segunda-feira, 21 de junho de 2021

Crise hídrica e de energia pode trazer racionamento para o RS

        Não bastasse o caos da pandemia da covid, temos pela frente, também, a ‘pandemia‘  nacional da crise hídrica e de geração de  energia no país. É a  maior crise hídrica dos últimos 91 anos, afetando, com a falta de chuvas, principalmente estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste, mas deverá trazer reflexos a todo Brasil, um deles o racionamento. E o Rio Grande do Sul não está livre de também ter que racionar.

       Nas regiões mais afetadas, as usinas hidrelétricas estão com 30% da capacidade. A de Marimbas, entre PR e SP, está com somente 8%. O problema é que nas regiões brasileiras mais castigadas   a estação das chuvas só ocorrerá a partir do final do ano.

       A conta de luz ficará 20% mais cara até o final do ano, devido à aplicação dos adicionais das bandeiras tarifárias máximas.O uso de termoelétricas e importações são outros complicadores. Especialistas preveem que é quase certo que nos pontos mais críticos do país deverá haver apagão de energia  por várias horas do dia. A indústria terá de escolher, para operar, os horários de menor demanda geral e maior disponibilide emrtgética. Do contrário, não poderão funcionar.

        A tendência é que no Rio Grande do Sul também teremos ou racionamento ou outros reflexos danosos. Neste século, já tivemos situações críticas, como em 2001 e 2014. O fornecimento de energia, entretanto, era setorizado, e agora todo o sistema nacional está interligado. Para piorar a situação, estamos em plena pandemia da covid, quando recuperar a economia é fundamental.

       Em território gaúcho, o quadro igualmente é preocupante, em função de quase dois anos de chuva abaixo do normal. São mais de 100 municípios em situação de emergência. No Brasil, há sete anos chove abaixo da média. No território gaúcho, chega o inverno nesta secura geral. Além de faltar água, faltam umidade e irrigação às pastagens, lavouras e campos.  As temperaturas no período deverão ser, em média, três grauis mais baixas que o normal.

       Diante da crise, o que resta como alternativa é aproveitar as oportunidades. Uma delas é incrementar a implantação dos projetos de  gerão de energia eólica e fotovoltaica. A geração nos dois setores ganha expansão e incentivos. Em relação à energia do sol, basta olhar para os telhados em São Borja: estão ‘forrados’ de painéis de captação. 

 


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