quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

NO ORIENTE MÉDIO, 1ª VEZ

 


(Imagens g1)


As muitas motivações para

a Copa do Mundo no Catar

 

 

Entre uma jogo e outro na atual Copa do Mundo, cenas de protesto se tornaram comuns no palco do espetáculo, o Catar. O país recebe críticas pela forma com que lida com os direitos humanos. No Brasil, há veemente reprovação à intolerância em relação aos homossexuais e às mulheres, por exemplo.

A imagem do pequeno e ao mesmo tempo gigante Catar diante da comunidade internacional está também ligada aos motivos que, pela primeira vez, levam a um país do Oriente Médio, mesmo sem tradição no setor, a sediar o maior evento do futebol. De fato, a Copa/2022 é bastante   controversa. Para começar, o Catar tem território equivalente à metade do Sergipe, o menor Estado brasileiro. São menos de 3 milhões de habitantes no minúsculo país, 90% estrangeiros.

O que, então, motiva a uma nação sem ligação efetiva com o futebol a  batalhar em sediar uma Copa do Mundo?  Uma das prováveis razões é que, durante um mês, o país estará, como uma potência econômica, sob os olhos do mundo. Isso diminuiria os impactos a mazelas do cotidiano.  Há recorrente negações à versão, mas há indícios de que dirigentes da FIFA teriam recebido propina para a escolha, em 2010, do Catar para sediar a Copa em 2022. Pesos-pesados, à época, estiveram na disputa, como Estados Unidos, Japão, Austrália e Coreia do Sul, sendo derrotados.

Outra motivação é que o Catar é uma potência econômica. O país possuí o quarto maior PIB per capita do mundo, a média da riqueza por habitante. Além disso, está entre os três maiores produtores mundiais de petróleo e de gás natural. Logo, é movido a petrodólares.

Com uma fortaleza econômica como esta, foi possível investir 220 bilhões de dólares em estádios de futebol e em infraestrutura de apoio visando ao Mundial. O Catar não tinha nenhum estádio em condições para o evento mundial. Para dar uma ideia da montanha de dinheiro investida, a Rússia, que sediou a Copa de 2018, desembolsou 16 bilhões de dólares em melhorias, quase 14 vezes menos.




Alemães  encobrem a boca sinalizando protesto.


A Copa é normalmente realizada no meio do ano, em período de inverno. Ocorre que o meio do ano é verão no Catar, corresponde ao pleno verão. As temperaturas sempre ultrapassam os 40 graus. Então, é por esta razão  é que a atual Copa ocorre em novembro e dezembro, inverno no Oriente Médio.

 

Um pouco

do Catar

 

O pequeno país do Catar é conhecido como um dos mais ricos do mundo. Entretanto pouco se fala sobre a pobreza que afeta os estrangeiros que vivem no lugar.  Eles correspondem a cerca de 90% da população, informa o portal g1. Eles são provenientes de países como Bangladesh, Índia, Paquistão, Nepal e Cingapura.

Em 1971, quando ganhou independência do Reino Unido, o Catar tinha um PIB (Produto Interno Bruto) de cerca de 400 milhões de dólares. Atualmente,  sua economia gira em torno de 180 bilhões de dólares, ou seja, um aumento de 45.000%.


De joelho,  o descontentamento dos britânicos.

Isso ocorreu  principalmente pela descoberta do petróleo e do gás natural. Juntas, essas duas matérias-primas respondem por mais da metade das receitas do país.Com tanto dinheiro, a pequena nação atraiu um número extraordinário de migrantes e pôde investir maciçamente em infraestrutura, com construções suntuosas em meio ao clima desértico. Também praticamente "eliminou" a pobreza, conforme as estatísticas oficiais.

O Catar tem hoje cerca de 3 milhões de habitantes, porém apenas 350 mil (pouco mais de cerca de 10% da população) são catarianos.  O reste vem de outros países. “Contudo,  nativos e estrangeiros que vivem no Catar não são tratados da mesma forma aos olhos do Estado”, diz o g1. Quem é cidadão do país tem direito a uma série de benefícios sociais, como acesso gratuito ao sistema de saúde, auxílio-moradia e auxílio-transporte. Neste grupo de fato não há pobres.

Para a Copa do Mundo, foram construídos sete estádios e complextos esportivos de apoio.  A queixa é de que muitos dos estrangeiros usados como mão de obra têm que aceitar salários muito mais baixos, além de condições de trabalho precárias. Uma das denúncias – contestadas – é de que milhares de operários morrerasm no trabalho.


Remuneração a estrangeiros é motivo de polêmica.

Um trabalhador migrante da área de construção ganharia cerca de 2 mil dólares por ano. Já os cidadãos do Catar têm um salário médio de cerca de  700 mil dólares anuais. (Com informações do portal g1).

 

 

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