ma mulher reage em frente a uma
casa em
chamas em Kiev.(Foto: Aris Messinis/AFP)
Uma nova espada sobre
a cabeça da humnidade
A
humidade recém apagou a velinha do primeiro aniversário, mas sem ter o que
comemorar e tampouco sem poder imaginar a longevidade da aniversariante. A
referência é para a invasão da Rússia à Ucrânia. Ou a guerra como muitos
preferem. Deixando de lado o que é de fato
o impactante evento, o certo é que este
primeiro ano de conflito geopolítico, bélico e econômico coloca o mundo em
sobressalto, e sob o signo da incerteza.
Nos
planos do autocrata russo Wladimir Putin, a incursão era ‘jogo rápido’, de uma,
duas semanas, tempo suficiente para agregar territórios e consolidar a sua escalada
expansionista. ‘Deu ruim’ para ele que, pelo visto, não contava com a heroica resistência ucraniana e o apoio crescente das
potenciais ocidentais. De tal sorte que, já há mais de um ano do primeiro tiro,
ninguém arrisca dizer onde isso tudo vai dar. Passada a Guerra Fria, nos anos
1980, e os seus embates entre Capitalismo e Socialismo, este é o evento de
maior magnitude e repercussões em escala global.
Na
Ucrânia já são contabilizados 8 mil civis mortos, incluindo idosos, mulheres e
crianças, além de 13 mil feridos. A ONU acha que os números são bem maiores. Ao
mesmo tempo, a Ucrânia registra a saída de 8 milhões de cidadãos do país – a maior
diáspora em 50 anos no planeta.
Já a Rússia tenta formar exército de 500 mil
homens, incluindo civis. Mas quem pode,
foge. Numa guerra, tudo é muito incerto, impreciso. Entretanto, os russos
afirmam que já mataram 100 mil soldados ucranianos. A Ucrânia e aliados falam
também no abate de outros 100 mil.
Veículos blindados russos destruídos
em Kiev. (Foto: Aris Messinis/AFP)
As
potências europeias e os Estados Unidos não poupam esforços em recursos e
armas, além de apoios humanitários à Ucrânia, Também ampliam seus orçamentos de
guerra. O anúncio de instrumentos bélicos de última geração dá ao conflito um
novo patamar. Os efeitos práticos desse
poderio aumentado confere a Volodymyr Zelensky, o líder ucraniano, uma
nova perspectiva de enfrentamento. Putin retruca e volta a ameaçar a humanidade com armas nucleares. Normalmente é bravata,
mas o certo é que nguém sabe.
Reflexo
geral
As
cenas de horror, de destruição e de privações não se circunscrevem ao teatro de guerra. Elas
alcançam o mundo como um todo. Se o Ocidente retalha com sanções econômicas, cortes
em suprimentos básicos, o lado adversário responde com as suas ‘armas’. Corta
petróleo, gás, insumos agropecuários itens de última geração para a indústria. Direta
ou indiretamente, os reflexos do conflito se dão em escala planetária.
As
nações mais pobres ou ainda emergentes são as mais afetadas. Abastecimento e
logística ficam mais caros e escassos. A vida fica, então, mais apertada, exprimida.
Homem arremessa
coquetel Molotov em curso de
autodefesa na Ucrânia. (Foto: Daniel Leal/AFP/D)
O Brasil, claro, não escapa desse contexto. Tem
de lidar e enfrentar desde a alta do petróleo ao encarecimento de insumos
básicos na agricultura e da indústria.
Mas suas balança comercial também consegue ganhos. Aumentaram a venda de trigo
e de milho, por exemplo, que a Ucrânia parou de fornecer. E assim é o efeito
dominó de uma vida que, em síntese, fica mais cara. E mais difícil.
Entre
os ricos europeus, há problemas localizados que agravam a situação. É duro
enfrentar o rigoroso inverno com escassez de gás ou custo elevado. Além disso,
o Velho Continente ainda não se refez da maior seca enfrentada em séculos, que destroçou a agropecuária e o
turismo.
E
o futuro?
Há
800 anos, a Rússia não perde uma guerra. Ou ganha em campo de batalha ou no
tabuleiro das negociações. Putin tem reiterado a retórica dessa
invencibilidade. O Ocidente sinaliza que não vai deixar barato.
Na imagem do portal g1, em
vermelho,
os avanços russos.
Resumindo, então: a guerra deve ainda ir longe. Ninguém está seguro de que armas nuclear não possam ser usadas. Só Estados Unidos e Rússia têm armas que podem destruir o mundo 36 vezes. Especialistas acham improváveis, apesar das boas impressões. que esforços diplomáticos, como os ensaiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, possam dar resultados práticos. Na esfera ambiental, sim; no campo bélica, é outra batalha.
Potências
político-econômicas e de poderio bélico como a China têm se mantido aparentemente
calmas observadoras. Assim o mal não fica maior. Mas China e Rússia, no G-10,
recusaram cessar-fogo. Estamos, portanto, todos metidos na maior encrenca
deste século. E os resultados são imprevisíveis!
É,
sem dúvidas, o mais relevante evento global, pós-Guerra Fria. Wladimir Putin é o
grande responsável e protagonista. Não é por acaso que sua senha autocrática o
mantém no poder desde 1999, tendo como uma das prioridades subjugar povos e
territórios.




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