sexta-feira, 25 de junho de 2021

Sob a lama, o atoleiro e o caos


 



     De saída, é preciso ressaltar que a culpa não é da Prefeitura. Aliás, o prefeito Eduardo Bonotto tem, com razão, comemorado os substanciais investimentos em curso na área de esgotamento sanitário na cidade – um recorde. São obras da Corsan, mas o registro, aqui, não é necessariamente à estatal. A queixa da comunidade moradora na região Centro-Sul é em relação ao organograma operacional da empresa contratada para executar os serviços. As reclamações vêm de longo tempo, já que a reboque das obras vem o caos na circulação das ruas submetidas a intervenções.

        Com a chegada do inverno e das chuvas intensas, chegou a vez do nosso reduto e de suas vizinhanças. As pessoas nem estão se queixando das operações de pesadas máquinas e da poluição sonora ensurdecedora que geram, todavia da lama espessa e dos atoleiros que se formam. Ou acumulando sujeira, buracos de água e barro ou dificultando a circulação a pé ou mesmo de carro. A impressão que se tem é que são muitas frentes de trabalho ao mesmo tempo, e aí vem outro complicador: não raro, acessos são trancados, piorando a situação.

       A via onde moro, a travessa Francisco de Oliveira Gay,  que homenageia um vereador que por três gestões foi presidente da Câmara, teve de receber escavações duas vezes em função das obras de esgoto.  Motivo: é uma região que foi  toda aterrada, porque era um banhado. Diante de intervenções como a de agora  a água facilmente vem à tona, inundando tudo.  Fica fácil concluir de que modo a  situação se encontra!

       A propósito, em oportunidades anteriores equipes da Prefeitura taparam buracos ou remendaram o calçamento de pedras irregulares. A solução, porém, é temporária – pois como o solo é ‘falso’, os lençóis d’água facilmente brotam debaixo do chão. Além disso, a canalização é insuficiente para as demandas em períodos de chuva. Como ‘conjunto da obra’, pesados caminhões deslocam ou levantam o calçamento, trancando o lixo e o escoamento pluvial. Nada tenho de técnico na área, mas entendo que existe solução. Basta ‘cortar o mal pela raiz’.

      É preciso repetir que o registro que faço não é contra ninguém. Tampouco alguém está rechaçando o assentamento de redes de esgoto, que significam qualidade de vida, como bem diz o prefeito Bonotto. O que quer o contribuinte - que paga seus tributos e investe em seus imóveis -, é uma parceria mais empática como neste evento de agora. Ruas que são caprichosamente conservadas pelos moradores na área, recebem recuperação final, sim, depois de algum tempo. Entretanto,  dificilmente a via fica como era. Aliás, representantes da administração municipal têm se debatido, já algum tempo, com este crônico problema: instalar esgoto, ok. Mas também devolver as mesma condições das ruas. Afinal, se o cidadão receberá o relevante serviço de saneamento, também pagará a correspondente tarifa como contrapartida.

 

 

          

Nenhum comentário:

Postar um comentário