Aumentarão
temperaturas
e os
níveis dos oceanos
Especialista em Amtártica, Jefferson Simõesprojeto forte aquecimento e avanço dos oceanos.
O glaciologista
gaúcho Jefferson Cardia Simões, 64 anos, um dos principais nomes no mundo em
Antártica, estudioso há 40 anos e professor da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (Ufrgs), fez alguns
alertas que levam a pensar. “Os meus
netos já enfrentarão temperaturas pelo menos dois graus mais altas do que as de
hoje, devido ao aquecimento no planeta”, disse o cientista falando no último
final de semana ao jornal ZH. Chama a
atenção ao fato de tque uma combinação de fatores leva á projeção pouco
otimista.
Um dos motivos é o
gradativo derretimento da imensidão gelada na Antártica. Isso tem a ver também
com a desregulação de frentes frias no sul do Brasil, frios extremos e secas
severas e prolongadas. Mas ele chama a atenção, ainda, que a montanha de gelo também derrete se no Ártico e tem, igualmente,
consequências globais. “O que ocorre, hoje, na Amazônia tem a ver com isso”.
Jefferson Simões diz que jamais construiria uma casa na beira
do mar. A razão é simples, mas relevante. A tendência é a significativa elevação no nível dos oceanos. “Isso
afetará diretamente o paisagismo nas cidades litorâneas em décadas”, adverte.
O cientista já fez 26
incursões de estudos na Antártica. Hoje 29 países que integram um clube de
cooperação no setor. O Brasil é um deles. Não sabe, porém, quanto tempo vai o
acordo, o que torna tudo muito incerto. A preocupação imediata de Jefferson,
porém, é com o apagão em relação à falta de políticas de incentivos ao
surgiento novos pesquisadores. “Nos últimos quatro anos houve ausência de incentivo e negacionismos. Nosso
capital humano está indo embora do Brasil”, lamenta. O estudioso planeja parar as pesquisas e dedicar-se
a escrever livros.

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