O esperar
da missão do Brasil
no intercâmbio
com a China?
Após distanciamento com a China
durante o governo Jair Bolsonaro (PL), agira o Brasil pretende
incrementar o intercâmbio com o gigante asiático. Afinal, a China já é o maior parceiro
comercial, desde 2009, e tem potencial para
expansão no ranking das relações. Com esta perspectiva, o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) lidera uma grande deleção de autoridades e de empresários,
para encontros políticos e de negócios, entre esta segunda-feira (26) e a sexta-feira (31).
Na sua terceira gestão como
presidente, Lula já visitou, para ações intercambiais, a Argentina, o Uruguai e
os Estados Unidos. Agora para a China a
missão desloca-se pela maior deleção e com a agenda mais longa
prevista. São mais de 200 empresários, metade deles do agronegócio, mais
ministros de Estado e outras autoridades de diferentes escalões. Na terça-feira
(27), o
encontro programado é com o presidente chinês
Xi Jinping.
Cada empresário na delegação bancará
seus custos de viagem, informa o governo
federal. A meta é ampliar a pauta de exportações que, em 2022, rendeu ao Brasil
negócios de 150 bilhões de dólares. O destaque nas vendas foram especialmente comodities, como soja, milho,
carnes e minério de fero. A meta é aumentar as vendas e diversificar as ofertas
e demandas. Acabou esta semana o embargo em função do chamado ‘Mal da Vaca Louca’, o que anima
pecuaristas, avicultores e suinocultores.
Mas, além das compras chinesas de
produtos brasileiros, outra aposta diz respeito a investimentos no Brasil. A
intenção é implementar obras de grande porte com capital e investidores chineses.
O leque de possibilidades é amplo. Mesmo São Borja, pelo menos há algum tempo,
anuncia indústria de produção de paletes usando financiamento de empreendedores
asiáticos.
O espectro é, de fato,. amplo. Abrange
desde montadoras automotivas, construção de estradas e outros modais logísticos.
Geração de energia, tecnologia da geração 5-G, obras de saneamento básico são outros exemplos.
A missão brasileira também irá a mais
países do Oriente Médio. A meta é vender produtos agropecuários de consumo
básico, escassos na região. Em contrapartida, o Brasil pode ampliar a compra de
petróleo – principal fonte de riquezas na região.
Guerra e Brics
Paralelamente, a pauta da agenda de
Lula também inclui temas mais espinhosos. Um deles é o que se refere à guerra
entre Rússia e Ucrânia. O presidente brasileiro defende que um grupo de países,
em neutralidade em relação ao conflito, intervenha por um tratado de paz e
cessação das hostilidades.
Não é tarefa fácil. A China mostra
aparente neutralidade, mas recentemente seu presidente Xi promoveu encontro com
o presidente russo Wladimir Putin. A tese de Lula é de que a comunidade
internacional tem de celebrar a paz, e as grandes potências, largar as armas,
acabando retaliações e matanças.
O Brasil quer voltar do Oriente com
a confirmação formal da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como nova presidente
do chamado Banco de Desenvolvimento. O atual indicado é também brasileiro,
indicado por Bolsonaro e com gestão até 21025, mas renunciaria.
O chamado Banco dos Brics reúne
países como Brasil, Rússia, Índia, África do Sul e China, além de outros. A tarefa da instituição é fomentar programas
de desenvolvimento socioeconômico e investimento em infraestrutura. Lula acha
que consegue emplacar o nome de Dilma.
China x EUA
Recentemente, o presidente Lula encontrou-se com o colega norte-americano Joe Biden. A agenda nos Estados Unidos foi, entretanto, bem mais rápida e com menos temas na mesa. Agora com a ida à China é inevitável a comparação.
O Produto Interno Bruto (PIB) da
China é de, aproximadamente, 18 trilhões de dólares. O país já registrou
crescimento anual de até 18% e mantém, hoje, apesar de quedas, um das maiores
taxas de incremento do mundo, perto dos
dois dígitos. A população é um pouco superior a 1,4 bilhão de habitantes, mas
parou de crescer e, já em 2023, a Índia deve tomar a dianteira populacional.
Já os
Estados Unidos da América registram um PIB aproximado de 24 trilhões de dólares.
O país tem enfrentado retrações econômica, mas cresce, em média, entre 4 e 5%
ao ano. Já a sua população é de cerca de 320 milhões de habitantes. Os EUA são
o segundo maior parceiro comercial do Brasil. A Argentino é o terceiro.



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