As
muitas motivações para
a
Copa do Mundo no Catar
Entre uma
jogo e outro na atual Copa do Mundo, cenas de protesto se tornaram comuns no palco
do espetáculo, o Catar. O país recebe críticas pela forma com que lida com os
direitos humanos. No Brasil, há veemente reprovação à intolerância em relação
aos homossexuais e às mulheres, por exemplo.
A imagem do
pequeno e ao mesmo tempo gigante Catar diante da comunidade internacional está também
ligada aos motivos que, pela primeira vez, levam a um país do Oriente Médio,
mesmo sem tradição no setor, a sediar o maior evento do futebol. De fato, a
Copa/2022 é bastante controversa. Para começar, o Catar tem
território equivalente à metade do Sergipe, o menor Estado brasileiro. São
menos de 3 milhões de habitantes no minúsculo país, 90% estrangeiros.
O que,
então, motiva a uma nação sem ligação efetiva com o futebol a batalhar em sediar uma Copa do Mundo? Uma das prováveis razões é que, durante um
mês, o país estará, como uma potência econômica, sob os olhos do mundo. Isso
diminuiria os impactos a mazelas do cotidiano. Há recorrente negações à versão, mas há
indícios de que dirigentes da FIFA teriam recebido propina para a escolha, em
2010, do Catar para sediar a Copa em 2022. Pesos-pesados, à época, estiveram na
disputa, como Estados Unidos, Japão, Austrália e Coreia do Sul, sendo
derrotados.
Outra
motivação é que o Catar é uma potência econômica. O país possuí o quarto maior
PIB per capita do mundo, a média da riqueza por habitante. Além disso, está
entre os três maiores produtores mundiais de petróleo e de gás natural. Logo, é
movido a petrodólares.
Com uma
fortaleza econômica como esta, foi possível investir 220 bilhões de dólares em
estádios de futebol e em infraestrutura de apoio visando ao Mundial. O Catar
não tinha nenhum estádio em condições para o evento mundial. Para dar uma ideia
da montanha de dinheiro investida, a Rússia, que sediou a Copa de 2018, desembolsou
16 bilhões de dólares em melhorias, quase 14 vezes menos.
Alemães encobrem a boca sinalizando protesto.
A Copa é
normalmente realizada no meio do ano, em período de inverno. Ocorre que o meio
do ano é verão no Catar, corresponde ao pleno verão. As temperaturas sempre
ultrapassam os 40 graus. Então, é por esta razão é que a atual Copa ocorre em novembro e
dezembro, inverno no Oriente Médio.
Um pouco
do Catar
O pequeno país do Catar é conhecido como um dos mais ricos
do mundo. Entretanto pouco se fala sobre a pobreza que afeta os estrangeiros
que vivem no lugar. Eles correspondem a
cerca de 90% da população, informa o portal g1. Eles são provenientes de países
como Bangladesh, Índia, Paquistão, Nepal e Cingapura.
Em 1971, quando ganhou
independência do Reino Unido, o Catar tinha um PIB (Produto Interno Bruto) de
cerca de 400 milhões de dólares. Atualmente, sua economia gira em torno de 180 bilhões de
dólares, ou seja, um aumento de 45.000%.
De joelho, o descontentamento dos britânicos.
Isso ocorreu principalmente pela descoberta do petróleo e do gás natural. Juntas, essas duas matérias-primas respondem por mais da metade das receitas do país.Com tanto dinheiro, a pequena nação atraiu um número extraordinário de migrantes e pôde investir maciçamente em infraestrutura, com construções suntuosas em meio ao clima desértico. Também praticamente "eliminou" a pobreza, conforme as estatísticas oficiais.
O Catar tem hoje cerca de 3
milhões de habitantes, porém apenas 350 mil (pouco mais de cerca de 10% da
população) são catarianos. O reste vem
de outros países. “Contudo, nativos e
estrangeiros que vivem no Catar não são tratados da mesma forma aos olhos do
Estado”, diz o g1. Quem é cidadão do país tem direito a uma série de benefícios
sociais, como acesso gratuito ao sistema de saúde, auxílio-moradia e
auxílio-transporte. Neste grupo de fato não há pobres.
Para a Copa do Mundo, foram
construídos sete estádios e complextos esportivos de apoio. A queixa é de que muitos dos estrangeiros usados
como mão de obra têm que aceitar salários muito mais baixos, além de condições
de trabalho precárias. Uma das denúncias – contestadas – é de que milhares de
operários morrerasm no trabalho.
Remuneração a estrangeiros é motivo de polêmica.
Um trabalhador migrante da área de construção ganharia cerca de 2 mil dólares por ano. Já os cidadãos do Catar têm um salário médio de cerca de 700 mil dólares anuais. (Com informações do portal g1).




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