quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

PERSPECTIVA – 1


Os desafios e avanços que

São Borja espera em 2023


Em 2023, uma Avenida Beira Rio mudará a
 paisagem de São Borja no contexto regional.

É certo que, ainda por um longo tempo, São Borja seguirá com sua matriz econômica calcada no agronegócio. Essa dependência implica em conviver e adequadamente lidar com as recorrentes e severas ausências de chuvsa no município e na região. Isso impõe a necessidade de investimentos efetivos em programas e instrumentos de irrigação, além de  sustentabilidade. É  um desafio urgente e que começa já agora em 2023. Mas, no novo ano, São terá de vencer outras demandas, igualmente determinantes ao seu desenvolvimento. Do mesmo modo, 2023 deverá marca a implementação de importantes projetos transformadores, nos planos econômico, cultural e de lazer.

Projeções recentes indicam que no ciclo agrícola 22/23, o Brasil colherá safra recorde de 308 milhões de toneladas. Já o Rio Grande do Sul espera safra superior a 40 milhões de toneladas – quase o dobro da marca do ciclo anterior, quando uma impactante estiagem afetou diretamente especialmente as lavouras de verão e a pecuária. Atingiu, por extensão, toda a economia e cadeia produtiva. O dilema  das frequentes secas é também o fantasma que ronda os planos dos produtores são-borjenses. Eles têm pretendido ampliar as lavouras de milho e de soja, entretanto as ações e os resultados esbarram num regime pluviométrico inconstante e mal distribuído.

Também a cultura orizícola – que encolhe e que quase em 50% depende de barragens para irrigação – padece do mesmo mal. O aquecimento global e o fenômeno climático La Niña são fatores diretamente influentes. Logo, investir em irrigação é fundamental. Só que em períodos mais recentes não bastou instalar sistemas de irrigar – ‘São Pedro’ não ajudou com a irrigação dos céus.

Essa crônica crise hídrica, em São Borja, em toda a Fronteira Oeste e nas Missões, impõe iniciativas mediatas e estratégicas de enfrentamento. Daí que não apenas a lavouras tradicional, mas também a agricultura familiar e a produção de hortifrutigrangeiros se veem sempre  atingidas. A atividade pecuária, de mesmo modo e com a mesma intensidade, é igualmente  castigada.



Realidade mostra que investir em
irrigação é fundamental à agropecuária.

A expectativa é que em 2023, finalmente, venham recursos estaduais prometidos para projetos de irrigação. Enquanto isso, produtores e  instituições  assistenciais devem, em parceria, redobrar esforços. Este, contudo, não será o problema único a equacionar. É preciso garantir mais água potável e condições acessíveis de abastecimento ao consumo humano.

 No novo ano ainda  será necessário enfrentar os crescentes custos de produção no campo. Os insumos utilizados estão cada vez mais caros e mais escassos em escala planetária. Paralelamente, São Borja, o Rio Grande do Sul e o Brasil, urgentemente, qualificar seus trabalhadores. E não apenas na agropecuária, mas também no comércio, na indústria, no comércio e nos serviços. Se, por um lado, o país paga um alto preço pela falta de empregos, em muitos casos sobram vagas por falta de mão de obra  adequadamente preparada.

 

Desafios e investimentos

 


Até agosto o desafio para definir sobre
administração da Ponte da Integração.

Em 2023 terão de viabilizadas soluções para demandas que são determinantes à sua logística e desenvolvimento. Em agosto vence a concessão em vigor – já prorrogada por dois anos – para que a iniciativa privada mantenha a infraestrutura e administre as operações da Ponte da Integração. Há uma espécie de consenso na região que a melhor alternativa são processo licitatório e nova concessão. A decisão, porém, sobre o futuro da travessia binacional caberá aos governos de Brasil e  da Argentina. Na lógica das comunidades de São Borja e Santo Tomé, cessaria o pedágio no fluxo vicinal, seguindo cobrança nos longos  percursos. A receita gerada, desta forma, garantiria manter o Centro Unificado de Fronteira (CUF) da ponte, a ponte, os seus acessos e o atual sistema pioneiro de aduana integrada. Além do mais, quase mil empregos diretos serão mantidos.

Por seu turno, a administração municipal de São Borja prevê novos investimentos, em 2023, na implantação da Plataforma Logística de apoio à ponte internacional. Grupos empreendedores regionais anunciam expansão de negócios aqui. Assim como outro, da Zona Franca de Manaus, que instalará entreposto no intercâmbio comercial.

O novo ano traz consigo outro  desafio logístico a ser vencido – a retomada dos serviços de linha aérea São Borja-Porto Alegre. Esse avanço logístico foi conseguido a duras penas, depois de mais de meio século de suspensão. A retomada depende, basicamente, em melhorias na infraestrutura do aeroporto João Manoel, principalmente na pista de pousos e decolagens e no cercamento dela. A administração do município tem feito muitas tentativas para equacionar o problema, mas elas entravam na não liberação de verba federal.



Bonotto e Feltrin: obras de
investimentos no novo ano.

Enquanto isso, o prefeito Eduardo Bonotto e o vice-prefeito Roque Feltrin esperaram para 2023 a conclusão pelo menos da etapa de uma das obras estrategicamente mais transformadoras para o futuro de São Borja. É a urbanização da orla da margem brasileira do rio Uruguai, dando origem à Avenida Beira Rio, entre o Cais do Porto e a vila Porto do Angico.  A obra está em andamento e, na etapa inicial, deve ser finalizada no primeiro semestre de 2023. Garantirá um novo patamar no ranking de São Borja em relação ao turismo, à cultura e o lazer na região. Mais ainda quando estiver concluído, no Cais, o projeto arrojado – o de uma Cruz Missioneira, com mirante e que abrigará o Novo Museu Missioneiro. Como obra paralela, na vila Cabeleira, tem andamento a implantação do Parque Missioneiro.



À espera de verba estadual para repaginar
Parcão, um dos locais mais frequentados.

Bonotto e Feltrin ainda contam com liberação de verba estadual prevista para redimensionar toda a infraestrutura do Parque Esportivo General Vargas. No centro da cidade, o Parcão é um dos ,locais mais requisitados para eventos de lazer e cultura. Em 2023, São borja ainda entregará o Centro de Atendimento ao Turista – CAT. Seguirão, do mesmo modo, investimentos em pavimentação e drenagem urbana.

 

 


Um comentário:

  1. Parabéns pelo artigo, amigo Alberi, pedagogicamente informativo e esclarecedor. Torçamos para a nossa São Borja siga crescendo, investindo nessas áreas que apontas. Forte abraço e um 2023 repleto de saúde, paz e alegrias.

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