quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

SAÚDE E SOLIDARIEDADE

Banco de Sangue do HIG

está à espera de doadores

(Fotos Aquivo Pessial)




Bioquímica Roselaine Maag: estoque de 
até 150 bolsas de sangue atende à demanda.

        O período que corresponde à virada de ano é normalmente de escassos estoques de sangues nos hemocentros em todo o país. Como para muitas pessoas a fase é de férias,  de viagens ou de desaceleração de atividades, é comum diminuir o número de doadores e, por consequência,  também os estoques de sangue ficam menores. Há cidades no Rio Grande do Sul em que o déficit chega  até mais de 30%. Em São Borja, o Banco de Sangue do Hospital Ivan Goulart (HIG) registra falta em proporção bem menor, mas está esperando por doadores.

A diretora da unidade, bioquímica Roselaine  Maag, informa que São Borja tem um bom número de voluntários acostumados a doações regulares, mas em um período como agora a frequência diminui. “Nós precisamos dispor, como estoque ideal,  de 120 a 150 bolsas de sangue, entretanto no momento estamos com volume um pouco abaixo”, explica.  A utilização abrange oito diferentes tipos de sangue e nem todos eles são compatíveis entre si.

Podem  ser doadoras pessoas em boas condições de saúde, com peso mínimo de 50 quilos e idade entre 16 e 69 anos.  Dos 16 aos 18 anos, é preciso autorização dos pais. Pessoas com determinadas patologias ou que tenham se submetido a determinados tratamentos não podem ser doadoras. Por essa razão, a recomendação é que, no caso de dúvidas, seja buscada orientação no Banco de Sangue.

O serviço está instalado dentro do HIG e funciona das 8h às 11h30min e das 14 às 17h30min. Também é possível obter informações através do telefone do hospital 3431 1650. A unidade de serviços local atende à demanda apenas do município, entretanto acaba assistindo também pacientes de cidades da região que se tratam no Ivan Goulart.

 

Rotatividade



Maioria das pessoas de 16 a 69 anos 

podem ser doares,  salutar solidariedade.

 

Roselaine Maag ressalta que manter estoques regulares atualizados é indispensável. “O sangue, uma vez coletado, tem de ser utilizado em até 35 dias. Depois disso, precisa ser descartado”, diz ela. Por essa razão, faz-se necessária uma rotina que, ao mesmo tempo garanta que não haja  falta, mas também que não ocorra excesso.

Várias pessoas na comunidade  adotam a salutar rotina de doação e de solidariedade. A cada período de dois a três meses o gesto pode ser repetido. “Entre os quarteis na cidade – militares e do Exército – temos doadores em bom número”, exemplifica a diretora Maag.

A diretora técnica do Banco de Sangue informa  que, no auge da pandemia de Covid, diminuiu o fluxo das  cirurgias  mas, mesmo assim, houve períodos de grande necessidade de sangue para tratamento de pacientes. Agora, como a rotina dos procedimentos cirúrgicos foi retomada, também é normal  a demanda de manutenção dos estoques de sangue.

 

Os tipos

 

Os grupos sanguíneos foram descobertos no início do século passado pelo cientista austríaco Karl Landsteiner. Após colher amostras de sangue de diversas pessoas ele isolou os glóbulos vermelhos e fez diferentes combinações entre plasma e hemácias. Com isso, constatou que em alguns casos havia aglutinação dos glóbulos e em outros não.

Essa descoberta foi fundamental para compreender porque pessoas morriam depois de receber transfusões de sangue. Avançando nas pesquisas, ele concluiu que a presença de antígenos na superfície das hemácias tem natureza bioquímica variada. Ou seja, eles podem ser compostos por carboidratos, por lipídeos, por proteínas ou até mesmo por uma mistura entre eles.

Pelo seu trabalho, Landsteiner recebeu o Prêmio Nobel de Medicina em 1930. A partir daí, o sangue passou a ser classificado em quatro tipos e mais algumas variações, de acordo com o sistema ABO.

Sangue do tipo A - Considerado um dos tipos sanguíneos mais comuns, o tipo A contém anticorpos contra o sangue do tipo B. Assim, esse grupo também é conhecido como “anti-B”. Na prática, indivíduos com sangue do tipo A só podem ser doadores para outras pessoas com sangue “A” ou “O”.

Sangue do tipo B - O sangue do tipo B, ao contrário, é considerado um grupo mais raro. Ele contém anticorpos contra o sangue do tipo A – e por essa razão leva também o nome de “anti-A”. As pessoas com sangue do tipo B só podem receber sangue dos tipos “B” e “O”.

 Sangue do tipo AB - Ainda mais raro, o sangue do tipo AB tem como característica o fato de não possuir anticorpos nem contra o sangue do tipo A e nem contra o sangue do tipo B. Isso significa que as pessoas desse grupo sanguíneo podem receber sangue de qualquer tipo sem que haja risco de reações adversas.

Sangue do tipo O - O quarto tipo sanguíneo é “O”. Ele é o mais comum entre todos. Ele tem como característica o fato de possuir anticorpos “anti-A” e “anti-B”. Por essa razão, os indivíduos desse grupo sanguíneo só podem receber doações de sangue do tipo”O”. Por outro lado, são conhecidos como “doadores universais”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário