quinta-feira, 20 de outubro de 2022

URGÊNCIA PLANETÁRIA

 

Mundo quer comida. Fome

volta a crescer e preocupa

 

studo da FAO e PMA indica que
970 mil pessoas podem morrer por
causa da fome. (@UNOCHA Somalia)

No Brasil, o retorno do empobrecimento e o aumento da carência alimentar permeiam a campanha eleitoral em curso. Pelo últimos cálculos, são 33 milhões de pessoas passando fome. A dolorosa constatação brasileira, porém, não é exclusividade nacional. Recentemente, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou alerta para a gravidade de problema em escala planetária. Um novo relatório  alerta que o número de pessoas que enfrentam insegurança alimentar aguda em todo o mundo deve seguir aumentando rapidamente. O documento aponta que o aprofundamento da crise alimentar coloca 19 países em risco. As principais causas são o aumento dos conflitos, crise climática e a instabilidade econômica agravada pela pandemia. Há também os efeitos da invasão russa à Ucrânia.

O estudo, realizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) destaca que os trabalhadores humanitários estão preocupados com nações como Somália, Afeganistão, Etiópia, Sudão do Sul e Iêmen, entre outras.

Um recorde de 970 mil pessoas pode enfrentar fome catastrófica ou morrer de inanição se nada for feito. O número é 10 vezes mais do que há seis anos, quando dois países tinham populações com tanta insegurança alimentar, como agora.

A ONU apela por ação humanitária urgente para salvar vidas e os meios de subsistência locais.  A tendência é de a situação vai piorar em 2023.

O relatório revela que República Democrática do Congo, Haiti, Quênia, Região do Sahel, Sudão e Síria também são locais “de grande preocupação”, além da República Centro Africana e Paquistão, adicionados à lista mais recentemente. Guatemala, Honduras e Malauí também estão entre os países que têm fome, ao lado de Madagascar, Sri Lanka e Zimbábue.

Também é da ONU a projeção de que no mês que vem, em novembro, o planeta alcançará 8 bilhões de habitantes. Se, por um lado, isso amplia o mercado mundial de alimentos, por outro aumenta a necessidade de oferta para atender à demandas crescentes.  Quanto ao Brasil, tem grande potencial para equacionar as necessidades internas e, ao mesmo tempo, de abastecer a humanidade.

 

Drama europeu

 

 

Na imagem publicada por GZH,  uma
Ideia da dramática situação europeia.

Também o rico continente europeu, o Velho Mundo, tem problemas graves a resolver. Quase toda a região do continente ainda enfrenta, além das dificuldades já citadas (de guerra, políticas e econômicas)  também as consequências de seca histórica e de incêndios devastadores – eventos os mais severos em séculos.

Desde  o início do ano, foram destruídos cerca de 700 mil hectares de florestas em toda a União Europeia. Rios secaram, assim como a vegetação, comprometendo ainda a produção agrícola e animal.

A área mais atingida por  incêndios foi a da Península Ibérica. Na Espanha, só entre junho e agosto 246 mil hectares foram queimados. Em  Portugal, os bombeiros demoraram uma semana para controlar um incêndio no parque natural da Serra da Estrela, sendo consumidos 17 mil hectares de um patrimônio tombado pela UNESCO.

A França viu anos ainda piores na década de 1970,  mas agora grande parte do país foi consumida pelas chamas.  A situação foi igualmente excepcional na Europa Central. Em julho, foram necessários 10 dias para controlar o maior incêndio da história recente da Eslovênia,  mesmo com a ajuda da população. Sem aviões especializados no combate a incêndios, a Eslovênia teve que pedir ajuda à Croácia.

Em termos de área, atrás da Espanha estão a Romênia,  Portugal e França. Se for considerado apenas o período de verão, "2022 já é um ano recorde", conforme o sistema de controle europeu. A Europara está preparada para enfrentar o frio extremo, não o calor recorde, associado à seca.

 

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