Os investimentos em turismo
serão um dos marcos de 2022
turístico que vai mudar a rotina de São Borja.
No ano de 2022 que se
inicia, São Borja deverá atualizar seu Plano Diretor, a começar pelo Código de
Posturas. A ideia é que o ordenamento urbano ganhe mais praticidade, menos
burocracia e esteja em sintonia com as
rotinas contemporâneas. Também a cidade receberá importantes investimentos,
tendo como um focos a prospecção do turismo. Um dos carros-chefes dos empreendimentos
no setor será a implementação do projeto de urbanização da orla do rio Uruguai.
O prefeito Eduardo Bonotto espera concluir a etapa inicial das obras ainda neste
ano. A meta é, também, de ampliação e de
recuperação da infraestrutura do Parque
Esportivo General Vargas, o Parcão da cidade.
São Borja igualmente
prevê novas obras de pavimentação do sistema viário. A projeção é de que possam
ocorram, melhorias pretendidas há algum tempo no aeroporto João Manoel. Na
Plataforma Logística de apoio à Ponte da Integração são previstas as obras de
dois empreendimentos, ligados ao transporte internacional. Enquanto isso, o
governo estadual deve iniciar a construção de um Presídio Regional para o lugar
da penitenciária em área urbana.
O economista
são-borjense Pedro Cezar Dutra, professor na Universidade Federal do Rio Grande
do Sul, ressalta ser fundamental investir em projetos e produtos
turísticos. “São Borja tem excelente
produtividade nas lavouras, o que é ótimo, mas pode diversificar e incrementar
atividades urbanas, o que atrai turistas, gera empregos e faz a renda
circular, com efeito multiplicador. Por ser fronteira, pode também ser um polo
de exportação e importação, bem como de serviços, como o turismo,” diz.
O professor Pedro ressalta que “a cidade tem
história, tanto jesuítica como política, pode investir na parte artística, como
na música regional e pampeana, na paisagem do rio Uruguai e na faixa ribeirinha.”
Cita como parâmetro Porto Alegre em relação à exploração nas margens do Guaíba. Entre os
empreendimentos, indica como exemplos a
instalação de casas de espetáculos, bons hotéis e restaurantes, mobilizando empreendedores privados com apoio do setor público. Fonseca lembra que “Gramado
começou com chocolate, embora não produza nem cacau, nem açúcar, nem manteiga,
nem nozes, e se tornou o maior centro turístico do estado e um dos maiores do
Brasil.”
Avenida Beira-Rio
Na última semana de dezembro, o Badesul (banco estadual) confirmou a
liberação de financiamento para a primeira etapa das obras de urbanização na orla
do rio Uruguai. Nesta semana, representantes da instituição formalizam o
contrato com a Prefeitura, visando à chamada Avenida Beira-Rio. A ação, uma vez implementada, terá impacto direto
na revitalização da região do Cais do Porto e na chamada vila Porto do
Angico. Além de redimensionar o local, será um impulso ao incremento do turismo.
O projeto vai ser implantado na rua Bernardino
Vargas (futura Avenida Beira-Rio), no trecho entre as ruas Tiradentes e da República, a oeste do Cais, no bairro do
Passo. O prefeito Bonotto espera que até o final do primeiro semestre esteja
concluído o projeto licitatório. A previsão é de participação de empresas de
todo o Estado e até de fora do Rio Grande do Sul.
São projetados 43 mil metros quadrados
de urbanização na margem brasileira do rio. A iniciativa prevê uma avenida de duas
pistas, com faixa dupla, estacionamentos, ciclovia e passeios públicos. Ainda
será urbanizado o entorno da avenida, com pistas de caminhada, área de
playground, academia ao ar livre, decks e mirantes. O complexo inclui letreiro
turístico, praça de alimentação com quiosques-containers, churrasqueiras e
banheiros públicos.
Em etapa posterior, dependendo de recursos, o
projeto prevê instalação de um restaurante panorâmico, que deverá
ser explorado sob concessão à iniciativa privada. O projeto tem o
cuidado de preservar ao máximo as espécies vegetais de grande porte
existentes no local. Além disso, toda a estratégia paisagística foi pensada
para preservar o conjunto do ecossistema nas proximidades.
O investimento será na ordem de R$ 3,5 milhões,
inicialmente, para implantar a Avenida Beira-Rio. O arquiteto Diego Bica é
responsável pelo projeto. O prefeito
Eduardo Bonotto acredita que o empreendimento “será uma espécie de divisor de
águas para o rico potencial turístico de São Borja.”
Além de recursos para implantação completa do
projeto, é preciso também garantir apoio financeiro para colocar em prática
outro investimento complementar - a
instalação do Museu Missioneiro sob uma Cruz Missioneira gigante. A meta é que
o espaço cultural seja uma referência de São Borja em toda a região.
Um ‘novo’ Parcão
No final de dezembro, equipes das secretaria municipais de Planejamento e de Cultura,
Turismo e Esporte e Lazer concluíram a elaboração
de projeto visando execução de obras
complementares à infraestrutura geral do Parque Esportivo General
Vargas. A meta é de um investimento de R$ 900 mil no Parcão da cidade,
ampliando, assim, o apelo turístico. A mobilização agora é no sentido de
garantir recursos em apoio às receitas da Prefeitura.
O projeto foi cadastrado no Portal Pró-Esporte do Governo do Rio Grande do Sul. A iniciativa visa a avaliação da câmara
técnica da Secretaria Estadual do
Esporte e Lazer. Nesse sentido, o edital Avançar no Esporte, número 10, foi lançado no início de novembro de 2021,
com chance de participação das prefeituras gaúchas. O projeto de São Borja
passará por análise.
Assinado pelo
arquiteto Diego Bica, o projeto
prevê redimensionamento geral em toda a infraestrutura do Parcão, que ocupa
área de 17 mil m². A implantação teve
início em 2007 e a sua primeira etapa foi concluída em 2008. Recebeu, a seguir,
outra obras, mas precisa de melhorias e de complementos. O local dispõe de uma
pista de skate, de três quadras poliesportivas, de uma quadra de vôlei de areia
e de uma academia de ginástica ao ar livre.
Mais recentemente, foi recuperado o pavilhão das
arquibancadas no local., com a instalação do Museu do Esporte e o funcionamento
do Departamento de Esportes. Ainda ocorreram pavimentações e delimitações dos
passeios e a instalação de rotatória na
rua Borges do Canto.
Como todo o complexo não recebe restauros e
manutenção há mais de 10 anos, são necessários reparos gerais. A operação
inclui as quadras poliesportivas, a de vôlei de areia, a pista de skate e a implantação
de playground. Toda a iluminação tem de ser reforçada, assim como os
alambrados. Os passeios públicos necessitam de
revitalização e o sistema coletor de esgoto tem que ser refeito e
ampliado. A academia ao ar livre e a rotatória podem mudar de lugar.
Aeroporto e pavimentação
Depois
de imprevistos, o prefeito Eduardo Bonotto aposta que, em 2022, seja destravado
o processo visando obras de melhoria no aeroporto João Manoel. Do governo
federal, são R$ 5,15 milhões já confirmados. A finalidade é operação de
repavimentação da pista asfáltica do terminal aéreo.
Outra
ação prevista em relação à infraestrutura do aeroporto, é o cercamento da
pista. Isso deve ocorrer em etapa posterior. Após interrupção dos serviços,
devido à pandemia, os voos em escala comercial entre São Borja e Porto Alegre
foram retomados. Acontecem três vezes por semana.
Enquanto
isso, no final de 2021 São Borja confirmou
do governo do Estado cerca de R$
2 milhões. A verba procede do programa Pavimenta. A finalidade é novas obras
de pavimentação e de melhorias na infraestrutura urbana.
Presídio
e Plataforma
A Secretaria Estadual de Justiça e Sistemas Penal e
Socioeducativo foi autorizada pelo municípios a
receber por doação uma área de terras, visando à construção de um novo Presídio
Regional em São Borja. A área está
situada no 1º distrito do município, lugar Rincão da Conceição.
Trata-se de um imóvel de 10,43 hectares. O imóvel é ligado a uma área municipal,
a uma propriedade privada e à margem da BR 287.
A doação está formalizada na lei 5.831, em 22 de
dezembro, após aprovação pela Câmara de Vereadores. A área é para ser usada para a finalidade
específica. O governo estadual alega a necessidade de deslocar a sua atual
penitenciária, localizada em território urbano, na rua Sarandi. O investimento
será de R$ 52 milhões.
Já por meio da lei 5.830, do
último dia 22, formalizou a doação, com encargos, de uma área de terras para a
empresa Transportes Rodoviários Letsara Ltda. O imóvel - de 39 mil m², localizado nos acessos brasileiros
à Ponte da Integração - destina-se
a empreendimento da atividade
industrial, compondo o complexo da Plataforma Logística de apoio à travessia
binacional. A Câmara de Vereadores aprovou projeto de lei da doação, assim
como Carta de Intenções da empresa em
relação aos investimentos a serem realizados.
A empresa Letsara, com sede na Br 285, interior de Ijuí, assume o compromisso de, no
máximo, em um ano iniciar a implantação do seu empreendimento em São Borja... A
empresa opera serviços na área de logística, inclusive no intercâmbio
internacional, utilizando-se da Ponte da Integração. A Letsara compromete-se a
gerar empregos e se utilizar de mão de obra principalmente local para
implementar o seu projeto local.
Na
hipótese de a empresa cessar em menos de cinco anos, a área
recebida terá que ser devolvida ao
município. Do mesmo modo, retornam para a municipalidade as benfeitorias que
tenham sido realizadas. O
lote objeto da doação fica no o lado ímpar
da Rua José Schiavo Munró, acessos à ponte internacional.
Em local próximo à área de 3,9 hectares, está
em andamento, na mesma Plataforma Logística, investimento da empresa Posto 44
Cavalhada. A empresa recebeu do município área de 8,3 hectares, onde prevê investir, em duas
etapas, R$ 5 milhões. Inicialmente serão instalados postos de combustíveis,
pátios de carga e descarga, alojamentos e praça de alimentação, incluindo
restaurante. A projeção inicial é de 80
a 100 empregos.
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