quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

TAMBÉM DERRETEM




Tombo e debandada também

entre gigantes da tecnologia

 

O Coronavírus que, a partir de 2019, abalou a saúde da humanidade, atingiu co m a mesma intensidade a saúde financeira no planeta. De tal modo, que não escapou ninguém.  Demissão em massa e péssima notícia, na virada do ano, para os funcionários de uma gigante da  tecnologia no mundo, a Amazon. Ela anunciou que vai  demitir mais de 18 mil funcionários. Mas este não um caso isolado. Todas as gigantes da tecnologia, em todas as latitudes, afastam funcionários, aos milhares, inclusive as principais cabeças pensantes.

Números até novembro mostram que pelo menos 67 mil trabalhadores do setor de tecnologia só nos Estados Unidos tenham sido demitidos. Entre essas gigantes – as chamadas big techs  - estão Twitter, Amazon, Meta (Facebook e Instagran), Apple, Microsoft, Alphabet e Google, HP, entre outras.

O valor de mercado dessas gigantes, segundo dados de  28 de dezembro, registra queda de  4 trilhões de 700 milhões de dólares. Isso não é troco. Para dar ideia do que significa o valor equivale a todo o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão, que é o terceiro maior do  mundo, atrás apenas de Estados Unidos e China.  A queda em 2022 foi d 30% em relação ao ano anterior, depois de alta de 21%.

Por que, então, tomo tão feio entre as gigantes, aparentemente inabaláveis?  O que esperar das empresas de fundo quintal?

Analistas não têm dúvidas de que também neste setor o vírus da pandemia, trazido pela Covid, é o principal fator responsável.  A razão é simples: com o isolamento social provocado pela crise sanitária mundial, a maioria das pessoas ficou em casa, trabalhou de casa, comprou pela internet, se comunicou e extravasou o tédio através dela.

Logo, essas gigantes do clube das big techs aumentaram de tal modo a demanda que cresceram em seis meses o que, em condições normais, demorariam cinco anos. Esse período da safra gorda, porém, cessou. Com a desaceleração da pandemia e retomada das atividades produtivas e presenciais, tudo começou a voltar ao normal. Cai, por consequência, da emanda por serviços antes requisitados pelas gigantes do planeta.


Para não interromper crescimento em médio e longo prazo, a saída é cortar custos. E um dos principais meios é demitir trabalhadores. Há outros fatores embutidos nesse combo, um deles a alta recorde de juro na maioria dos países, a começar pelo Brasil, Estados Unidos e toda a Europa. O dinheiro mais caro e escasso afetou os investimentos.

Além disso, há também os reflexos da invasão da Rússia sobre a Ucrânia, provocando falta ou alta de insumos mundo afora. Nos país da Zona do Euro ainda  há ainda problema adicional da falta de petróleo e de gás natural.

Especialistas enxergam no monumental tombo de agora das big techs a chance do surgimento de novas ferramentas de tecnologia. Foi assim por ocasião de crise semelhante, há pouco mais de 20 anos. Logo, no fim de contas, também  nós, os usuários, podemos ganhar   alguma coisa; não apenas as gigantes  do setor.

 

Mídia no Brasil

 

No plano doméstico, a expectativa  é saber se haverá e que perfil terá uma possível regulação da mídia. Quando candidato e agora como presidente, Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou que instituir marcos regulatórios em relação aos serviços de rádio, de televisão e internet.  “Garanto que não se trata de censura, mas democratização do uso desses mídia”, declarou.




Lula lembra que no país, hoje, nove grupos familiares dominam as grandes cadeias de rádio e TV. A ideia é disciplinar o setor, assegurando o amplo direito de manifestação e defesa de posições. Mas. Mesmo em relação às redes sociais e a internet, objeto de polêmica e muita fake news, não há nada definido.

O antecessor Jair Bolsonaro pretendia privatizar a empresa pública de comunicação. O presidente atual anuncia manutenção.  No Reino Unidos, os moldes europeu, está sendo instituído regramento geral da mídia.

Trata-se de um conjunto de normas dos mais rigorosos do mundo contemporâneo. Combate, severamente, desde a pedofilia, à discriminação racial, o bullying, a homofobia e, claro,  às fake news. Opinião independente e responsável é palavra de ordem.

No Brasil, ainda, espera-se pela universalização da internet de alta velocidade, de modo que todos os rincões possam ser servidos. Da mesma maneira a telefonia em 5G é outra ferramenta por enquanto só aos grandes centros e que também deve ser disponibilizada a um país continental.  

  

Nenhum comentário:

Postar um comentário