quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

MAIS UMA ETAPA DE RESULTADOS

 

Foi ano de aprendizados,  

de empatia e de gratidão



Ao se encerrar o segundo ano de pandemia
 mantiem a recorrente indagação: enquanto seres humanos e como sociedade, sairemos melhores quando, um dia, a impactante crise sanitária der trégua? Provavelmente não. É certo, contudo, que estamos sendo levados  a reinvenções permanentes.  Apesar do distanciamento social, criamos novos meios de interação, de aprendizados e, portanto, de evolução.

Em 2021 – de maneira autodidata, como quase tudo – e com apoios providenciais, coloquei em prática uma experiência que, se de um lado, é trabalhosa, de outro traz prazer, empatias e agrega novas ideias e informações, além de  novos amigos.  A experiência é o BlogAlberiCogo ((https://albericogo.blogspot.com), no ar desde o último dia 13 de junho.

A intenção é de manter  uma publicação plural, aberta, ouvindo as  diferentes vertentes de pensamento. É finalidade, também, mostrar a São Borja das instituições comunitárias,  dedicadas à benemerência, a atender às demandas dos que têm limitações ou que têm  menos; lançar olhares para as instituições públicas e privadas que emancipam a cidadania e contemplam desejos. É motivação, ainda, mostrar a pujança econômica ou as suas dificuldades.    

É certo que se trata de uma experiência que ainda pode (e deve) ser aprimorada. Entretanto, desde já, permite concluir que está valendo a pena.  A interrelação com saberes acadêmicos lançou luzes na escuridão e a cidade mostra-se proativa, generosa, sem pensar nos holofotes. O campo também.

Esta publicação, hoje, não é uma retrospectiva. É, sim, um  registro de gratidão no ano que termina. Gratidão a todos àqueles que, fornecendo informações ou verbalizando opiniões e saberes abriram clareiras aos amanhãs. Gratidão também a todos os que me honraram com sua audiência, como uma força motriz indicando que a roda tem de continuar girando.

Em relação àqueles que – convidados – optaram por não oferecer o que têm, fica a constatação pessoal de que é preciso ainda evoluir para estar à altura das suas grandezas.




Nesta quinta-feira (30), o economista são-borjense Pedro Cezar Dutra Fonseca encerra o ciclo de entrevistas de 2021. O destacado professor/doutor da Ufrgs, um especialista  em Brasil do último e deste século,  chama para um choque de realidade no plano  nacional,  mostrando a gravidade do momento e as ações a serem implementadas. É mais uma das leituras imperdíveis.

Com tantas peripécias da pandemia, eis que se chega sã e salgo a mais um ciclo temporal. Este é um dos prêmios principais que recebemos, minha família e eu. A experiência bem-sucedida do blog é igualmente motivo para comemorar e agradecer.  Momentos reconfortantes, gratificantes, em São Borja tem marcado a permanência por aqui. Este ano, ademais, os professores/doutores da Unipampa Adriana Dubal e Miro Bacin e o jornalista Darlan Witchaki  acarinharam meu ego em Crônicas da Cidade.   Foi assim com a distinção pelo título de Cidadão São-Borjense concedido pela Câmara Municipal, de iniciativa do  vereador Celso Lopes. Ou a homenagem recebida na Feira Municipal  do Livro. O blog, do mesmo modo, também é motivação e comemoração.

 

Repartindo saberes

 




O presidente da Acisb, Neroney de Medeiros Cargnin abriu a série de entrevistas ao blog, falando sobre o associativo e o futuro de São Borja. O  sindicalista e corediano Hugo Chimenes também o fez. O prefeito Eduardo Bonotto  projetou o futuro são-borjense e da Famurs, a exemplo do que fez seu vice Roque Feltrin, este exortando pela unidade e pela concórdia. Os secretários municipais  João Carlos Reolon, Vânia Alves Cardoso, João Pedro Daitx, Eugênio Dutra e Luciane Bidinoto igualmente projetaram  ações para que entregas mais amplas e transformadores. Darci Bergmann analisou o ecossistema e sugeriu caminhos para São Borja, enquanto  Eduardo Belmonte contou  sua história de repórter respeitado e apaixonado pelo que faz. Em tempos de pandemia, os médicos Ariane Trindade e Tiago Camícia deram orientações de prevenção e lançaram recomendações para mitigar os riscos que nos espreitam.  

Da cena nacional e local,  experimentados acadêmicos – jornalistas, professores, doutores  em Comunicação – repartiram seus saberes  e experiências, jogando luzes sobre uma conjuntura nebulosa. Foram balizadoras leituras do hoje, sinalizando os amanhãs.

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Integram o rol Paulo Afonso Caetano, Fernando Rodrigues, Tiago Cadó, Odinei Bueno Gonçalves, Adriana Duval, José Antônio Degrazia, Valmor Rhode, Leandro Comassetto, Geder Parzianello e Paulo Dutra Fonseca.  Difícil é sintetizar o que verbalizaram e ensinaram todos eles.

 Há, contudo, alguns pontos  convergentes. Um deles é que a polarização e as posições extremadas  nada constroem. Outro consenso é que, sem investimentos efetivos, determinados e permanentes em educação, ciência e tecnologia – sem hipocrisias e populismos – o Brasil não mudará a suas imensas dificuldades. Só investimentos de modo geral e a geração de empregos darão conta na imensa desigualdade existente no país.

 

Cidade benemerente

 


Comunidade Terapêutica Chico Xavier:
uma missão permanente em favor da vida.

O são-borjense é um povo solidário. Isso explica por que as suas muitas instituições comunitárias agem,  em caráter permanente, na implementação de ações de apoio aos que têm limitações, que têm menos ou não recebem oportunidades.  As instituições ouvidas demonstraram isso.

São bons exemplos Centro de Formação Tereza Verzeri, Apae/Escola Cyro Ferreira, Asilo São Vicente de Paula e  Presídio Estadual, gerando ocupação  aos reclusos. Ainda Liga Feminina de Combate ao câncer, Comunidade Terapêutica Chico Xavier, Pastoral da Saúde da igreja São Francisco de Borja e Sociedade Espírita Allan Kardec são outros bons exemplos.



Após longa luta, 2021 marca a habilitação
no SUS do Centro de Oncologia do HIG.

Em ano de pandemia, muitas também as campanhas buscando auxílios aos necessitados. Desde o poder público a organizações não governamentais e pessoas como Sônia Serpa estiveram na linha de frente, para mitigar as muitas carências – materiais e emocionais.

A Secretaria Municipal da Saúde seguiu com sua salutar rotina de conduzir pacientes a todos as latitudes na geografia gaúcha. Viagens que não cessaram e que, a cada mês, representam 50 voltas completas ao redor da Terra.  Também o Hospital Ivan Goulart virou hospital-escola em 2021, ano em que, depois de longa mobilização, viu confirmada a materialização do credenciamento ao SUS do seu Centro Oncológico.


     

Um milhão de quilômetros por mês pelos

caminhos do Rio Grande, na busca de saúde.

O ano que se encerra marcou os 15 anos de atividades em São Borja da Universidade Federal do Pampa.  A instituição terá mudança internas – curriculares – em 2022 e vao se aproximar mais da comunidade.  Assim também faz o Instituto Federal Farroupilha.

 

Apesar do clima

 

As safras do último verão injetaram cerca de R$ 1 bilhão na economia são-borjense, mesmo com clima adverso. Números como este mostram a importância do agronegócio para a economia local. Foi assim, um dos sustentáculos da economia local.



A persistente ausência de chuvas atingindo
a região missioneira ameaçou a pecuária

Isso, apesar das adversidades acarretadas por um microclima  de chuvas escassas na região. Estudos científicos mostram isso, e tornam o território missioneiro diferente do Rio Grande do Sul.  Isso explica porque choveu tão pouco este ano – só 15 mm em dezembro. O ano então fecha sob o signo da incerteza para as lavouras de verão – as principais no município -, devido à estiagem e crise hídrica nos rios e barragens de irrigação.

Mesmo diante das dificuldades, a agricultura e a agroindústria familiar cresceram. Um feira do setor, coordenada pela Acisb, ocorre no parque de exposições Serafim Vargas. O mercado pecuário segue aquecido.

Nesta pandemia também a indústria da  construção civil seguiu gerando empregos e erguendo casas e ‘espigões’ de apartamentos. Muitas dessas moradias trocaram de mãos e aqueceram o mercado imobiliário.  Também a instalação de sistemas de geração de energia fotovoltaica teve grande incremento.



Crise hídrica, ao longo dos anos, afeta
diretamente irrigação da lavoura de arroz.

Os eventos, parados durante ano e meio, voltam de maneira gradativa e sob protocolos. Os voos regulares até Porto Alegre também retorno. Aos poucos, as atividades turísticas também recomeçam.  A esperança é de melhor situação em 2022.

 

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