quinta-feira, 5 de maio de 2022

SAÙDE PÙBLICA

 

Não bastasse a covid, agora

também a ‘hepatite aguda’


 

Como desgraça poupa é bobagem, eis que a Organização Mundial da Saúde (OMS) está alertando a comunidade internacional para mais um caso de saúde pública grave e misterioso. A hepatite aguda, como está sendo chamada, é intrigante sob todos os aspectos. Atinge principalmente crianças e em 10% das ocorrências revela-se fulminante e letal.

Nesta quarta-feira (4), o ‘Estadão’ dedicou seu podcast principal para abordar o tema. A causa mais provável é de que a hepatite misteriosa seja transmitida por um adenovírus, pelo ar ou através do contato entre os pacientes. Pode ser alguma mutação associada ao coronavírus, mas não teria relação com a aplicação de vacinas contra a covid. Isto por que a maioria das vítimas são crianças com menos de cinco anos, que nem foram vacinadas. Os registros, até agora, vão até a faixa dos 16 anos.

Outra constatação é de que a nova hepatite não tem a ver com os tipos conhecidos A, B, C, D e E. O fato é que mais de uma dezena de países registra a doença, na Europa, EUA, Israel, Japão e outras regiões asiáticas. Há casos de mortes e, de forma surpreendentes, em 10% dos casos, as crianças precisam de transplante de fígado.

O infectologista-pediatra Renato Kfure, um especialista brasileiro na área, admite que há razões para preocupação. Ele chama a atenção para o grau de letalidade da patologia, a sua forma intrigante de manifestação e a necessidade, muito maior, de transplantes de fígado. Ele partilha, porém, da tese de que o problema não tem relação com a vacina pediátrica contra a covid. Mas o sinal de alerta está lançado.

 

 

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