Tombo e debandada
também
entre gigantes da
tecnologia
O Coronavírus que, a partir de 2019,
abalou a saúde da humanidade, atingiu co m a mesma intensidade a saúde
financeira no planeta. De tal modo, que não escapou ninguém. Demissão em massa e péssima notícia, na virada
do ano, para os funcionários de uma gigante da tecnologia no mundo, a Amazon. Ela anunciou
que vai demitir mais de 18 mil
funcionários. Mas este não um caso isolado. Todas as gigantes da tecnologia, em
todas as latitudes, afastam funcionários, aos milhares, inclusive as principais
cabeças pensantes.
Números até novembro mostram que pelo
menos 67 mil trabalhadores do setor de tecnologia só nos Estados Unidos tenham
sido demitidos. Entre essas gigantes – as chamadas big techs - estão Twitter, Amazon, Meta (Facebook e
Instagran), Apple, Microsoft, Alphabet e Google, HP, entre
outras.
O valor de mercado dessas gigantes, segundo
dados de 28 de dezembro, registra queda
de 4 trilhões de 700 milhões de dólares.
Isso não é troco. Para dar ideia do que significa o valor equivale a todo o Produto
Interno Bruto (PIB) do Japão, que é o terceiro maior do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e
China. A queda em 2022 foi d 30% em
relação ao ano anterior, depois de alta de 21%.
Por que, então, tomo tão feio entre as
gigantes, aparentemente inabaláveis? O
que esperar das empresas de fundo quintal?
Analistas não têm dúvidas de que também
neste setor o vírus da pandemia, trazido pela Covid, é o principal fator
responsável. A razão é simples: com o
isolamento social provocado pela crise sanitária mundial, a maioria das pessoas
ficou em casa, trabalhou de casa, comprou pela internet, se comunicou e
extravasou o tédio através dela.
Logo, essas gigantes do clube das big techs
aumentaram de tal modo a demanda que cresceram em seis meses o que, em
condições normais, demorariam cinco anos. Esse período da safra gorda, porém,
cessou. Com a desaceleração da pandemia e retomada das atividades produtivas e
presenciais, tudo começou a voltar ao normal. Cai, por consequência, da emanda
por serviços antes requisitados pelas gigantes do planeta.
Para não interromper crescimento em médio e longo prazo, a saída é cortar custos. E um dos principais meios é demitir trabalhadores. Há outros fatores embutidos nesse combo, um deles a alta recorde de juro na maioria dos países, a começar pelo Brasil, Estados Unidos e toda a Europa. O dinheiro mais caro e escasso afetou os investimentos.
Além disso, há também os reflexos da invasão
da Rússia sobre a Ucrânia, provocando falta ou alta de insumos mundo afora. Nos
país da Zona do Euro ainda há ainda
problema adicional da falta de petróleo e de gás natural.
Especialistas enxergam no monumental
tombo de agora das big techs a chance do surgimento de novas ferramentas de
tecnologia. Foi assim por ocasião de crise semelhante, há pouco mais de 20
anos. Logo, no fim de contas, também nós, os usuários, podemos ganhar alguma
coisa; não apenas as gigantes do setor.
Mídia no Brasil
No plano doméstico, a expectativa é saber se haverá e que perfil terá uma
possível regulação da mídia. Quando candidato e agora como presidente, Luiz
Inácio Lula da Silva sinalizou que instituir marcos regulatórios em relação aos
serviços de rádio, de televisão e internet. “Garanto que não se trata de censura, mas
democratização do uso desses mídia”, declarou.
Lula lembra que no país, hoje, nove
grupos familiares dominam as grandes cadeias de rádio e TV. A ideia é
disciplinar o setor, assegurando o amplo direito de manifestação e defesa de
posições. Mas. Mesmo em relação às redes sociais e a internet, objeto de
polêmica e muita fake news, não há nada definido.
O antecessor Jair Bolsonaro pretendia privatizar
a empresa pública de comunicação. O presidente atual anuncia manutenção. No Reino Unidos, os moldes europeu, está sendo
instituído regramento geral da mídia.
Trata-se de um conjunto de normas dos
mais rigorosos do mundo contemporâneo. Combate, severamente, desde a pedofilia,
à discriminação racial, o bullying, a homofobia e, claro, às fake news. Opinião independente e
responsável é palavra de ordem.
No Brasil, ainda, espera-se pela
universalização da internet de alta velocidade, de modo que todos os rincões
possam ser servidos. Da mesma maneira a telefonia em 5G é outra ferramenta por
enquanto só aos grandes centros e que também deve ser disponibilizada a um país
continental.



Nenhum comentário:
Postar um comentário