quarta-feira, 10 de agosto de 2022

SUSRENTABILIDADE

 

Apostas de São Borja com vistas à

expansão do saneamento básico

 

Como uma das ações de saneamento no cidade,
fim do Lixão e instalação de um aterro sanitário.

São Borga tem intensificado ações, nas últimas semanas, visando aprontar um novo Plano de Saneamento Básico para o município. Além das áreas urbanas, as diretrizes de ação também abrangerão às demandas das áreas rurais. Dois comitês de trabalho, segundo decreto do prefeito Eduardo Bonotto, coordenam as ações prospectando as próximas décadas.

Enquanto isso, na cidade, a Companhia Rio-grandense de Saneamento (Corsan) iniciou e precisa concluir operações em relação à ampliação do sistema de coleta e tratamento de esgoto. São ações que, uma vez concluídas, colocarão São Borja em novo patamar no mapa de saneamento básico. Quase toda a geografia urbana estará sendo abrangida.

 

Plano de Saneamento

 

A Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente (SMAMA) coordena a mobilização em curso para elaboração do novo Plano de Saneamento. São seguidas orientações gerais da União, que definem que até o final do ano precisa estar concluído o novo regramento. “Queremos um novo marco legal para o futuro do setor, contemplando as próximas décadas”, ressalta o secretário Eugênio Dutra.

Ele observa que, em relação às áreas urbanas, o trabalho fica facilitado, já que existe uma rede de serviços, em caráter permanente, de empresas públicas e privadas. Por esta razão, as atenções se voltam principalmente para o interior do município.



Já há anos, a Corsan garante abastecimento
universal de água à população da cidade.

Até o final do mês uma força-tarefa de duas equipes - da secretaria e da Emater - percorrerão as principais localidades rurais. A finalidade será recolher informações e fazer levantamento fotográfico. Serão avaliadas as atuais condições do abastecimento de água potável, forma de coleta e destino dos resíduos sólidos, situações de alagamentos e serviços de limpeza, entre outros indicadores de saneamento básico.

Principalmente no levantamento urbano também é parceira a  unidade local da Universidade  Estadual do RS – Uergs.

Na cidade, a administração municipal vem priorizando correção de alagamentos e a drenagem pluvial de modo geral. Outra ação recente foi a renovação de contrato para os serviços de coleta e destinação de resíduos sólidos. Paralelamente, é intensificada a reciclagem de materiais.


Campanhas intensificam a reciclagem de resíduos sólidos
como ação sustentável e de significativo papel social.

Instalado há décadas no bairro do Passo, o Lixão da cidade foi desativado. O local só é usado para operação de transbordo. Equipes da Prefeitura e empresa contratada preparam a recuperação do local como passivo ambiental. Ao mesmo tempo, uma empresa privada está prestar a colocar em funcionamento aterro sanitário no bairro no interior do município, a 30 quilômetros da cidade.

São previstas audiências públicas para discussão, eventuais ajustes e aprovação das diretrizes básicas de ação do Plano de Saminto Básico. Depois, sob a forma de projeto de lei, a matéria será manda à Câmara de Vereadores pelo Executivo. No Legislativo novas audiências públicas podem ocorrer, antes do texto do plano se avaliado por comissões técnicas e ser votado em plenário pelos vereadores. Após a aprovação, finalmente o novo conjunto de regras será, finalmente, sancionado pelo prefeito.

 

Água e esgoto

 

Já há algum tempo, é praticamente universal o acesso à água potável pela comunidade urbana. Há poucos anos, a Corsan ampliou seu sistema de captação, tratamento e distribuição, atendendo às demandas de praticamente a comunidade urbana. A aposta, agora, é em relação à expansão dos serviços de coleta e tratamento de dejetos. A completa implementação, dos avanços, porém, parece estar condicionada ao futuro da Corsan, com perspectiva de privatização.


Estação de tratamento de dejetos ampliada para
demandas das próximas décadas. Falta a coleta.

Ao renovar contrato com a Prefeitura, em 2012, a Companhia de Saneamento firmou compromisso de, gradualmente em 30 anos, instalar redes de coleta e tratamento de esgoto em toda a cidade. Os investimentos iniciais são animadores e sinalizam os investimentos. Entretanto, o passo seguinte deve ser a conclusão das obras iniciadas.

O primeiro grande investimento recente da empresa foi de ampliação da sua Estação de Tratamento de Esgoto (ERE). A aplicação de cerca de R$ 10 milhões redimensiona o sistema. A projeção é que o incremento atenda às demandas durante as próximas décadas.

Por enquanto, ramais residenciais visando coletas futuras inicialmente ativados nos bairros do Passo e José Alvarez. Isso ocorreu há vários anos. Em operação semelhante, na sequência, foi abrangido todo o centro-sul da cidade. A região abrange áreas dos bairros Florêncio Guimarães, Paraboi, Betim e Pirahy.

Além de recuperação adequada às ruas esburacadas, falta agora completar os serviços. Em alguns casos, é preciso instalar estações elevadas dos emissários. Em todos eles, os ramais residenciais têm de ser ligados. Quando concluídos os trabalhos, mais da metade da cidade será atendida. A expectativa, porém, é em relação a quando isto vai ocorrer.

 

 

             

 

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