sexta-feira, 3 de março de 2023

RÚSSIA x UCRÃNIA


ma mulher reage em frente a uma casa em
chamas  em Kiev.(Foto: Aris Messinis/AFP)
 

Uma nova espada sobre

a cabeça da humnidade

 

A humidade recém apagou a velinha do primeiro aniversário, mas sem ter o que comemorar e tampouco sem poder imaginar a longevidade da aniversariante. A referência é para a invasão da Rússia à Ucrânia. Ou a guerra como muitos preferem.  Deixando de lado o que é de fato  o impactante evento, o certo é que este primeiro ano de conflito geopolítico, bélico e econômico coloca o mundo em sobressalto, e sob o signo da incerteza.

Nos planos do autocrata russo Wladimir Putin, a incursão era ‘jogo rápido’, de uma, duas semanas, tempo suficiente para agregar territórios e consolidar a sua escalada expansionista. ‘Deu ruim’ para ele que, pelo visto, não contava com a heroica  resistência ucraniana e o apoio crescente das potenciais ocidentais. De tal sorte que, já há mais de um ano do primeiro tiro, ninguém arrisca dizer onde isso tudo vai dar. Passada a Guerra Fria, nos anos 1980, e os seus embates entre Capitalismo e Socialismo, este é o evento de maior magnitude e repercussões em escala global.

Na Ucrânia já são contabilizados 8 mil civis mortos, incluindo idosos, mulheres e crianças, além de 13 mil feridos. A ONU acha que os números são bem maiores. Ao mesmo tempo, a Ucrânia registra a saída de 8 milhões de cidadãos do país – a maior diáspora em 50 anos no planeta.

 Já a Rússia tenta formar exército de 500 mil homens,  incluindo civis. Mas quem pode, foge. Numa guerra, tudo é muito incerto, impreciso. Entretanto, os russos afirmam que já mataram 100 mil soldados ucranianos. A Ucrânia e aliados falam também no abate de outros 100 mil.  


Veículos blindados russos  destruídos
em Kiev. (Foto: Aris  Messinis/AFP)

As potências europeias e os Estados Unidos não poupam esforços em recursos e armas, além de apoios humanitários à Ucrânia, Também ampliam seus orçamentos de guerra. O anúncio de instrumentos bélicos de última geração dá ao conflito um novo patamar.  Os efeitos práticos desse poderio  aumentado confere a  Volodymyr Zelensky, o líder ucraniano, uma nova perspectiva de enfrentamento. Putin retruca e volta a  ameaçar a  humanidade com armas nucleares. Normalmente é bravata, mas o certo é que nguém sabe.

 

Reflexo geral

 

As cenas de horror,   de destruição e de privações  não se circunscrevem ao teatro de guerra. Elas alcançam o mundo como um todo. Se o Ocidente retalha com sanções econômicas, cortes em suprimentos básicos, o lado adversário responde com as suas ‘armas’. Corta petróleo, gás, insumos agropecuários itens de última geração para a indústria. Direta ou indiretamente, os reflexos do conflito se dão em escala planetária.

As nações mais pobres ou ainda emergentes são as mais afetadas. Abastecimento e logística ficam mais caros e escassos. A vida fica, então, mais apertada, exprimida.


Homem arremessa  coquetel Molotov em  curso de
 autodefesa na Ucrânia. (Foto: Daniel Leal/AFP/D)

 O Brasil, claro, não escapa desse contexto. Tem de lidar e enfrentar desde a alta do petróleo ao encarecimento de insumos básicos na agricultura e da  indústria. Mas suas balança comercial também consegue ganhos. Aumentaram a venda de trigo e de milho, por exemplo, que a Ucrânia parou de fornecer. E assim é o efeito dominó de uma vida que, em síntese, fica mais cara. E mais difícil.

Entre os ricos europeus, há problemas localizados que agravam a situação. É duro enfrentar o rigoroso inverno com escassez de gás ou custo elevado. Além disso, o Velho Continente ainda não se refez da maior seca enfrentada  em séculos, que destroçou a agropecuária e o turismo.

 

E o futuro?

 

Há 800 anos, a Rússia não perde uma guerra. Ou ganha em campo de batalha ou no tabuleiro das negociações. Putin tem reiterado a retórica dessa invencibilidade. O Ocidente sinaliza que não vai deixar barato.


Na imagem do portal g1, em
 vermelho, os avanços russos.

Resumindo, então: a guerra deve ainda ir longe. Ninguém está seguro de que armas nuclear não possam ser usadas. Só Estados Unidos e Rússia têm armas que podem destruir o mundo 36 vezes. Especialistas acham improváveis, apesar das boas impressões. que esforços diplomáticos, como os ensaiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, possam dar resultados práticos. Na esfera ambiental, sim; no campo bélica, é outra batalha.

Potências político-econômicas e de poderio bélico como a China têm se mantido aparentemente calmas observadoras. Assim o mal não fica maior. Mas China e Rússia, no G-10, recusaram cessar-fogo. Estamos,  portanto, todos metidos na maior encrenca deste século. E os resultados são imprevisíveis!

É, sem dúvidas, o mais relevante evento global, pós-Guerra Fria. Wladimir Putin é o grande responsável e protagonista. Não é por acaso que sua senha autocrática o mantém no poder desde 1999, tendo como uma das prioridades subjugar povos e territórios.

 

 


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