quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

CENA BRASILEIRA

 

O flagelo da Fome


Uma imagem dramático
de um cenário trágico.


Já dissemos que na nossa região chove menos que nas outras áreas do Rio Grande do Sul. Existem estudos científicos mostrando isso. Não é novidade, também, que a inflação está de volta e que os preços não param de subir nos supermercados. Fica difícil, portanto, manter vida digna, abastecida. Ainda mais quando os salários ou estão congelados há anos ou são ‘engolidos’ pela espiral inflacionária.

O drama então é real. Dificuldade bem maior, porém, assola o Brasil mais pobre, especialmente da  porção Nordeste. Podcast da Folha de S. Paulo, hoje, mostra bem essa situação calamitosa, de degradação da vida humana. Um tripé de fatores leva à fome severa e sem remédio: a seca, o fim do auxílio emergencial e a pandemia.

O Rio Grande do Norte é apontado como o estado em pior situação. O jornal conversou com inúmeras famílias que, simplesmente, não têm o que comer. Carne? só de algum animal que morre de inanição ou então restos dos que comem bem. Fogão a gás nem pensar e o uso do  fogão a lenha só  quando as famílias ganham alguma coisa. A seca exterminou as lavouras e poucos são os pássaros para a caça.

Um estudo mostra que na atual pandemia, só 26% das crianças têm as três refeições do dia. O sociólogo Câmara Cascudo (RN) observa que nas crises de fome, as pessoas mudam seus hábitos alimentares, comendo o que encontram.  A historiadora Adriana Salai diz que a fome é recorrente nas regiões nordestinas, mas a seca, agora, associada aos demais fatores, torna a situação ainda mais caótica.

Ela diz ser indispensável um política não apenas paliativa, de auxílios temporários ou com fins eleitoreiros.  É  necessário um programa efetivo de  geração de renda e de ocupação da massa desempregada. Parece tão óbvio dizer isso. E é. Como é óbvio tornar prática uma medida urgente e saneadora.

 

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