Mundo quer comida. Fome
volta a crescer e preocupa
studo da FAO e
PMA indica que
970 mil pessoas
podem morrer por
causa da fome.
(@UNOCHA Somalia)
No
Brasil, o retorno do empobrecimento e o aumento da carência alimentar permeiam
a campanha eleitoral em curso. Pelo últimos cálculos, são 33 milhões de pessoas
passando fome. A dolorosa constatação brasileira, porém, não é exclusividade nacional.
Recentemente, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou alerta para a
gravidade de problema em escala planetária. Um novo relatório alerta que o número de pessoas que enfrentam
insegurança alimentar aguda em todo o mundo deve seguir aumentando rapidamente.
O documento aponta que o aprofundamento da crise alimentar coloca 19 países em
risco. As principais causas são o aumento dos conflitos, crise climática e a
instabilidade econômica agravada pela pandemia. Há também os efeitos da invasão
russa à Ucrânia.
O
estudo, realizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e
Agricultura (FAO) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) destaca que os
trabalhadores humanitários estão preocupados com nações como Somália,
Afeganistão, Etiópia, Sudão do Sul e Iêmen, entre outras.
Um
recorde de 970 mil pessoas pode enfrentar fome catastrófica ou morrer de
inanição se nada for feito. O número é 10 vezes mais do que há seis anos,
quando dois países tinham populações com tanta insegurança alimentar, como
agora.
A
ONU apela por ação humanitária urgente para salvar vidas e os meios de
subsistência locais. A tendência é de a
situação vai piorar em 2023.
O
relatório revela que República Democrática do Congo, Haiti, Quênia, Região do
Sahel, Sudão e Síria também são locais “de grande preocupação”, além da
República Centro Africana e Paquistão, adicionados à lista mais recentemente. Guatemala,
Honduras e Malauí também estão entre os países que têm fome, ao lado de
Madagascar, Sri Lanka e Zimbábue.
Também
é da ONU a projeção de que no mês que vem, em novembro, o planeta alcançará 8
bilhões de habitantes. Se, por um lado, isso amplia o mercado mundial de
alimentos, por outro aumenta a necessidade de oferta para atender à demandas
crescentes. Quanto ao Brasil, tem grande
potencial para equacionar as necessidades internas e, ao mesmo tempo, de
abastecer a humanidade.
Drama
europeu
Na imagem
publicada por GZH, uma
Ideia da
dramática situação europeia.
Também
o rico continente europeu, o Velho Mundo, tem problemas graves a resolver.
Quase toda a região do continente ainda enfrenta, além das dificuldades já
citadas (de guerra, políticas e econômicas)
também as consequências de seca histórica e de incêndios devastadores –
eventos os mais severos em séculos.
Desde o início do ano, foram destruídos cerca de
700 mil hectares de florestas em toda a União Europeia. Rios secaram, assim
como a vegetação, comprometendo ainda a produção agrícola e animal.
A
área mais atingida por incêndios foi a da
Península Ibérica. Na Espanha, só entre junho e agosto 246 mil hectares foram
queimados. Em Portugal, os bombeiros
demoraram uma semana para controlar um incêndio no parque natural da Serra da
Estrela, sendo consumidos 17 mil hectares de um patrimônio tombado pela UNESCO.
A
França viu anos ainda piores na década de 1970,
mas agora grande parte do país foi consumida pelas chamas. A situação foi igualmente excepcional na
Europa Central. Em julho, foram necessários 10 dias para controlar o maior
incêndio da história recente da Eslovênia,
mesmo com a ajuda da população. Sem aviões especializados no combate a
incêndios, a Eslovênia teve que pedir ajuda à Croácia.
Em
termos de área, atrás da Espanha estão a Romênia, Portugal e França. Se for considerado apenas
o período de verão, "2022 já é um ano recorde", conforme o sistema de
controle europeu. A Europara está preparada para enfrentar o frio extremo, não
o calor recorde, associado à seca.
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