segunda-feira, 21 de março de 2022

COTIDIANO

 

Fantasma da alta dos preços volta

a rondar as rotinas dos brasileiros

 

 


Até o feijão com arroz, principal prato do 
brasileiro, está com seu preço nas alturas.

Depois de uma trégua de 57 dias, veio o impactante aumento no preço dos combustíveis. E não pouca coisa considerar uma alta de quase 25% no óleo diesel e mais de 18% na gasolina. O fantasma da inflação, que já corroía o poder de compra e alimentava a inflação, mostrou  então a sua face ainda mais tenebrosa e sombria.  

Quem vai ao supermercado tem, na gôndola e sem retoques, o retrato mais fiel da permanente escalada de majorações. Tudo sobe: do feijão ao arroz; da carne aos hortigranjeiros, dos insumos de limpeza aos laticínios; dos medicamentos aos itens de higiene pessoal. A guerra no Leste europeu tem a ver com isso, como efeito macroeconômico, mas também temos os fatores internos. A pandemia tem lá sua parcela de culpas, assim como a severa seca no Sul do país, contudo outras razões ainda têm de ser consideradas.

Neste contexto, são os mais pobres os mais são afetados.  A  equipe econômica do ministro Paulo Guedes tem  trabalhado para  implementar medidas que possam mitigar as dificuldades. Em ano eleitoral há,  porém, limitadores para ações e menos espaços para manejos fiscais.

 

As ações

 

Entre as medidas que estão pensadas aparecem, por exemplo, renegociação das dívidas do financiamento estudantil, promessa

 de reajuste de funcionários públicos e lançamento ainda do Auxílio Brasil no lugar do antigo Bolsa Família.  São previstas liberações também, até R$ 1 mil por trabalhador ativo do FGTS e antecipação de metade do 13º salário dos aposentados.  

O presidente Jair Bolsonaro deve sancionar o projeto de lei que cria regras para estabilização dos preços de combustíveis. A  medida prevê um sistema que vai limitar essa variação por uma verba  federal, financiando  essa ferramenta de controle. A narrativa inclui eventual saída do presidente da Petrobras, mas, na prática, trata-se basicamente de uma ação política.

 Igualmente é previsto um auxílio de até R$ 300 mensais para motoristas autônomos de baixa renda. Com aprovação da PEC dos precatórios no Congresso Nacional, deve abrir um espaço orçamentário de R$ 106 bilhões. Desse total, R$ 51 milhões foram para o Auxílio Brasil.  Com o ‘pacote de bondades’ de liberação de até R$ 1 mil nas contas ativas dos segurados pelo FGTS, devem ser beneficiados 31 milhões de aposentados e pensionistas.

 

As projeções

 

Apesar do arrocho geral, alguns indicadores mostram que nem tudo está piorando. A inflação, que já está em patamar de quase 11%, deve fechar o ano em torno de 7,5%. Ainda assim, como um ‘remédio amargo’, a taxa de juros não para de subir. A tendência, segundo economistas, é que o crescimento econômico em 2022 fique entre menos de 1% e no máximo 2%.

O desemprego crônico, porém, começa a ceder lentamente. O real, a moeda brasileira, tem ficado mais forte em relação ao dólar. Os investimentos vêm crescendo em relação ao Produto Interno Bruto. Com a pandemia dando sinais de superação, a roda da produção volta a girar no país. Menos mal.  

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