quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

LONGA ESPERA

O Censo marcado por

apagão de bom senso

 



Quantas vezes o Censo de 2022 já teve a  sua conclusão adiada no Brasil?  Três, quatro vezes? O detalhe pode parecer irrelevante, mas é, em si, revelador. Para começar, a recontagem da população nacional  e a redefinição do seu perfil socioeconômico   deveriam ter ocorrido em 2020, ou seja 10 anos após a    avaliação anterior. Sob alegações diversas –  a principal delas a falta de dinheiro -,   vieram as  procrastinações.  Agora,  depois da inusitada espera para começar,  ocorre também para encerrar uma tarefa que é deve ser de rotina, mas é que é  importância fundamental.

Ao longo do ano passado, várias foram as datas aprazadas para finalizar o Censo, Todas elas foram adiadas e tudo fica para 2023. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), coordenador das ações, prevê terminar o trabalho de campo em fevereiro, reservando os  dois meses subsequentes para ajustar  e sistematizar informações.  O instituto, contudo, não pode ser crucificado individualmente. Há uma combinação de muitos fatores e diferentes  agentes envolvidos no processo.

Além da alegada limitação orçamentária, certamente faltaram divulgação, motivação e esclarecimento à população objeto central da pesquisa. Nesse contexto, também faltaram recenseadores. A remuneração foi insuficiente para mover e confirmar candidatos? Aqueles que assumiram a tarefa receberam o adequado  preparo ao trabalho a ser desempenhado? Também, nessa conjuntura, deduz-se que os brasileiros não foram suficientemente orientados e convencidos, advindo daí, provavelmente, um grau de desconfiança em receber e responder aos recenseadores.

Para completar o conjunto da obra, dados parciais do Censo começaram a ser divulgados e utilizados, como se definitivos fossem, É notória a redução do crescimento vegetativo no país, entretanto a divulgação de informações ainda inclusos piorou uma a situação que já ruim. Boa parte das prefeituras no país, entre elas São Borja, terão perdas substanciais no repasse do Fundo de Participação dos Municípios  - FPM, se o critério provisório prevalecer.  O dinheiro do Fundo é a principal verba federal e a Confederação Nacional de Municípios (CNM) recomenda judicializar o caso.

Muitas prefeituras – São Borja é uma delas – vêm desenvolvendo campanhas de motivação à participação para o Censo. Cumprem, assim, tarefa que deixou de ser realizada pela UInião. A ministra atual de Planejamento, Simone Tebet, não vai interferir e mudar a coordenação do IBGE antes de o Censo de fato terminar.

O que aconteceu em relação ao censo demográfico foi o que aconteceu em passado recente em relação a outras áreas estratégicas no Brasil. É o caso do apagão em áreas como  cultura, meio ambiente, saúde e educação, incluindo  programas    visando   programas      de formação em pesquisas de ciência e tecnologia. Quanto ao Censo, é igualmente fundamental para organizar o Brasil, prospectando seu futuro como  como nação.

 

 


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