quarta-feira, 30 de junho de 2021

Ações em várias frentes para minimizar impactos do frio

 

       A pandemia e as baixas temperaturas ao longo da semana - as menores do ano até aqui e que devem persistir ainda nos próximos dias – levam a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) a intensificar as suas ações em apoio às pessoas em situação mais vulnerável. Os serviços sociais, mantidos  com ajudas da comunidade, são prestados em várias frentes.  Entre as ações em curso estão a distribuição de agasalhos e de sopões e atendimentos reforçados em relação à Ronda Social e ao Albergue Municipal. Seguem os pedidos, principalmente de mais agasalhos e de mais alimentos não perecíveis.

         O prefeito Eduardo Bonotto ressalta que a administração municipal tem feito o melhor que consegue,  mas observa que “a situação é excepcional e os nossos recursos são limitados”.  A secretária titular da SMDS, Luciane Bidinoto, reforça o argumento e o apelo do prefeito. “A manutenção do projeto Sopão Solidário, por exemplo, só está sendo possível graças à solidariedade comunitária, doando os insumos alimentícios necessários.

 

      Agasalhos

      A Secretaria de Desenvolvimento Social já entregou todos os agasalhos remanescentes do ano passado e, neste semana, começou a distribuição da arrecadação de 2021.  Foram recolhidas seis mil peças, entre roupas de inverno, calçados, acolchoados e cobertores. Todo o material passou por higienização e quarentena, devido à pandemia, e foi repassado aos CRAS Centros de Referência em Assistência Social).

       A secretária Bidinoto diz  que, além do número de peças não ser tão expressivo, há déficit de roupas infantis e masculinas, bem como de cobertores. Com isso, é renovada a solicitação para que novas doações sejam feitas. Podem ser levadas ou anunciadas diretamente na secretaria ou nos CRAS.

        São cinco CRAS na cidade, com cadastro das famílias mais necessitadas e que distribuem os agasalhos. Além disso, a Equipe Itinerante da SMDS também vai ao interior do município. Nas áreas rurais a equipe repasse, além de agasalhos, também cestas básicas.

 




        Sopões

         Como as baixas temperaturas começaram mais cedo este ano, desde o início de maio, desde então a Secretaria de Desenvolvimento Social coloca em prática seu projeto Sopão Solidário. A distribuição é através dos cinco CRAS na cidade, duas vezes na semana, às 11h30min. Luciane Bidinoto explica que a prioridade é assistir as famílias que não recebem sextas básicas.

        Em junho, serão servidas duas mil porções de sopa, 400 em cada CRAS. A secretária avalia como um apoio relevante, e destaca que “isso só é possível com o auxílio dos são-borjenses”.  Uma das formas de arrecadação de alimento continua sendo o projeto Vacinação Solidária, através de parceria das secretarias de Saúde e Desenvolvimento Social. Ao se vacinarem, as pessoas levam um quilo de alimento não perecível. Alimentos também podem ser levados diretamente na SMDS.

 

       Albergue e Ronda Social

        Com o frio intenso, a equipe da Ronda Social redobra atenção para identificar pessoas em situação de rua e que precisam de abrigo. A abordagem é feita principalmente durante o dia, e as pessoas necessitadas são convidadas a procurar o Albergue Municipal. Antes, porém, devem se submeter à testagem em relação à Covid no Centro de Triagem.

       Como o Centro de Triagem atende até as 22h, as secretarias da Saúde e de Desenvolvimento Social viabilizaram um serviços especial para testagens também além desse horário. O atendimento e avaliação em relação à Covid a partir das 22h  são prestados no CAPS-AD (Centro de Atendimento Psicossocial-Álcool e Drogas). A unidade funciona no antigo hospital São Francisco.

       Se a pessoa precisar pernoitar no Albergue Municipal deve se dirigir ou ser conduzida ao antigo CRAS do bairro Boa Vista. O local,  além de pernoite, oferece serviço de banho, janta e a café da manhã.  Permanências além de três noites são avaliadas pelo CREAS (Centro de Referência Especializada em Assistência Social).

terça-feira, 29 de junho de 2021

Secretaria do Meio Ambiente quer incrementtar reciclagem

 



                       

   A Secretaria Municipal do Meio Ambiente, ligada à pasta da Agricultura,  está lançando apelo  para que a comunidade  amplie em São Borja a sua contribuição no sentido de que a reciclagem de materiais possa ser ampliada.   A ação inicial, no ambiente doméstico ou empresarial,  é proceder a seleção  dos resíduos do chamado lixo seco,  conforme o tipo.  Uma vez realizado acondicionamento e a  separação do chamado lixo úmido (orgânico), os materiais a serem reaproveitados são então recolhidos pela empresa responsável pela coleta urbana. 

         O prefeito Eduardo Bonotto  destaca que tal iniciativa, “além da relevante contribuição que representa  ao meio ambiente, tem, ao mesmo tempo, importância social fundamental”. A estimativa, conforme ele, é que, atualmente, pelo menos 20 famílias gerem renda como recicladoras, e o número deve aumentar.  Já o secretário Eugênio Dutra ressalta que “os são-borjenses, através do projeto Reciclar,  precisam colocar em prática a saudável política dos três “Rs”. Consiste  em  Reduzir o lixo, Reaproveitar e Reciclar.

      Como exemplos de materiais que podem ser separados para reciclagem  estão  secos,  papelão, jornal, latas, garrafas pet, e caixas de leite, eletrodomésticos e eletroeletrônicos em descarte   assim como todos os demais resíduos similares. A empresa Eco Verde, atual concessionária para os serviços de coleta, tem escala definida dos dias para os recolhimentos.

      Nas segundas feiras, o lixo seco é recolhido no bairro do Passo, a partir  do rio Uruguai até a rua Campo Osorio, de acesso ao  Jokey Club. Nas sextas-feiras  o serviço é realizado a partir da Campo Osório até a rua Borges do Canto. Já aos sábados é a vez da região entre a  Borges do Canto até a rua Engenheiro Manoel Luiz  Fagundes, na área central.

      Nas terças-feiras o lixo seco para reciclagem é recolhido da Engenheiro  Manoel Fagundes até a Estação Rodoviária, na região sul da cidade. Na  área central a coleta é  feita diariamente.

       Os materiais recicláveis são levados a um depósito em instalações do antigo Giama, no bairro do Passo. No local, ocorre triagem do materiais recolhidos, para a posterior   reutilização.  Eugênio Dutra destaca  que, “com a ação, ganham o município e o meio ambiente, mas principalmente as famílias que, com seu trabalho, têm mais uma fonte de renda”.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Muitos grupos em atraso na vacina da gripe

 

       Números divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em São Borja e a 12ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) mostram que vários grupos prioritários ainda estão longe de atingir a meta de vacinação preventiva contra a gripe – vírus Influenza H1N1. A situação preocupa, porque já restam poucos dias para o final do período de imunização.  Segundo o calendário definido pelo Ministério da Saúde, a campanha se encerra em 9 de julho no país.

      A Central de Vacinas em São Borja informa  que alguns dos segmentos prioritários apresentam bons resultados. É o caso das crianças de seis meses a cinco anos  com imunização próxima dos 90% do público-alvo. Outro grupo com boa adesão é dos professores:  também 90% dos docentes previstos.  Entre as pessoas privadas de liberdade, a cobertura vacinal chega a 93,8% no Presídio Estadual. O Ministério da Saúde  estabelece como meta pelo menos o índice de 90% de vacinação em cada grupo. As pessoas com deficiência todas foram vacinadas.

       Em relação às gestantes, estão vacinadas cerca de 85% dos que foram previstas.  Já em relação às puérperas, o índice de vacinação é pouco superior a 50%. Quanto aos trabalhadores em saúde o índice é de cerca de 70%. Da população de idosos, da estimativa feita estão vacinados aproximadamente dois terços. Em muitos casos, os idosos têm de esperar o intervalo recomendado em relação à vacina da Covid.

       Também precisam completar a cobertura vacinal estabelecida caminhoneiros, integrantes das Forças Armadas, forças de segurança, trabalhadores no transporte coletivo e no presídio. Outra pendência é dos pacientes  com comorbidades. A vacinação é feita à tarde, na Central de Vacinas e nas ESFs (Estratégias de Saúde da Família), sempre respeitando intervalo de 14 dias relação à vacina da Covid-19.



 

Confirmada a reabertura do Restaurante Popular

 

 



    A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS), responsável pela unidade de serviços, confirma a retomada dos atendimentos do  Restaurante Popular em São Borja, com atividades suspensas há mais de um ano em função da pandemia da Covid-19. Instalado junto à secretaria, o restaurante voltará a atender no dia 5 de julho, segunda-feira.  A previsão é que, inicialmente, serão servidas 50 refeições     diárias, ao meio-dia,  de segunda à sexta-feira, mantendo os protocolos  protetivos necessários e obedecendo aos perfis já conhecidos em relação aos  usuários.

       O prefeito Eduardo Bonotto destaca que a medida se faz indispensável,  “considerando os relevantes serviços sociais que são  prestados pelo restaurante e ainda levando em conta que, na cidade, a fase crítica da pandemia está sendo superada”. Por seu turno, a secretária de Desenvolvimento Social, Luciane Bidinoto, orienta que o estabelecimento abrirá às 11h e dará atendimento por ordem de chegada. “Também haverá  consulta ao cadastro dos usuários já inscritos, de modo que as refeições comecem a ser servidas às 11h30min e até às  12h30min”, conforme acrescenta.

      O Restaurante Popular tem o acompanhamento de uma nutricionista, que é responsável pela elaboração do cardápio oferecido. Igualmente atua uma assistente social, esta com a função de avaliar o perfil socioeconômico dos beneficiários. Também atua uma equipe permanente de apoio as duas técnicas.

     As refeições  são servidas a custos subsidiados. Através da consulta às informações cadastrais, a assistente social define as pessoas isentas de pagamento ou então indica os valores simbólicos a serem pagos. Esse trabalho é para a confirmação de informações que são prestadas já na recepção do restaurante.

    As pessoas em estado de vulnerabilidade social têm custo zero para a refeição. É o caso de moradores em situação de rua ou pessoas sem nenhuma renda, por exemplo.  Já ao considerados carentes pagam R$ 3,00 pela refeição. É o caso dos possuidores de renda correspondente a ganho mensal familiar per capita de1/4 do salário mínimo. Quanto aos demais, com rendimento de até um  salário mínimo, pagam o valor de R$ 10,00.

    Os servidores públicos municipais, estaduais e federais estão vedados à utilização do serviço.  O Restaurante Popular  está localizado na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, rua Presidente Vargas,1,429, em frente ao Hospital Ivan Goulart. Os insumos alimentícios utilizados  são adquiridos com recursos orçamentários da Prefeitura ou resultam de doações na comunidade. Para doações pode ser acionado o telefone (55) 3431 9993.

sábado, 26 de junho de 2021

Já poucos dias para encomenar mudas na Agricultura municipal

 


      A Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente (SMAMA) está reforçando alerta no sentido de que já restam poucos dias para que sejam feitas encomendas de mudas, na segunda oportunidade este ano.  Os pedidos de mudas de espécies frutíferas, nativas e ornamentais devem ser feitos até o dia 9 de julho,  e as entregas por viveiro de Ijuí serão no dia  19. A lista de opções pode ser consultada diretamente na Secretaria da Agricultura, entre 7 e 13h, de segunda à sexta-feira.

        Um exemplar de frutífera pode ser adquirido a partir de R$ 12. A encomenda só é confirmada após o pagamento do valor correspondente em uma agência Sicredi na cidade.  Depois o comprovante de pagamento deve ser levado à Agricultura municipal.

                        Neste ano, por ocasião da primeira etapa de encomendas de mudas, foram  225 os realizados. No total, 2.286 exemplares de plantas ornamentais, frutíferas e nativas vieram para o município., representando investimento de R$ de  27.526. Conforme a assessora responsável, pelo programa na secretaria, Simone Oliveira, foi um dos maiores investimentos já realizados.  

       O prefeito Eduardo Bonotto reforça a importância da formação de pomares, tanto na cidade como no interior do município. “No caso das frutas, representam saúde, mas também podem ser usadas como alternativa de renda”, destaca. Já o titular da SMAMA, Eugênio Dutra, observa que “o fundamental não perder o atual período adequado de plantio, recomendação que também vale para a formação de hortas, aproveitando o fundo quintal”.

 

 

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Sob a lama, o atoleiro e o caos


 



     De saída, é preciso ressaltar que a culpa não é da Prefeitura. Aliás, o prefeito Eduardo Bonotto tem, com razão, comemorado os substanciais investimentos em curso na área de esgotamento sanitário na cidade – um recorde. São obras da Corsan, mas o registro, aqui, não é necessariamente à estatal. A queixa da comunidade moradora na região Centro-Sul é em relação ao organograma operacional da empresa contratada para executar os serviços. As reclamações vêm de longo tempo, já que a reboque das obras vem o caos na circulação das ruas submetidas a intervenções.

        Com a chegada do inverno e das chuvas intensas, chegou a vez do nosso reduto e de suas vizinhanças. As pessoas nem estão se queixando das operações de pesadas máquinas e da poluição sonora ensurdecedora que geram, todavia da lama espessa e dos atoleiros que se formam. Ou acumulando sujeira, buracos de água e barro ou dificultando a circulação a pé ou mesmo de carro. A impressão que se tem é que são muitas frentes de trabalho ao mesmo tempo, e aí vem outro complicador: não raro, acessos são trancados, piorando a situação.

       A via onde moro, a travessa Francisco de Oliveira Gay,  que homenageia um vereador que por três gestões foi presidente da Câmara, teve de receber escavações duas vezes em função das obras de esgoto.  Motivo: é uma região que foi  toda aterrada, porque era um banhado. Diante de intervenções como a de agora  a água facilmente vem à tona, inundando tudo.  Fica fácil concluir de que modo a  situação se encontra!

       A propósito, em oportunidades anteriores equipes da Prefeitura taparam buracos ou remendaram o calçamento de pedras irregulares. A solução, porém, é temporária – pois como o solo é ‘falso’, os lençóis d’água facilmente brotam debaixo do chão. Além disso, a canalização é insuficiente para as demandas em períodos de chuva. Como ‘conjunto da obra’, pesados caminhões deslocam ou levantam o calçamento, trancando o lixo e o escoamento pluvial. Nada tenho de técnico na área, mas entendo que existe solução. Basta ‘cortar o mal pela raiz’.

      É preciso repetir que o registro que faço não é contra ninguém. Tampouco alguém está rechaçando o assentamento de redes de esgoto, que significam qualidade de vida, como bem diz o prefeito Bonotto. O que quer o contribuinte - que paga seus tributos e investe em seus imóveis -, é uma parceria mais empática como neste evento de agora. Ruas que são caprichosamente conservadas pelos moradores na área, recebem recuperação final, sim, depois de algum tempo. Entretanto,  dificilmente a via fica como era. Aliás, representantes da administração municipal têm se debatido, já algum tempo, com este crônico problema: instalar esgoto, ok. Mas também devolver as mesma condições das ruas. Afinal, se o cidadão receberá o relevante serviço de saneamento, também pagará a correspondente tarifa como contrapartida.

 

 

          

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Saúde pede para redobrar os cuidados, epois do registro de caso de dengue






    A confirmação, oficialmente, em São Borja de um caso importado de dengue reforça os alertas da área de Saúde. A confirmação veio   após emissão de laudo expedido pelo Laboratório Central do Estado do Rio Grande do Sul (Lacen). O paciente é uma pessoa moradora na cidade e que contraiu a doença em visita a familiares em Santa Maria, onde mais de 100 outros casos já foram registrados. O Serviço de Vigilância em Saúde informa que a situação está controlada, mas pede que a população redobre os cuidados de prevenção.

    A pessoa infectada começou a apresentar sintomas em 15 de maio e o resultado positivo para dengue, após exame em laboratório particular, veio no dia 25. O laudo do Laboratório Central chegou a São Borja na sexta-feira (18/6). Diante, porém, das evidências já existentes, de imediato o Serviço de Vigilância em Saúde comunicou o fato e solicitou apoio da 12ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) em Santo Ângelo.

    A veterinária Janaina Leivas, responsável pelas ações locais de controle da dengue, confirmou a operação de pulverização dos pátios na região demarcada. Em relação aos demais moradores no local, ninguém foi infectado.

     São Borja já registra cinco casos de dengue nos últimos dez anos. Todos eles, porém, foram importados. Nesses dez anos, além de ocorrências na cidade, houve um registro em Nhu-Porã. O Aedes aegypti, que transmite a dengue, é também transmissor de doenças como chikungunya, zika vírus e febre amarela.

    São Borja já contabiliza cerca de mil focos do Aedes na cidade e em Nhu-Porã. Janaina Leivas alerta para os riscos da proliferação de focos mesmo em pequenos locais de água parada. “Agora, com muito mais razão, é hora de redobrar cuidados, revisando pelo menos uma vez na semana os pátios e ambientes domésticos”, diz a veterinária da Saúde municipal.

     Até o dia 12 de junho deste ano foram contabilizados 150 focos da larva do Aedes Aegypti no Bairro do Passo, 233 no bairro Pirahy, 104 no bairro José Alvarez, 434 no Centro, 35 na vila Umbu e um na localidade de Nhu Porã. (Foto mostra rotina de um trabalho permanente de prevenção)

Tempestade na madrugada

       Um sistema de baixa pressão que, desde ontem (23), provoca temporais na Argentina e no Uruguai, atingiu o território gaúcha a partir da madrugada desta quinta-feira (24). Em São Borja, a tempestade começou por volta das 4 horas e, até o início da manhã, provocou 60 milímetros de chuva. A precipitação veio acompanhada de descargas elétricas e rajadas de vento forte, na faixa dos 60 km/h.

        Em São Borja, na cidade, várias ruas ficaram alagadas, devido à intensidade do  torrencial, mas não houve chamado aos Bombeiros. Na região Sul, onde são realizadas obras de assentamento de redes de coleta de esgoto, vias estão tomadas pela lama e têm difícil circulação. A pavimentação, quando existente, ainda não foi reposta em muitos casos.

       O maior benefício  é para a  agropecuária, em especial às lavouras, que registram déficit de chuvas em três dos seis meses do ano até agora. Por enquanto, em junho, são 101 milímetros de chuva na cidade.

        De acordo com a MetSul Meteorologia, o tempo instável,  ainda com chance de precipitações, estende-se até o final da tarde. À noite cai a temperatura e na sexta-feira o sol volta entre nuvens. No final de semana a previsão é de retorno da instabilidade e continuidade do frio.

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Tributo à obra de Silva Rillo nos 27 anos de falecimento

        O distanciamento social imposto pela pandemia da Covid-19 impede que sejam realizadas programações com a presença de público, mas, mesmo assim, São Borja desenvolve atividades para assinalar a passagem dos 27 anos de falecimento de  Apparício Silva Rillo. A data é nesta quarta-feira (23), quando a Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer desenvolve uma programação por canais remotos, para lembrar a vida e a obra de um dos principais poetas e escritores do Rio Grande do Sul. Uma live, a partir das 19h, com transmissão pela página do Facebook da Prefeitura, reunirá familiares do homenageado,  para manifestações e apresentações musicais de alguns dos muitos trabalhos por ele produzidos.

        O prefeito Eduardo Bonotto lamenta que a pandemia impessa evento mais amplo, “mas, diante das circunstâncias, é o que podemos fazer. E o fazemos – acrescenta – com prazer, já que estamos referenciando uma das principais expressões culturais do Estado e do País, e que adotou São Borja como cidade natal”. A secretária de Cultura, Vânia Alves Cardoso , propõe que “as escolas e as universidades discutam, trabalhem e perenizem ainda mais a vida e a obra de Silva Rillo”.  Ela observa que são mais de 40 obras publicadas e que transitam por todas as áreas da criação e da cultura regional”.

       Além de sua criação literária e musical, Rillo é lembrado em algumas referências significativas na cidade. Dá nome à Escola Estadual Apparício Silva Rillo e ao Museu Apparício Silva Rillo, o Museu Missioneiro. Como criador do concurso de músicas para o Carnaval, também hoje é patrono do evento, com mais de meio século de realização. Também foi responsável pela criação do festival Clarim, de música regional.

       A live, nesta quarta, também faz homenagens a São João Batista.  A reverência e a fé popular são mais que centenárias, mas Rillo foi responsável por fortalecer a procissão a São Joãozinho Batista, assim como a Mesa dos Inocentes, servida na tarde de 24 de junho. Este ano, devido á  pandemia, nenhum dos dois eventos é realizado.

 


     Vida e obra

 

      Apparício Silva Rillo  nasceu em Porto Alegre em  8 de agosto de 1931 ( mas foi registrado em Guaíba, onde moravam seus pais).  Faleceu em 23 de junho de 1995 em São Borja. Ele se destacou  como responsável pela criação da melhor poesia gauchesca. Foi original, inventivo, fazendo seus versos passearem pelas coxilhas, ao tropel de bois e cavalos.
   Mesmo não sendo de São Borja de nascimento, adotou a cidade como sua. Em 10 de outubro de 1953 (no dia do Padroeiro de São Borja - São Francisco de Borja), aos 22 anos, instalou-se  em Nhu-Porã, para trabalhar como contador na Propriedade dos Irmãos Pozzueco.  Estudou em Novo Hamburgo, Ijuí e Porto Alegre, onde se formou Técnico em Contabilidade. Mais tarde cursou Ciências Contábeis e Economia na PUCRS. A  partir de 1957 fixou-se em adotou São Borja.

       Em 1959, Rillo escreveu seu primeiro livro de poesias: "Cantigas do Tempo Velho" - versos crioulos. A partir daí, ieram mais de 40 obras, entre elas poesias, prosa, peças de teatro, novelas, teses, monografias, antologias, além de folclore e história.

    Considerado um dos nomes mais importantes na cultura gaúcha, registrou grande parte da história de São Borja; criou festivais e CTGs, deixando sua marca no contexto cultural, artístico e histórico de nossa cidade, da 3ª RT e de todo o Rio Grande do Sul. Foi membro da Academia Rio-grandense de Letras e da Academia da Estância da Poesia Crioula. Foi premiado no RS, no Brasil e no exterior.

     Em 1962, fundou o Grupo Amador de Arte "Os Angüeras", o mais antigo em atividade no Rio Grande do Sul. Em 1979 junto à sede do grupo organizou o Museu Ergológico da Estância, que reúne  as melhores referências da ergologia campeira desde o século passado. Foi também um dos criadores do Festival da Barranca, em 1971.  Tendo José e Miguel Bica como parceiros foi dos pioneiros da Califórnia de Uruguaiana, surgida neste mesmo ano.

    Apparício Rillo teve ainda como parceiros marcantes Mário Barbará fe Rodrigo Bauer. Como historiador resgatou a trajetória de São Borja e de outros municípios na região. José Hilário Retamoso e Mano Lima são outros exemplos. O Hino de São Borja foi ele quem escreveu.

      Na manhã do dia 23 de junho de 1995, Apparício Silva Rillo morreu aos 63 anos, deixando um vácuo na cultura gaúcha. Os seus restos morais estão sepultados no cemitério Jardim da Paz em São Borja.

 

 

terça-feira, 22 de junho de 2021

São Borja ainda avalia que empresas cuidarão do lixo

 



        Passado mais um mês de dois processos licitatórios, a Secretaria Municipal de Planejamento segue avaliando as propostas apresentadas  em relação à coleta e o destino para o lixo urbano. Foram duas licitações, em 17 e 20 de maio, e quatro empresas concorrentes  em cada pregão. Tratam-se de processos detalhados e complexos, o que explica o longo período de avaliações, para a indicação dos resultados.

      Uma das licitações é definir empresa que será responsável pelo recolhimento das mais de 40 toneladas diárias de resíduos geradas na cidade.  A outra concorrência é para contratar empresa que ficará responsável pelo transbordo de materiais, no Lixão do bairro do Passo, para  posterior transporte até  aterro sanitário em Giruá.

      Atualmente, a empresa Eco Verde recolhe o lixo urbano. Parte dos materiais vai para reciclagem. O Lixão, porém, já com atividades reduzidas, será desativado e o local, recuperado.

       Um programa a ser implementado vai auxiliar os catadores, oferecendo triciclos e carretas de apoio. Já os resíduos que vão para Giruá têm previsão de descarte em aterro sanitário a ser implantado a cerca de 30 quilômetros da cidade, proximidade da chamada Estrada dos Trilhos.

Secretaria do Meio Ambiente tem projeto-piloto para túneis verdes

 


    Uma das metas da secretaria Municipal de Meio Ambiente  em São Borja é ampliar as áreas verdes na cidade. Para tanto, está em estudo um projeto-piloto para o plantio das espécies mais apropriadas em alguns locais estratégicos.  O prefeito Eduardo Bonotto aposta na iniciativa e discute o plano  de ação com o secretário Eugênio Dutra. A ideia é de instalar, inicialmente,  dois futuros túneis verdes, um no sentido norte-sul e outro no sentido leste-o este na cidade "Se tudo der certo, até antes da primavera, queremos concluir esta primeira etapa do programa" planeja  Dutra.

    Atualmente, técnicos das secretarias de Meio Ambiente e da De Planejamento avaliam  questões envolvendo aspectos ambientais e de observância ao Plano Diretor urbano. O  prefeito Bonotto ressalta que é preciso levar em consideração aspectos como “as árvores mais apropriadas a cada local, largura e condições das calçadas, fiação aérea, arborização já existentes e condições de circulação”.

    O secretário Eugenio Dutra explica que a intenção é de que o projeto-piloto seja implantado,  inicialmente, a partir do Cais do Porto, no bairro do Passo, em direção a região sul da cidade, “atendendo às demandas de vias públicas como Francisco Miranda, Júlio Tróis e General Marques até chegar à Major Ory Dornelles". Outro circuito verde pretendido é no sentido leste-oeste abrangendo a partir da rua Borges do Canto (convergência com a Perimetral Leste)  até chegar à região Oeste, onde se localiza o túmulo de Maria do Carmo.

  O levantamento em fase final vai indicar os custos integrais do projeto e que participação poderá ter a Prefeitura e outros apoiadores na iniciativa privada. A intenção é que, de forma gradativa, diversos outros projetos similares possam ser implantados, implantando túneis verdes em São Borja, a exemplo dos existentes em outras cidades. O ipê-roxo (foto) é arvore-símbolo do município, mas as espécies a serem plantadas ainda passarão por definição. 

 

São Borja ainda avalia qu

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Crise hídrica e de energia pode trazer racionamento para o RS

        Não bastasse o caos da pandemia da covid, temos pela frente, também, a ‘pandemia‘  nacional da crise hídrica e de geração de  energia no país. É a  maior crise hídrica dos últimos 91 anos, afetando, com a falta de chuvas, principalmente estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste, mas deverá trazer reflexos a todo Brasil, um deles o racionamento. E o Rio Grande do Sul não está livre de também ter que racionar.

       Nas regiões mais afetadas, as usinas hidrelétricas estão com 30% da capacidade. A de Marimbas, entre PR e SP, está com somente 8%. O problema é que nas regiões brasileiras mais castigadas   a estação das chuvas só ocorrerá a partir do final do ano.

       A conta de luz ficará 20% mais cara até o final do ano, devido à aplicação dos adicionais das bandeiras tarifárias máximas.O uso de termoelétricas e importações são outros complicadores. Especialistas preveem que é quase certo que nos pontos mais críticos do país deverá haver apagão de energia  por várias horas do dia. A indústria terá de escolher, para operar, os horários de menor demanda geral e maior disponibilide emrtgética. Do contrário, não poderão funcionar.

        A tendência é que no Rio Grande do Sul também teremos ou racionamento ou outros reflexos danosos. Neste século, já tivemos situações críticas, como em 2001 e 2014. O fornecimento de energia, entretanto, era setorizado, e agora todo o sistema nacional está interligado. Para piorar a situação, estamos em plena pandemia da covid, quando recuperar a economia é fundamental.

       Em território gaúcho, o quadro igualmente é preocupante, em função de quase dois anos de chuva abaixo do normal. São mais de 100 municípios em situação de emergência. No Brasil, há sete anos chove abaixo da média. No território gaúcho, chega o inverno nesta secura geral. Além de faltar água, faltam umidade e irrigação às pastagens, lavouras e campos.  As temperaturas no período deverão ser, em média, três grauis mais baixas que o normal.

       Diante da crise, o que resta como alternativa é aproveitar as oportunidades. Uma delas é incrementar a implantação dos projetos de  gerão de energia eólica e fotovoltaica. A geração nos dois setores ganha expansão e incentivos. Em relação à energia do sol, basta olhar para os telhados em São Borja: estão ‘forrados’ de painéis de captação. 

 


Começa o inverno. Como será no RS

 



   Iniciado os 32b minutos desta segunda-feira (21),  O inverno/21 deverá registrar episódios seguidos de geada, especialmente em agosto.  Com neutralidade para El Niño e La Niña, a estação será típica, com  frio mais intenso no Rio Grande do Sul. 

A estação se estenderá até as 16h21min de 22 de setembro. Além de mais frio, agosto promete ser o mês mais seco e, também, o mais gelado. de acordo com a  Somar Meteorologia.

    Até o final deste ano, os modelos climatológicos não apontam El Niño (que aumenta as chuvas no RA) nem de La Niña (que provoca seca no Estado). Com isso, a estação que começa terá neutralidade climática — sem alterar os padrões da época.

Os primeiros 30 dias  prometem ser chuvosos, com acumulados acima da média no Sul Leste do Rio Grande do Sul,  entre 100mm e 150mm.

     Em agosto, as chuvas diminuirão de forma geral, ficando na média, de 50mm a 100mm na Fronteira Oeste e de 100m a 150mm no restante do Estado ou até menos. Os acumulados acima da média voltarão em setembro, nas regiões Metropolitana, Serra e Centro.

    Julho terá temperaturas mínimas acima da média no Estado, normalmente  entre 6°C e 12°C. Já as máximas ficarão abaixo da média. Na Fronteira Oeste e na Campanha, onde as máximas costumam se situar entre 18°C e 21°C, as temperaturas deverão ficar até 3°C mais baixas.

    O frio mais intenso, com geada em todo o RS, virá em agosto, quando as temperaturas mínimas ficarão até 3°C abaixo da média. O mês será mais seco, e mais frio. Não se descarta que ocorram precipitações de neve, dependendo da região.

    Setembro, porém, será completamente diferente: o mais quente do inverno, com temperaturas acima da média em todo o Estado. Será uma preparação para a primavera. As médias históricas serão superadas em quasse todas as regiões.

 

 

sexta-feira, 18 de junho de 2021

EM QUE BRASIL VOCÊ ESTÁ:?

 



  Se a situação for medida pela régua do ministro da Economia, Paulo Guedes, o Brasil está dando a volta por cima. Ele avalia:  é um país que investe no mercado financeiro, que exporta em vantajosas condições, que é vacinado e que aprendeu a conviver com a pandemia. Esse Brasil deverá acumular lucro de 22% em 12 meses na Bolsa de Valores. No último trimestre, o  PIB cresceu 1,2%. Mais que isso:  deve cravar crescimento de 2,36% até o final do ano no seu Produto Interno Bruto e ultrapassar os 2% em 2022.

       Já o Brasil dos mais pobres segue a amargar um desemprego crônico e crescente.  No lugar de programas que aqueçam a economia e recuperem a renda, e a dignidade, os  auxílios aos mais castigados pela covid são meros paliativos. Insuficientes, portanto, para sair do atoleiro. Remédios e alimentos estão entre os maiores vilões, fazendo a inflação aos poucos explodir. Só em abril a inflação dos alimentos dos mais pobres foi duas vezes maior que a dos mais ricos. Como exemplos, em 12 meses, o óleo de cozinha subiu 82%; o arroz, 56%; as carnes, 35%; e gás de cozinha, 21%. Esta semana, aliás, o gás subiu mais de 5% e as altas foram mensais ao longo do ano. Agravando a situação, a conta de luz representa outro choque, devido à  crise hídrica e o déficit de produção nas hidrelétricas, que  levam à necessidade de usar as  usinas termoelétricas, de geração muito  mais cara.




         O economista André Brás, da Fundação Getúlio Vargas,  ressalta que estes muitos problemas vêm de longe e, com a pandemia, só se agravaram. A piora, na sua avaliação, vem a reboque da lentidão das vacinas no país e do aumento do endividamento público.  Ele defende que é preciso vacinar os mais velhos, sim, por serem mais vulneráveis. Entretanto, também quem integra a força de trabalho tem de ser imunizado.  Credita na conta da covid e da má  gestão da crise sanitária o aumento das desigualdades. Enquanto os mais pobres são cada vez mais asfixiados, os mais ricos acumularam  reservas e novos ganhos durante a pandemia. Exemplifica que,  “como deixaram de gastar em serviços, combustíveis e tiverem desconto na mensalidade escolar das crianças, engordaram aplicações e contas bancárias”. A explosão das exportações de  

commodities ajudou turbinar os ganhos dos mais endinheirados.

        Seria leviano e injusto, apesar de tudo, atribuir todos os males que resultam nesses dois brasis apenas à pandemia e ao governo Jair Bolsonaro. O economista André Brás  chama a atenção que, historicamente, nossos governos e governantes não têm produzido e entregue  projetos nacionais que contemplem as macro demandas da sociedade brasileira. Desta forma, as desigualdades persistem e  agora  ante às adversidades.  É natural pensar num Brasil plural e diversificado como o que temos, de múltiplos potenciais e riquezas. Entretanto, é dever ético e cívico dos que governam construir uma nação mais justa e isonômica. Os governantes têm de se investir de visão de estadistas e consciência cidadã, de modo que suas ações perpassem os seus governos e alcancem o futuro das gerações, ressalta o economista da Fundação Getúli Vargas.   

Se preferir ouvir a leitura desse texto, clique no vídeo abaixo:




Forças políticas medem forças

 

Em resposta à motociata de último final de semana em defesa do governo e do presidente Jair Bolsonaro, neste sábado (19), partidos de oposição e instituições identificadas saem às ruas para manifestações. Desta vez, mais partidos de esquerda  marcam presença. Fala-se que em cerca de 500 grandes cidades haverá adesão ao movimento.  Lula não vai, mas a maioria dos líderes do centro-esquerda, sim. Analistas acham que Bolsonaro ainda tem entre 25 e 30% do eleitorado, mas o outro lado quer mostrar que tem mais. O outro lado, aliás, trabalha para além de emplacar um nome de esquerda, que seria Lula, também para construir uma terceira via. Razões contra e a favor não faltam. O fato é que 2022 já começou há bastante tempo.

PDT elege novo diretório e homenageia Leonel Brizola

         O PDT desenvolve duas programações importantes em São Borja, a partir deste domingo (20). No domingo, o partido promove convenção para eleição do seu novo  diretório municipal e executiva. Já na segunda-feira (21) serão lembrados os 17 anos de falecimento de Leonel Brizola, uma das principais referências trabalhistas, além de ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro.

       Em função da pandemia da covid, a votação na convenção será virtual, das 9 às 13h, domingo. O PDT tem dois mil filiados e deve confirmar o nome da advogada Neuza Penalvo como nova presidente, no lugar do vereador Valério Cassafuz, com duas gestões consecutivas. O diretório municipal tem 71 integrantes e a previsão é de renovação de cerca de 30%. A executiva da sigla também terá alterações.




      Na segunda-feira, o PDT recebe o presidente nacional, Carlos Lupi, o presidente estadual, Ciro Simone, e deputados, para as homenagens a Leonel Brizola. A delegação chega às 11h, ocorrendo em seguida um almoço. Ainda haverá visitação aos museus de Getúlio Vargas e João Goulart, bem como ao cemitério Jardim da Paz, onde estão sepultados Leonel Brizola e João Goulart. Também haverá visita ao mausoléu de Vargas, na praça XV de Novembro.

       Valério Cassaafuz informa que em 2022, Brizola estaria fazendo 100 anos e, por isso, é programada programação especial. O PDT também estará mobilizado em função das eleições gerais no país. Em âmbito local, a coordenação do processo deverá ser de Neuza Brizola.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Fronteira Oeste discute em São Borja Escola Cívico-Militar

 



         Nesta quinta-feira (17/6) está em São Borja o deputado estadual Tenente Coronel Zucco (PSL), (na foto). Ele cumpre, ao longo do dia, uma extensa agenda em encontro com lideranças da região Fronteira Oeste do RS, mas o destaque será o debate e o detalhamento sobre o funcionamento das Escolas Cívico-Militares (ECM). O parlamentar é autor de projeto, aprovado na Assembleia Legislativa e transformado em lei, definindo a criação dessas instituições educacionais.

      O deputado Zucco, militar da reserva no Exército, chega pela manhã à cidade, fazendo visita ao 2º RC Mec e à Brigada Militar. Ele fala à imprensa e também se encontra com autoridades civis no município. Às 14h, no auditório da Sociedade Espírita José Ferreira de Moraes,  palestrará as Escolas Cívico-Militares. O público-alvo são  representantes dos municípios da Fronteira Oeste gaúcha. Participam também do encontro secretários municipais de Educação e prefeitos na região. De São Borja, além de autoridades, ouvirão o deputado os diretores das 30 escolas da rede municipal, da Educação Infantil e do Ensino Fundamental.

      As ECM, na concepção proposta pelo deputado, terão como ênfase ensinar valores cívicos e de cidadania aos educandos, além do aprimoramento do exercício da disciplina. Militares aposentados da Brigada Militar atuarão em apoio ao alcance a desses objetivos. Essa ação dos militares, entretanto, não se dará em sala de aula. A tarefa pedagógica de ministrar as grades curriculares convencionais estabelecidas caberá aos professores de cada sistema.

         O secretário municipal de Educação em São Borja, João Carlos Reolon, confirma que a Escola de Ensino Fundamental Duque de Caxias é a escolhida no município para, inicialmente, ser transformada em cívico-militar. Por esta razão, a partir das 15h30min o deputado Tenente Coronel Zucco  promoverá reunião de trabalho com professores e servidores na escola. O objetivo é detalhar a colocação do projeto em prática.

       A previsão é que, além de São Borja, outros municípios na Fronteira Oeste também adotarão o modelo educacional proposto. Ao final da tarde, encerrando sua agenda na cidade, Zucco manterá encontro com autoridades da área de segurança pública. Uma das finalidades é mostrar alternativas de mecanismos modernos de segurança, baseados principalmente no monitoramento eletrônico.

 

quarta-feira, 16 de junho de 2021

HIG agora também é hospital-escola


    Considerando os sucessivos progressos em todas as áreas nos últimos anos,  o Hospital Ivan Goulart (HIG) em São Borja  vem sendo procurado, já há algum tempo, para permitir atividades práticas a estudantes do curso de Medicina de Santo Tomé (AR). Enquanto a parceria binacional não acontece, uma boa notícia é confirmada entre o hospital são-borjense e a Universidade Federal do Pampa. O HIG - inicialmente por quatro meses - vai virar hospital-escola  para estudantes concluintes de Medicina na Unipampa em Uruguaiana. A parceria foi acertada no início desta semana.

       Está definido que 14 acadêmicos, já em etapa final na sua formação acadêmica como médicos, permanecerão em São Borja, no Ivan Goulart,  em sistema de internato. A finalidade é o aprimoramento da sua formação profissional. Vão atuar nas áreas de clínica médica, urgência e emergência e saúde mental.

      A coordenação do grupo que, por 120 dias vêm para a São Borja, será do médico Tiago Camícia, coordenador do Centro de Oncologia do HIG e professor na Unipampa/ Uruguaiana.  A projeção é que, em etapa posterior, pelo menos outro grupo concluinte de Medicina virá para atividades práticas no HIG. O médico urologista Tiago Obbido, que atua em São Borja e Uruguaiana,  é cirurgião oncológico na área e igualmente professor na Unipampa, também deve coordenar jornadas de formação prática, aqui, aos futuros profissionais. 

     Há pelo menos duas boas razões para comemorar. Uma delas é que a região Fronteira Oeste está perto de começar a entregar novos médicos , num momento em que a demanda é crescente. Também é motivo  para comemorar o fato de que, pelos crescentes incrementos técnico-operacionais, o Hospital Ivan Goulart firma-se, cada vez mais, como referência regional consolidada.