Com quase um século de trajetória, instituição
é referência em construir valores e cidadania.
Centro Tereza Verzeri recomeça. E
mantendo entregas de qualidade
Uma
Jornada Pedagógica Social, dias 16 e 17 de fevereiro, ajustará detalhes finais
para a retomada de atividades em 2023, em São Borja, do Centro de Formação
Tereza Verzeri (CFTV). O retorno dos
educandos está definido para 1º de março, acolhendo, como no ano anterior, 150
crianças e adolescentes dos 4 aos 16 anos. Em um dos turnos durante o dia, eles
frequentarão a escola convencional e no
outro participarão de oficinas no centro
de formação.
Fundado
em 1936, o CFTV consolida-se como
referência ao acolhimento de crianças e adolescentes em situação de
vulnerabilidade e risco social num. É, ainda, um espaço de referência para a
convivência, por meio do desenvolvimento das potencialidades de seus usuários .
As oficinas pedagógico-sociais
ministradas levam em conta a faixa etária dos educandos.
Identidades culturais é um dos pilares de
sustentação das oficinas pedagógicas.
“Temos
como uma das nossas metas que, ao deixar a instituição, aos 16 anos, o
adolescente esteja motivado a continuar seus estudos e ingressar no mercado de
trabalho”, ressalta a diretora social da casa, Iaçanã Pires. Além da diretora
social, formam a equipe de trabalho uma gestora na área administrativa, uma
assistente social, uma supervisora pedagógica, uma nutricionista e uma psicóloga.
.
No total, são 25 servidores em atividade, 16
deles mantidos pela instituições e 09 cedidos pela Prefeitura Municipal. A irmã
Sônia Luchese dá apoio na espiritualidade em relação aos temas trabalhados
durante o ano, nos eventos e reuniões em geral. “Acolhemos educandos de todas
as crenças religiosas”, destaca Iaçanã.
As
oficinas oferecidas são variadas, entretanto todas elas têm uma finalidade em
comum. Elas são destinadas à formação da consciência cidadã, da solidariedade,
da cultura gaúcha, dança, música, informática, meio ambiente e apoio
pedagógico.
Atendimento
integral
Desde cedo, também a consciência ambiental
é trabalhada entre as crianças e adolescentes.
As
crianças e adolescentes são atendidas no Centro de Formação Tereza Verzeri nos
períodos da manhã e da tarde. Ao
chegarem pela manhã recebem café e, depois, é oferecido o almoço. No turno da
tarde, é servido lanche antes do encerramento das atividades.
Iaçanã
Pires explica que o trabalho é
“gratificante, mas tem um alto investimento". A manutenção dos serviços e da estrutura tem
recursos da própria instituição, da Prefeitura e de colaboradores na
comunidade. “Está para ser retomado, por
exemplo, o nosso Bazar Solidário, uma das fontes de captar recursos”, explica a
diretora.
A
Administração Municipal auxilia com insumos para a alimentação que é oferecida,
além da cedência de funcionários. A instituição conta ainda com voluntários
apoiadores e entidades que fazem
doações.
Dá
para investir
Sempre
atenta a alternativas de acesso a recursos financeiros, a instituição tem
confirmado alguns aportes importantes para manutenção e para investimento. Com verba conseguida
através do Ministério Público do Trabalho, por exemplo, foram feitas reformas e
pintura nas instalações da casa.
Através de duas diferentes intervenções, mais de R$ 180 mil serão liberados pelo Comdica (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente). Parte da verba permitirá instalar sistema de geração de energia solar, que baixará de forma significativa a conta de luz. Outro aporte já assegurado permitirá a reedição do projeto Mãos na Massa. Será a segunda edição.
Trata-se
de uma ação que mantém no CFTV uma oficina voltada à produção de alimentos
pelos educandos, sob a orientação de oficineiro e supervisão da nutricionista
da casa. “Queremos que, ao saírem daqui os adolescentes já estejam preparados
para trabalhar, ou através de empreendimento próprio ou em parceria com a
família, de modo a garantir renda e trabalho”, conclui Iaçanã Pires.




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