sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

BRINDE AO FUTURO

 

              

Com quase um século de trajetória, instituição 
é referência em construir valores e cidadania.

 

Centro Tereza Verzeri recomeça. E

mantendo entregas de qualidade

                                  

Uma Jornada Pedagógica Social, dias 16 e 17 de fevereiro, ajustará detalhes finais para a retomada de atividades em 2023, em São Borja, do Centro de Formação Tereza Verzeri (CFTV).  O retorno dos educandos está definido para 1º de março, acolhendo, como no ano anterior, 150 crianças e adolescentes dos 4 aos 16 anos. Em um dos turnos durante o dia, eles frequentarão a escola  convencional e no outro participarão de oficinas  no centro de formação.

 

Fundado em 1936, o CFTV  consolida-se como referência ao acolhimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e risco social num. É, ainda, um espaço de referência para a convivência, por meio do desenvolvimento das potencialidades de seus usuários . As  oficinas pedagógico-sociais ministradas levam em conta a faixa etária dos educandos.

 


Identidades  culturais é um dos pilares de
sustentação das oficinas pedagógicas.


“Temos como uma das nossas metas que, ao deixar a instituição, aos 16 anos, o adolescente esteja motivado a continuar seus estudos e ingressar no mercado de trabalho”, ressalta a diretora social da casa, Iaçanã Pires. Além da diretora social, formam a equipe de trabalho uma gestora na área administrativa, uma assistente social, uma supervisora pedagógica, uma nutricionista e uma psicóloga. .

 

 No total, são 25 servidores em atividade, 16 deles mantidos pela instituições e 09 cedidos pela Prefeitura Municipal. A irmã Sônia Luchese dá apoio na espiritualidade em relação aos temas trabalhados durante o ano, nos eventos e reuniões em geral. “Acolhemos educandos de todas as crenças religiosas”, destaca Iaçanã.

 

As oficinas oferecidas são variadas, entretanto todas elas têm uma finalidade em comum. Elas são destinadas à formação da consciência cidadã, da solidariedade, da cultura gaúcha, dança, música, informática, meio ambiente e apoio pedagógico.

 

 

 

Atendimento integral

 

 

 Desde cedo, também a consciência ambiental
é trabalhada entre as crianças e adolescentes.

As crianças e adolescentes são atendidas no Centro de Formação Tereza Verzeri nos períodos da  manhã e da tarde. Ao chegarem pela manhã recebem café e, depois, é oferecido o almoço. No turno da tarde, é servido lanche antes do encerramento das atividades.

 

Iaçanã Pires explica que o trabalho  é “gratificante, mas tem um alto investimento".  A manutenção dos serviços e da estrutura tem recursos da própria instituição, da Prefeitura e de colaboradores na comunidade.  “Está para ser retomado, por exemplo, o nosso Bazar Solidário, uma das fontes de captar recursos”, explica a diretora.

 

A Administração Municipal auxilia com insumos para a alimentação que é oferecida, além da cedência de funcionários. A instituição conta ainda com voluntários apoiadores e entidades que fazem  doações.

 

 

 

Dá para investir

 

 

Sempre atenta a alternativas de acesso a recursos financeiros, a instituição tem confirmado alguns aportes importantes para manutenção e  para investimento. Com verba conseguida através do Ministério Público do Trabalho, por exemplo, foram feitas reformas e pintura nas instalações da casa.

 



Ação coletiva do poder público e da
comunidade garante apoio integral.


Através de duas diferentes intervenções, mais de R$ 180 mil serão liberados pelo Comdica (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente). Parte da verba permitirá instalar sistema de geração de energia solar, que baixará de forma significativa a conta de luz. Outro aporte já assegurado permitirá a reedição do projeto Mãos na Massa. Será a segunda edição.

 

Trata-se de uma ação que mantém no CFTV uma oficina voltada à produção de alimentos pelos educandos, sob a orientação de oficineiro e supervisão da nutricionista da casa. “Queremos que, ao saírem daqui os adolescentes já estejam preparados para trabalhar, ou através de empreendimento próprio ou em parceria com a família, de modo a garantir renda e trabalho”, conclui Iaçanã Pires.

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