quarta-feira, 23 de março de 2022

SAÚDE PÚBLICA

 

Oncologia: a equipe pronta no HIG, mas

é estadual regulação de procedimentos  

 



Hospital garante que está pronta toda a estrutura
necessária a uma adequada prestação de serviços.

Em São Borja, a administração do Hospital Ivan Goulart (HIG) confirmou nesta semana que está pronta e à disposição a equipe especializada de profissionais  no Centro de Oncologia da instituição.  A unidade, que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS) casos de câncer de média e alta complexidade, foi credenciada pelo Ministério e pela Secretaria Estadual da Saúde no final de 2021, depois de seis anos de tratativas. Além de pacientes de São Borja, a autorização é para atender também às demandas de Garruchos e de Maçambará.  Pelos protocolos vigentes, contudo, não significa que todos os pacientes dos três municípios serão atendidos aqui.  Um sistema estadual faz a regulação de fluxo.

Equipe multisetorial foi preparada pelo HIG. O grupo de trabalho reúne,  além de médico oncologista clínico, outros três cirurgiões  oncológicos – um de cirurgia geral, um urologista e outro mastologista. Ainda integram a equipe profissionais de apoio, como anestesista, enfermeiros, técnicos em enfermagem, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais,  entre outros profissionais com treinamento específico para a finalidade.

Paralelamente a  orientações e acompanhamento clínico, também é oferecido serviço de quimioterapia. Entretanto alguns casos mais complexos de câncer em regiões como de cabeça e de pescoço, o centro especializado de referência é o Hospital de Caridade de Ijuí (HCI.

No HIG outros serviços especializados complementares igualmente estão à disposição. O hospital também está aparelhado para atender pacientes com cobertura através de convênios ou em caráter particular.

 

Regulação estadual

 



Frota da Saúde Municipal cortam os caminhos do Rio Grande,
 levando e trazendo pacientes, em rotina diária.

Para encaminhamento de um atendimento oncológico pelo SUS, o ponto de partida é procurar a ESF (Estratégia de Saúde da Família) e, depois, o MAC, serviço de regulação para consultas, exames e procedimentos de média e alta complexidade, ligado à Secretaria Municipal da Saúde (SMS). O serviço funciona no antigo Hospital São Francisco. A unidade em São Borja registra as informações relativas ao  perfil do paciente e das suas demandas, que são lançadas num sistema de regulação estadual. Por meio dessas informações, o sistema indicará a cidade e a unidade médico-hospitalar  a ser utilizada.

Desta forma, não significa que, se o paciente é de São Borja vai ser atendido aqui; tudo vai depender de cada caso específico. Atualmente, a maioria das situações tem encaminhamento para os centros especializados de Santo Ângelo e de Ijuí.

O  MAC ainda destaca que, se o paciente está com tratamento iniciado em outra  cidade terá que concluí-lo naquela unidade. O serviço de regulação é semelhante ao do SAMU (Serviço Ambulatorial Móvel de Urgência), também com regulação estadual.

 

Apoio de transporte

 



Equipe de quase 30 condutores garante logística 
do apoio médico-hospitalar especializado.

É cada vez maior a estrutura de apoio logístico na Secretaria Municipal de Saúde, para o transporte de pacientes. São quase 30 motoristas de automóveis, ambulâncias e micro-ônibus à disposição – veículos próprios, locados ou terceirizados. Eles conduzem pacientes para todo o Rio Grande do Sul, mas principalmente Santo Ângelo, Ijuí, Santa Rosa, Santa Maria, Porto Alegre e Uruguaiana.

O tratamento de câncer é apenas uma das situações e patologias atendidas. Em muitos casos, o paciente é levado em dia e tem de ser buscado, de retorno, no dia seguinte ou depois disso.

É grande o desembolso de recursos públicos para garantir esse tipo de serviço. A SMS ressalta, porém, que os custos já foram bem maiores. Hoje a locação de veículos novos, principalmente automóveis, diminui muito o desembolso. É principalmente com combustível e os motoristas dos veículos.

 

Novo protocolo

 


Entre os principais destinos entre as cidades da região estão
 Santo Ângelo, Ijuí, Santa Maria e Passo Fundo.

À medida que vai passando a pandemia de Covid, vão sendo alterados  os protocolos de atendimento nos hospitais. Agora a liberação do paciente só se dá com intervalo mínimo de 24 horas após o início da internação. Um dos argumentos é de que isso permite atendimento mais adequado.

Pelo SUS, contudo, nem sempre é oferecido  suporte de apoio básico completo ao paciente. A recomendação é que sejam levadas roupas, toalhas de banho e demais insumos  de uso e higiene pessoal.  Pelos novos protocolos, em  muitos dos casos é necessário que o serviço de transporte retorne em data posterior para apanhar o paciente e acompanhante.

 

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