a instalação do Centro
de Convivência. Por enquanto, porém, prefere não dar informações a respeito.
Ela sabe que a implementação do projeto demanda de recursos consideráveis e de
equipe especializada multidisciplinar.
“A
nossa aposta é contar com o apoio
através de parcerias”, planeja. Ressalta que empresários já confirmaram
auxílios para a futura manutenção da casa, mas a intenção é confirmar outros
apoiadores. “São Borja tem várias experiências em que a comunidade tem sido
exemplar em solidariedade e cooperação. Também agora esperamos a mesma
receptividade, pois a causa é bastante nobre.”
Como
secretária de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, ações têm sido postas em prática. São exemplos no
esporte, na músicas e na dança. “A gente pode desenvolver estas outras
atividades também no Centro de Convivência”, pontua Vânia Alves. inclusivas
O fortalecimento de um grupo que reúne 126 mulheres guerreiras.
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