Não bastasse o caos da pandemia da covid, temos pela frente, também, a ‘pandemia‘ nacional da crise hídrica e de geração de energia no país. É a maior crise hídrica dos últimos 91 anos, afetando, com a falta de chuvas, principalmente estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste, mas deverá trazer reflexos a todo Brasil, um deles o racionamento. E o Rio Grande do Sul não está livre de também ter que racionar.
Nas regiões mais afetadas, as usinas hidrelétricas estão com 30% da
capacidade. A de Marimbas, entre PR e SP, está com somente 8%. O problema é que
nas regiões brasileiras mais castigadas a estação das chuvas só ocorrerá a partir do
final do ano.
A conta de luz ficará 20% mais cara até o final do ano, devido à aplicação
dos adicionais das bandeiras tarifárias máximas.O uso de termoelétricas e
importações são outros complicadores. Especialistas preveem que é quase certo
que nos pontos mais críticos do país deverá haver apagão de energia por várias horas do dia. A indústria terá de escolher,
para operar, os horários de menor demanda geral e maior disponibilide
emrtgética. Do contrário, não poderão funcionar.
A tendência é que no Rio Grande do Sul também teremos ou racionamento ou
outros reflexos danosos. Neste século, já tivemos situações críticas, como em
2001 e 2014. O fornecimento de energia, entretanto, era setorizado, e agora
todo o sistema nacional está interligado. Para piorar a situação, estamos em
plena pandemia da covid, quando recuperar a economia é fundamental.
Em território gaúcho, o quadro igualmente é preocupante, em função de
quase dois anos de chuva abaixo do normal. São mais de 100 municípios em
situação de emergência. No Brasil, há sete anos chove abaixo da média. No
território gaúcho, chega o inverno nesta secura geral. Além de faltar água,
faltam umidade e irrigação às pastagens, lavouras e campos. As temperaturas no período deverão ser, em
média, três grauis mais baixas que o normal.
Diante da crise, o que resta como alternativa é aproveitar as
oportunidades. Uma delas é incrementar a implantação dos projetos de gerão de energia eólica e fotovoltaica. A
geração nos dois setores ganha expansão e incentivos. Em relação à energia do
sol, basta olhar para os telhados em São Borja: estão ‘forrados’ de painéis de
captação.

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