Reta final visando propostas
para equacionar os gargalos
Nesta
sexta-feira, dia 31, termina o prazo em São Borja para que a comunidade
apresente propostas à reestruturação do Plano de Saneamento Básico no município.
A Secretaria do Meio Ambiente coordena as articulações. Propostas e sugestões
podem ser apresentadas através do Site e demais mídias digitais da Prefeitura.
As
discussões vêm há mais de um ano, envolvendo instituições públicas e privadas,
com a realização de audiências públicas e análises de grupos técnicos. O
conjunto de diretrizes produzirá elenco conjunto de propostas, abrangendo a cidade
e áreas rurais.
A lei federal 11.445, de 5 de janeiro de 2007,
também conhecida como a Lei do Saneamento Básico, regula o setor. Além da União, também os Estados e os
Municípios têm de, periodicamente, atualizar seus planos, como agora. Entre as prioridades estão o abastecimento
universal de água potável, ampliação dos serviços de coleta e tratamento de esgoto e manejo e
destino adequados para o lixo.
No caso do
plano nacional, a vigência atual é até 2033, mas a data pode ser revisada pelo Plano
Nacional de Saneamento Básico, lançado em 2013.
O elenco de
diretrizes define as ações a serem implementadas. São elas:
1.
Garantir o acesso universal à água potável,
esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos.
2.
Priorizar ações que promovam a sustentabilidade
ambiental, social e econômica, com o uso de tecnologias limpas e eficientes.
3.
Promover a participação da comunidade nas decisões
relacionadas ao saneamento básico, garantindo transparência e controle social.
4.
Estabelecer parcerias entre o poder público, a
iniciativa privada e a sociedade civil para viabilizar a implementação das
ações previstas no Plano de Saneamento Básico.
Expansão de obras de coleta e tratamento
de esgoto ma cidade são, hoje, uma interrogação.
Enquanto
isso, estão definidas como metas a serem alcançadas:
1.
Ampliar o acesso à água potável para 100% da
população até o final do período de vigência do Plano de Saneamento Básico,
hoje em 2033.
2.
Ampliar a cobertura do esgotamento sanitário para
90% da população até o final do período de vigência do Plano Nacional de Saneamento Básico.
3.
Reduzir em 50% a quantidade de resíduos sólidos
destinados a aterros sanitários até o final do período de vigência do Plano de
Saneamento Básico.
4.
Promover a reciclagem de 30% dos resíduos sólidos
gerados no município até o final do período de vigência do Plano de Saneamento
Básico.
5.
Implementar programas de educação ambiental para
conscientização da população sobre a importância do saneamento básico e do
manejo adequado dos resíduos sólidos.
6.
Garantir o tratamento adequado dos efluentes
gerados pelos sistemas de esgotamento sanitário, de forma a minimizar os
impactos ambientais.
7.
Promover a gestão integrada dos recursos hídricos,
considerando o ciclo completo da água, desde a captação até a destinação final
dos efluentes.
Gargalos em São Borja
Ampliar serviço de coleta seletiva e reciclagem
de resíduos aparece como desafio aos são-borjenses.
Além da Prefeitura, instituições como
Universidades, Emater, Corsan e entidades privadas e associativas têm
participado das decisões. Em áreas rurais, uma das maiores demandas é o
abastecimento pleno e seguro de água potável, além de manejo adequado e
destinação do lixo. Há ainda problemas de circulação, de saúde pública básica, de
moradias e de saneamento básico, além de assistência social e outros similares.
Na cidade, o abastecimento de água ainda não chega
a abranger 100% da população. Uma das incógnitas diz respeito ao esgotamento e
tratamento de esgoto. Obras foram iniciadas para ampliar os serviços, mas em
áreas urbanas estão paradas há vários anos.
A Administração Municipal tem como meta acabar
definitivamente com Lixão do bairro do Passo. O local já não é mais depósito de
resíduos, mas as áreas degradas precisam
ser recuperadas. Empresa foi contratada para elaborar projeto, faltando a implementação.
Como avanço, o Município passará a contar com
aterro sanitário, evitando que materiais descartados sejam mandados a longas
distâncias e a altos custos. Na cidade é preciso ampliar o processo de coleta
seletiva e de reciclagem de resíduos. Por enquanto, a ação é apenas incipiente.


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