Apostas de
São Borja com vistas à
expansão do
saneamento básico
São Borga tem intensificado ações,
nas últimas semanas, visando aprontar um novo Plano de Saneamento Básico para o
município. Além das áreas urbanas, as diretrizes de ação também abrangerão às
demandas das áreas rurais. Dois comitês de trabalho, segundo decreto do prefeito
Eduardo Bonotto, coordenam as ações prospectando as próximas décadas.
Enquanto isso, na cidade, a
Companhia Rio-grandense de Saneamento (Corsan) iniciou e precisa concluir
operações em relação à ampliação do sistema de coleta e tratamento de esgoto.
São ações que, uma vez concluídas, colocarão São Borja em novo patamar no mapa
de saneamento básico. Quase toda a geografia urbana estará sendo abrangida.
Plano de Saneamento
A Secretaria Municipal de
Agricultura e Meio Ambiente (SMAMA) coordena a mobilização em curso para
elaboração do novo Plano de Saneamento. São seguidas orientações gerais da
União, que definem que até o final do ano precisa estar concluído o novo
regramento. “Queremos um novo marco legal para o futuro do setor, contemplando
as próximas décadas”, ressalta o secretário Eugênio Dutra.
Ele observa que, em relação às
áreas urbanas, o trabalho fica facilitado, já que existe uma rede de serviços,
em caráter permanente, de empresas públicas e privadas. Por esta razão, as
atenções se voltam principalmente para o interior do município.
Até o final do mês uma força-tarefa
de duas equipes - da secretaria e da Emater - percorrerão as principais
localidades rurais. A finalidade será recolher informações e fazer levantamento
fotográfico. Serão avaliadas as atuais condições do abastecimento de água
potável, forma de coleta e destino dos resíduos sólidos, situações de
alagamentos e serviços de limpeza, entre outros indicadores de saneamento
básico.
Principalmente no levantamento
urbano também é parceira a unidade local
da Universidade Estadual do RS – Uergs.
Na cidade, a administração
municipal vem priorizando correção de alagamentos e a drenagem pluvial de modo
geral. Outra ação recente foi a renovação de contrato para os serviços de
coleta e destinação de resíduos sólidos. Paralelamente, é intensificada a
reciclagem de materiais.
Instalado há décadas no bairro do
Passo, o Lixão da cidade foi desativado. O local só é usado para operação de
transbordo. Equipes da Prefeitura e empresa contratada preparam a recuperação
do local como passivo ambiental. Ao mesmo tempo, uma empresa privada está
prestar a colocar em funcionamento aterro sanitário no bairro no interior do
município, a 30 quilômetros da cidade.
São previstas audiências públicas
para discussão, eventuais ajustes e aprovação das diretrizes básicas de ação do
Plano de Saminto Básico. Depois, sob a forma de projeto de lei, a matéria será
manda à Câmara de Vereadores pelo Executivo. No Legislativo novas audiências
públicas podem ocorrer, antes do texto do plano se avaliado por comissões
técnicas e ser votado em plenário pelos vereadores. Após a aprovação, finalmente
o novo conjunto de regras será, finalmente, sancionado pelo prefeito.
Água e esgoto
Já há algum tempo, é praticamente
universal o acesso à água potável pela comunidade urbana. Há poucos anos, a
Corsan ampliou seu sistema de captação, tratamento e distribuição, atendendo às
demandas de praticamente a comunidade urbana. A aposta, agora, é em relação à
expansão dos serviços de coleta e tratamento de dejetos. A completa
implementação, dos avanços, porém, parece estar condicionada ao futuro da
Corsan, com perspectiva de privatização.
Estação de tratamento de dejetos ampliada para
demandas das próximas décadas. Falta a coleta.
Ao renovar contrato com a
Prefeitura, em 2012, a Companhia de Saneamento firmou compromisso de,
gradualmente em 30 anos, instalar redes de coleta e tratamento de esgoto em
toda a cidade. Os investimentos iniciais são animadores e sinalizam os
investimentos. Entretanto, o passo seguinte deve ser a conclusão das obras
iniciadas.
O primeiro grande investimento
recente da empresa foi de ampliação da sua Estação de Tratamento de Esgoto
(ERE). A aplicação de cerca de R$ 10 milhões redimensiona o sistema. A projeção
é que o incremento atenda às demandas durante as próximas décadas.
Por enquanto, ramais residenciais
visando coletas futuras inicialmente ativados nos bairros do Passo e José
Alvarez. Isso ocorreu há vários anos. Em operação semelhante, na sequência, foi
abrangido todo o centro-sul da cidade. A região abrange áreas dos bairros
Florêncio Guimarães, Paraboi, Betim e Pirahy.
Além de recuperação adequada às
ruas esburacadas, falta agora completar os serviços. Em alguns casos, é preciso
instalar estações elevadas dos emissários. Em todos eles, os ramais
residenciais têm de ser ligados. Quando concluídos os trabalhos, mais da metade
da cidade será atendida. A expectativa, porém, é em relação a quando isto vai
ocorrer.


Nenhum comentário:
Postar um comentário