quarta-feira, 30 de novembro de 2022

CONTRA O HIV


Ações são intensificadas em São Borja

no Dia Mundial de Luta contra a AIDS

 


Em São Borja, atualmente, cerca de 350 pacientes  recebem tratamento para a AIDS. Destes, 40 contraíram o vírus HIV nos primeiros 11 meses deste ano. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam para a existência, atualmente, em todo o mundo, de 38 milhões de pessoas vivendo com HIV/AIDS. A epidemia existe há 40 anos. No Brasil, as últimas informações indicam mais de  32. mil  casos de pessoas com o vírus.

 Há queixas de que os números estão defasados e as políticas públicas gerais, descontinuadas.  A ONU mostra que a diença que em relação à população branca, a AIDS diminuiu 12,8%. Já entre os negros houve um aumento de 9,8%.

A data de 1º de dezembro, esta quinta-feira, é definida como Dia Mundial de Prevenção à AIDS e ao HIV, o vírus transmissor. Em São Borja, o SAE (Serviço de Atendimento Especializado), ligado à Secretaria Municipal de Saúde desenvolverá ação especial, reforçando a prevenção e a detecção precoce da doença. Uma das iniciativas será a ampliação das testagens para HIV. Ocorrerá diretamente no SAE.

A unidade montará  duas equipes e colocará duas salas à disposição para fazer os testes. O atendimento será das 7h30min às 12h e das 13 às 16h. A partir de uma rápida coleta de sangue, em 15 minutos já será conhecido o resultado da testagem. O SAE está localizado na Avenida Presidente Vargas quase esquina com a Rua Riachuelo.

As pessoas devem levar  documento de identificação com foto, para o serviço de apoio à elaboração de laudo do exame. O coordenador do SAE, enfermeiro Glauber Marques, ressalta a importância da prevenção do vírus causador da AIDS. “O teste é gratuito, oferecido com recursos públicos. “Não é necessário que a pessoa apresente algum sintoma ou situação suspeita, mas a detecção precoce ou de descarte do vírus dá alívio e segurança muitos maior a todos”, diz o diretor.

São Borja apresenta atualmente  um   número alto  de casos de HIV/AIDS.  Todas as práticas sexuais sem proteção são a principal causa para a doença, ainda sem cura. Glauber Marques informa que os jovens, com idade entre 25 e 39 anos, são o segmento da população com maior número de casos confirmados.

Quando o paciente é diagnosticado, lhe são oferecidos, gratuitamente, antiretrovirais para início do tratamento. “São dois comprimidos por dia e que, se usados regularmente, neutralizam a replicação do vírus no sangue, mantendo o indivíduo com vida normal”, ressalta o diretor da SAE.


Testes e orientações também podem ser solicitados através das demais unidades de saúde da rede municipal, como é o caso das ESFs. Equipes do SAE, do serviço de Redução de Danos e das Estratégias de Saúde da Família promovem contato telefônico ou visitação domiciliar aos pacientes para acompanhar a rotina do tratamento oferecido.

 

Novos meios

 

A secretária municipal de Saúde, Sabrina Loureiro, ressalta que uma das boas novidades é um teste de detecção preventiva em relação ao HIV. “É o PREP que, mediante à utilização de dois comprimidos por dia, dá respostas em três meses. O esquema preferencial de primeira linha de antirertovirais faz com que faz com que a carga viral no sangue torne-se indetectável”, explica a secretária.



Outra ação aliada à prevenção do HIV e a Profilaxia Pré-Exposição ao vírus. A PREP consiste em utilizar um comprimido antiretroviral por dia antes da exposição. Este tratamento é a pessoas a partir dos 15 anos que apresentem potencial risco de infecção por via sexual por HIV. “Temos feito várias palestras e rodas de conversas de orientações na rede escolar”, destaca o enfermeiro Glauber Marques.

                                


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