De saída, é
preciso ressaltar que a culpa não é da Prefeitura. Aliás, o prefeito Eduardo
Bonotto tem, com razão, comemorado os substanciais investimentos em curso na
área de esgotamento sanitário na cidade – um recorde. São obras da Corsan, mas
o registro, aqui, não é necessariamente à estatal. A queixa da comunidade
moradora na região Centro-Sul é em relação ao organograma operacional da
empresa contratada para executar os serviços. As reclamações vêm de longo
tempo, já que a reboque das obras vem o caos na circulação das ruas submetidas
a intervenções.
Com a chegada
do inverno e das chuvas intensas, chegou a vez do nosso reduto e de suas
vizinhanças. As pessoas nem estão se queixando das operações de pesadas
máquinas e da poluição sonora ensurdecedora que geram, todavia da lama espessa
e dos atoleiros que se formam. Ou acumulando sujeira, buracos de água e barro
ou dificultando a circulação a pé ou mesmo de carro. A impressão que se tem é
que são muitas frentes de trabalho ao mesmo tempo, e aí vem outro complicador:
não raro, acessos são trancados, piorando a situação.
A via onde moro,
a travessa Francisco de Oliveira Gay, que homenageia um vereador que por três
gestões foi presidente da Câmara, teve de receber escavações duas vezes em
função das obras de esgoto. Motivo: é
uma região que foi toda aterrada, porque
era um banhado. Diante de intervenções como a de agora a água facilmente vem à tona, inundando tudo. Fica fácil concluir de que modo a situação se encontra!
A propósito, em
oportunidades anteriores equipes da Prefeitura taparam buracos ou remendaram o
calçamento de pedras irregulares. A solução, porém, é temporária – pois como o solo
é ‘falso’, os lençóis d’água facilmente brotam debaixo do chão. Além disso, a
canalização é insuficiente para as demandas em períodos de chuva. Como
‘conjunto da obra’, pesados caminhões deslocam ou levantam o calçamento,
trancando o lixo e o escoamento pluvial. Nada tenho de técnico na área, mas
entendo que existe solução. Basta ‘cortar o mal pela raiz’.
É preciso repetir
que o registro que faço não é contra ninguém. Tampouco alguém está rechaçando o
assentamento de redes de esgoto, que significam qualidade de vida, como bem diz
o prefeito Bonotto. O que quer o contribuinte - que paga seus tributos e
investe em seus imóveis -, é uma parceria mais empática como neste evento de
agora. Ruas que são caprichosamente conservadas pelos moradores na área,
recebem recuperação final, sim, depois de algum tempo. Entretanto, dificilmente a via fica como era. Aliás,
representantes da administração municipal têm se debatido, já algum tempo, com
este crônico problema: instalar esgoto, ok. Mas também devolver as mesma condições
das ruas. Afinal, se o cidadão receberá o relevante serviço de saneamento,
também pagará a correspondente tarifa como contrapartida.


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