Oncologia: a equipe pronta no HIG, mas
é estadual regulação de procedimentos
necessária a uma adequada prestação de serviços.
Em
São Borja, a administração do Hospital Ivan Goulart (HIG) confirmou nesta
semana que está pronta e à disposição a equipe especializada de profissionais no Centro de Oncologia da instituição. A unidade, que atende pelo Sistema Único de
Saúde (SUS) casos de câncer de média e alta complexidade, foi credenciada pelo
Ministério e pela Secretaria Estadual da Saúde no final de 2021, depois de seis
anos de tratativas. Além de pacientes de São Borja, a autorização é para
atender também às demandas de Garruchos e de Maçambará. Pelos protocolos vigentes, contudo, não
significa que todos os pacientes dos três municípios serão atendidos aqui. Um sistema estadual faz a regulação de fluxo.
Equipe
multisetorial foi preparada pelo HIG. O grupo de trabalho reúne, além de médico oncologista clínico, outros
três cirurgiões oncológicos – um de
cirurgia geral, um urologista e outro mastologista. Ainda integram a equipe profissionais
de apoio, como anestesista, enfermeiros, técnicos em enfermagem, psicólogos,
nutricionistas e assistentes sociais, entre outros profissionais com treinamento
específico para a finalidade.
Paralelamente
a orientações e acompanhamento clínico, também
é oferecido serviço de quimioterapia. Entretanto alguns casos mais complexos de
câncer em regiões como de cabeça e de pescoço, o centro especializado de
referência é o Hospital de Caridade de Ijuí (HCI.
No
HIG outros serviços especializados complementares igualmente estão à
disposição. O hospital também está aparelhado para atender pacientes com
cobertura através de convênios ou em caráter particular.
Regulação
estadual
Para
encaminhamento de um atendimento oncológico pelo SUS, o ponto de partida é
procurar a ESF (Estratégia de Saúde da Família) e, depois, o MAC, serviço de
regulação para consultas, exames e procedimentos de média e alta complexidade,
ligado à Secretaria Municipal da Saúde (SMS). O serviço funciona no antigo
Hospital São Francisco. A unidade em São Borja registra as informações relativas
ao perfil do paciente e das suas
demandas, que são lançadas num sistema de regulação estadual. Por meio dessas
informações, o sistema indicará a cidade e a unidade médico-hospitalar a ser utilizada.
Desta
forma, não significa que, se o paciente é de São Borja vai ser atendido aqui;
tudo vai depender de cada caso específico. Atualmente, a maioria das situações
tem encaminhamento para os centros especializados de Santo Ângelo e de Ijuí.
O
MAC ainda destaca que, se o paciente
está com tratamento iniciado em outra cidade terá que concluí-lo naquela unidade. O
serviço de regulação é semelhante ao do SAMU (Serviço Ambulatorial Móvel de
Urgência), também com regulação estadual.
Apoio
de transporte
É
cada vez maior a estrutura de apoio logístico na Secretaria Municipal de Saúde,
para o transporte de pacientes. São quase 30 motoristas de automóveis,
ambulâncias e micro-ônibus à disposição – veículos próprios, locados ou
terceirizados. Eles conduzem pacientes para todo o Rio Grande do Sul, mas
principalmente Santo Ângelo, Ijuí, Santa Rosa, Santa Maria, Porto Alegre e Uruguaiana.
O
tratamento de câncer é apenas uma das situações e patologias atendidas. Em muitos
casos, o paciente é levado em dia e tem de ser buscado, de retorno, no dia
seguinte ou depois disso.
É
grande o desembolso de recursos públicos para garantir esse tipo de serviço. A
SMS ressalta, porém, que os custos já foram bem maiores. Hoje a locação de veículos
novos, principalmente automóveis, diminui muito o desembolso. É principalmente
com combustível e os motoristas dos veículos.
Novo
protocolo
À
medida que vai passando a pandemia de Covid, vão sendo alterados os protocolos de atendimento nos hospitais.
Agora a liberação do paciente só se dá com intervalo mínimo de 24 horas após o
início da internação. Um dos argumentos é de que isso permite atendimento mais
adequado.
Pelo
SUS, contudo, nem sempre é oferecido suporte de apoio básico completo ao paciente.
A recomendação é que sejam levadas roupas, toalhas de banho e demais insumos de uso e higiene pessoal. Pelos novos protocolos, em muitos dos casos é necessário que o serviço de
transporte retorne em data posterior para apanhar o paciente e acompanhante.




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