sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

COM A SECA SEVERA

 

 

Desde dezembro, Prefeitura e Defesa Civil
já abastecem de água dezenas de famílias.

 (fotos Decom/PM)

São Borja intensifica socorro para

 

comunidades rurais e suburbanas

  

E o segundo ano consecutivo que São Borja é castigada por secas severas e prolongadas, devido aos desarranjos climáticos globais e, em particular, o La Niña no sul país. Além dos graves prejuízos à produção agropecuária, é séria a dificuldade em relação ao abastecimento de água a comunidades rurais e suburbanas. Como serviço de apoio emergencial, a coordenação municipal da Defesa Civil, com apoio da Secretaria de Infraestrutura não cessam abastecimentos.

 

Os poços de balde vêm secando e, em alguns casos, há problemas também com poços artesianos e outros mananciais hídricos naturais. O coordenador local da Defesa Civil e secretário de Infraestrutura, Moacir Tiewcher, informa que desde dezembro os abastecimentos jà vêm ocorrendo, e os pedidos aumentam à medida que a falta de chuva se acentua. “Precipitações de 10, 15 milímetros, como têm ocorrido, nada resolvem; são apenas paliativos para áreas de pastagens”, diz ele.

 

Dois caminhões-pipa da Prefeitura, cada um com capacidade de oito mil litros de água, não cessam as operações ao longo de todo o dia. “Atualmente, estamos assistindo rotineiramente 32 famílias, que já receberam mais de 400 mil litros de água potável, entretanto a tendência é de que esses números sigam crescendo, já que a previsão é de a seca prosseguir ainda nas próximas semanas”, destaca o coordenador.

 



Águas é carregada até a 50 quilômetros
de distância no interior do município.


Como permanente esforço humanitário, a orientação do prefeito Eduardo Bonotto é para, na medida do possível, assistir todas as famílias mais castigadas. “Água, hoje, é o insumo mais precioso à vida, e nós temos de ajudar para que as pessoas enfrentem mais comodamente as dificuldades”, segundo ressalta.  Caminhões-pipa carregam água até a 50 quilômetros de distância da cidade, como na região de Mercedes. Além de condutor, cada veículo mobiliza um servidor de apoio da Prefeitura.

 

Localidades à margem da BR 472 e outras regiões mais altas e secas também têm carências sérias. O mesmo ocorre em áreas da periferia urbana, como nas vilas dos Kilka e das Pontas. São residências não abastecidas pela Corsan ou por poços artesianos.

 

Moacir Tiecher detalha que a água levada pela Defesa Civil é, inicialmente, depositada em poços de balde e, depois, vai para os reservatório de armazenamento. A água distribuída destina-se normalmente a atender demandas do consumo humano. Muitas famílias, porém, também a utilizam para saciar a sede de animais domésticos, já que as fontes com esta finalidade secaram.

 

O coordenador da Defesa Civil orientar sobre o encaminhamento de pedidos de apoio de assistência na seca atual. “A primeira iniciativa é ligar para o telefone 3431 4280, instalado junto ao Parque de Máquinas, vila Cabeleira.” Moacir Tiecher destaca que, pedido feito em um dia, normalmente já pode ser atendido no dia seguinte. Os caminhões-pipa são abastecidos em poços artesianos da Prefeitura e de cooperativas na cidade.

 

Prioridade é o consumo humano, mas
animais domésticos também têm alívio.

O prefeito Bonotto e o coordenador da Defesa Civil avaliam o quadro com atenção e preocupação. Se a situação continuar se agravando, em relação a abastecimento de água e quebra nas safras agropecuárias, outras medidas emergenciais podem ser adotadas. Os serviços de socorro poderão ser ampliados e o município também pode decretar situação de emergência, a exemplo de vários outros no Rio Grande do Sul.

 

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