Não bastasse
a covid, agora
também a ‘hepatite
aguda’
Como desgraça poupa é bobagem,
eis que a Organização Mundial da Saúde (OMS) está alertando a comunidade
internacional para mais um caso de saúde pública grave e misterioso. A hepatite
aguda, como está sendo chamada, é intrigante sob todos os aspectos. Atinge
principalmente crianças e em 10% das ocorrências revela-se fulminante e letal.
Nesta quarta-feira (4), o
‘Estadão’ dedicou seu podcast principal para abordar o tema. A causa mais
provável é de que a hepatite misteriosa seja transmitida por um adenovírus, pelo
ar ou através do contato entre os pacientes. Pode ser alguma mutação associada
ao coronavírus, mas não teria relação com a aplicação de vacinas contra a
covid. Isto por que a maioria das vítimas são crianças com menos de cinco anos,
que nem foram vacinadas. Os registros, até agora, vão até a faixa dos 16 anos.
Outra constatação é de que a nova
hepatite não tem a ver com os tipos conhecidos A, B, C, D e E. O fato é que
mais de uma dezena de países registra a doença, na Europa, EUA, Israel, Japão e
outras regiões asiáticas. Há casos de mortes e, de forma surpreendentes, em 10%
dos casos, as crianças precisam de transplante de fígado.
O infectologista-pediatra Renato
Kfure, um especialista brasileiro na área, admite que há razões para
preocupação. Ele chama a atenção para o grau de letalidade da patologia, a sua
forma intrigante de manifestação e a necessidade, muito maior, de transplantes
de fígado. Ele partilha, porém, da tese de que o problema não tem relação com a
vacina pediátrica contra a covid. Mas o sinal de alerta está lançado.

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