quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

PASTORAL DA SAÚDE DA PARÓQUIA SÃO FRANCISCO DE BORJA

  

Uma permanente ação missionária,

protegendo a vida física e espiritual




São mais de 20 voluntários, em diversos setores,

em ação permanente pela Pastoral da Saúde.

 

Quem, com dois ou três reais, consegue o xarope que  cessa a tosse ou a pomada que cura a ferida, não tem a exata noção de como isso é possível  através da Pastoral da Saúde da Paróquia São Francisco de Borja. Para que relevantes benefícios como estes ocorram, uma numerosa e esmerada equipe precisa entrar em ação.  Trata-se, em verdade, de uma ação missionária, a serviço da vida e da esperança.

 A Pastoral da Saúde é ligada à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), e em São Borja existe desde 2008 e depende, em caráter permanente, do trabalho de uma equipe multisetorial de mais de 20 pessoas. A finalidade é    defender, promover, proteger e cuidar da vida física e espiritual das pessoas, “como uma ação libertadora segundo os ensinamento de Jesus Cristo aqui na Terra.”

Os fundamentos de todo o trabalho desenvolvido estão nas palavras do próprio Cristo: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância.” A  Pastoral da Saúde da Paróquia São Francisco de Borja  realiza sua atuação  em três  dimensões, propostas pela CNBB.

Dimensão Solidária (espiritual): É em apoio a doentes e sofredores, levando até eles o conforto da palavra de Deus e da Eucaristia. Esta ação é realizada por agentes da Pastoral que são ministros da Eucaristia e pelos ministros da visitação. Aproximadamente 200 pessoas enfermas e impossibilitadas de vir à Igreja, moradoras nos  diferentes bairros da cidade e cadastradas na  Pastoral recebem   visitas quinzenais. Já três vezes por semana ocorre visitação  aos enfermos hospitalizados, também  levando o conforto espiritual.

A partir de abril de 2020, com o início da pandemia, as atividades da dimensão solidária tiveram de ser interrompidas. Contudo, a partir de setembro de 2021 foram retomadas as visitas, observando todos  os cuidados protetivos e os protocolos sanitários.


Ação da Pastoral inclui atendimento em

domicílios para mais de 200 pacientes. 


 Dimensão Comunitária:  Repassa orientações e esclarecimentos à comunidade sobre como cuidar da saúde. Em apoio à saúde, ainda são   oferecidos medicamentos caseiros, produzidos à base de ervas medicinais pelo grupo que atua na pastoral.

Dimensão Política: A Pastoral participa do Conselho Municipal de Saúde e tomando conhecimento das iniciativas da Secretaria Municipal da Saúde. Também vota propostas e as divulga para o todo grupo, atualizando sobre as decisões tomadas.

O trabalho de produção de  medicamentos caseiros (fitoterápicos) vem desde o final de 2008. Foi iniciativa, à época,  do padre José Augusto Nunes, já falecido. Além de motivar o grupo para a ação, trouxe pessoa especializada para   proporcionar curso de capacitação.

A  produção começou  em março de 2009. Inicialmente, os medicamentos eram levados às comunidades católicas, aos finais de semana. Devido à crescente demanda, porém, a comercialização foi então centralizada. Passou a ocorrer  no salão paroquial da Igreja São Francisco de Borja.

 

Trabalho coletivo

 


Esmero coletivo garante a entrega

de produtos e serviços de qualidade.

A equipe permanente de trabalho envolve pelo menos 20 pessoas.  Entre as ações, embalagens são esterilizadas.  As embalagens são doadas pela comunidade. Quando necessário, porém,  também são adquiridas.

A produção de medicamentos caseiros envolve equipes segmentadas. Um grupo    produz xaropes; outro tinturas ou vinhos; outro ainda, pomadas. A escala de produção ainda inclui sabões  medicinais e outros itens similares.

Já equipe específica encarrega-se do envase dos medicamentos, para posterior rotulação. Em sequência vêm as tarefas de contabilizar e comercializar os remédios fitoterápicos.

Uma equipe também desidrata as ervas, as prepara, as identifica  e finalmente as armazena em sala especial,  para  uso o ano todo. Os diversos grupos trabalham em dias e horários escalonados, de acordo com a disponibilidade de tempo, como ação voluntária.

 

Um ‘Jujeiro’

 


Um celeiro de plantas medicinais
garante a matéria-prima necessária.


Na origem de tudo, um trabalhador contratado pela pastoral  cuida de um ‘Jujeiro’. É um local onde    planta,  cultiva, multiplica  e colhe as ervas  que são utilizadas como insumo.  Da  comercialização dos medicamentos produzidos saem recursos financeiros  para remunerar o responsável pelo trabalho.

Essa “horta de jujos” está localizada em um  terreno da Comunidade São Roque, no bairro do Tiro. São dezenas de diferentes espécies medicinais produzidas no local. Em alguns casos, respeitando a sazonalidade, todo o ano ocorre a ‘colheita’.

 

Os atendimentos

 

Cuidados sempre redobrados

para garantir remédios eficazes.

Antes da pandemia, o atendimento ao público da Pastoral da Saúde  ocorria duas vezes por semana. Hoje o  atendimento acontece somente uma vez na semana. É nas  quartas-feiras, das 8 às  12 horas. A expectativa, entretanto, é que, uma vez superadas as restrições acarretadas pela covid, possam então voltar as rotinas habituais.

  Atualmente, como  medida de segurança e temporária, houve adaptação  na área da farmácia, para atendimento ao público em espaço mais amplo e mais arejado. O local agora é onde são ministradas as aulas de catequese. O  pároco padre Leonardo de Bortoli cedeu as instalações. Em média, média  entre 100 e 150 pessoas são atendidas a cada manhã, semanalmente. Duas pessoas prestam atendimento ao público. Não são vendedoras na farmácia, mas orientadores sobre os cuidados de saúde e com a vida.

 

Remédio para tudo

 

Ervas que curam são desidratadas e 

armazenadas com muito cuidados.



As estações  do ano e suas características climáticas determinam maior ou menor demanda de determinados fitoterápicos. No inverno os xaropes são os produtos mais procurados. Entre eles, estão especialmente o Xarope de Abacaxi e o Coração da Bananeira. Na primavera, o Xarope de Rinite Alérgica ganha destaque. Outra opção é o Xarope Pediátrico, especialmente  para a garganta.

Entre as pomadas, a Milagrosa, a Calêndula e a Pomada de Angico estão entre as mais solicitadas. A cicatrização de feridas, as alergias, as picadas de inseto e as dores reumáticas também determinam demandas recorrentes.

Entre as essências (tinturas), as mais procuradas são para combate à ansiedade, insônia e depressão. Também as essências que tratam problemas do sistema digestório, urinário e sinusite têm muitos pedidos. Há ainda muita solicitação de ervas para tratar colesterol, triglicerídeo e pressão alta ou baixa imunidade.

 Agora com a elevação nas temperaturas, aumenta igualmente a procura pela tintura de Oliveira, que auxilia no emagrecimento. Nota-se ainda uma demanda crescente por chás tipo Marcela, Espinheira Santa, Cidrozinho, Funcho, Carquejinha, Cavalinha e Poejo.  Os vinhos -  principalmente os que ativam a memória  e controlam a anemia - são também muito procurados. Já os sabões  medicinais – como de calêndula – são usados contra as alergias.

 

Remédios baratos

 


Para cada estação o medicamento

fitoterápico mais apropriado. E barato.

Em todos os casos, os remédios fitoterápicos são vendidos a preços baixos, valores apenas simbólicos. A Pastoral da Saúde tem como critério praticar preços que cubram basicamente os custos de produção, mais uma  pequena margem para  poder continuar produzindo.

Os valores cobrados variam de R4 2 a R$ 5. Os xaropes são os de maior preço – R$ 5. As pomadas variam de R$ 2,50 a R$ 5, dependendo do conteúdo  da embalagem. As essências (tinturas), os chás e o vinagre de maçã custam R$ 3. Os sabões e os vermífugos, os óleos intestinais saem por R$ 2.

A pandemia elevou o custo das matérias-primas utilizadas. É o caso do álcool de cereais e o álcool etílico. Também a vaselina, o açúcar, as frutas, o gás de cozinha e a soda são exemplos de majorações expressivas. Apesar disso, sensível à situação de dificuldades da população,  a Pastoral da Saúde mantém todos os valores sem aumento.

Como fonte de recurso de apoio, um brechó é realizado no salão paroquial nos dias de atendimento ao público. A receita arrecada ajuda a manter, sem alteração, os preços dos remédios. Para a comunidade é solicitada a doação  de roupas calçados, bolsas, artigos de bazar e brinquedos para venda no brechó

Uma equipe recebe, organiza, lava e conserta o material doado. Depois então é posto à venda, sempre por valores apenas simbólicos.  A arrecadação também, possibilita ajudar comunidades carentes.  Quanto à Pastoral reaplica em serviços ou apoios tudo o que arrecada.

 

 Mutirão de esforços

 


Pastoral definição de remédio

como mais uma ação missionária.


A Pastoral tem controle diário sobre tudo o que produz e o que comercializa. Este controle é por unidade e espécie de produto. No final de cada mês, no encontro de grupos, , sob a orientação do padre Leonardo, é feita  prestação de contas. Produção e venda são discriminadas, detalhando  todas as fontes de recursos. Os resultados ficam arquivados na Pastoral.

As equipes da Pastoral da Saúde da Paróquia São Francisco de Borja já receberam três cursos de capacitação, sob orientações de técnicos especializados na área. Já o médico Antônio Jesus de Andrade, recentemente falecido, sempre foi orientador técnico das ações desenvolvidas.  Ele desde 2012 vinha dando assessoria ao trabalho em andamento.

A Pastoral da Saúde  da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, no bairro do Passo, é parceira da unidade em funcionamento na Igreja São Francisco de Borja. É mais antiga, mas dispõe de menor estrutura e, por isso, enfrenta mais dificuldades. Na Pastoral do Passo a irmã Zata ofereceu relevante contribuição. Já Pastoral do Centro em 15 de novembro de 2017 foi a Itacurubi e, a pedido do padre Irineu Guedes dos Santos, promoveu  oficinas que permitiram criar a Pastoral da Saúde também na cidade vizinha.   

A pastoral tem sempre  muito apoio da comunidade de São Borja. São repassadas desde embalagens,  ervas medicinais e doações ao brechó estão entre as contribuições. O  comércio também sido solidário,  fazendo doações de roupas, caçados e bijuterias, por exemplo. A pandemia suspendeu atividades e interrompeu rotinas, mas a expectativa é de tudo volte à normalidade.

 

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