sexta-feira, 24 de março de 2023

RELAÇÕES INTERNACIONAIS

  

O esperar da missão do Brasil

no intercâmbio com a China?




 

Após distanciamento com a China durante o governo Jair Bolsonaro (PL), agira o Brasil   pretende incrementar o intercâmbio com o gigante asiático. Afinal, a China já é o maior parceiro comercial, desde 2009, e tem potencial  para expansão no ranking das relações. Com esta perspectiva, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera uma grande deleção de autoridades e de empresários, para encontros políticos e de negócios, entre esta  segunda-feira (26) e a  sexta-feira (31).

Na sua terceira gestão como presidente, Lula já visitou, para ações intercambiais, a Argentina, o Uruguai e os Estados Unidos.  Agora para a China a missão desloca-se   pela maior deleção e com a agenda mais longa prevista. São mais de 200 empresários, metade deles do agronegócio, mais ministros de Estado e outras autoridades de diferentes escalões. Na terça-feira (27), o  

 encontro programado é com o presidente chinês Xi Jinping.

Cada empresário na delegação bancará  seus custos de viagem, informa o governo federal. A meta é ampliar a pauta de exportações que, em 2022, rendeu ao Brasil negócios de 150 bilhões de dólares. O destaque nas vendas foram  especialmente comodities, como soja, milho, carnes e minério de fero. A meta é aumentar as vendas e diversificar as ofertas e demandas. Acabou esta semana o embargo em função do  chamado ‘Mal da Vaca Louca’, o que anima pecuaristas, avicultores e suinocultores.

Mas, além das compras chinesas de produtos brasileiros, outra aposta diz respeito a investimentos no Brasil. A intenção é implementar obras de grande porte com capital e investidores chineses. O leque de possibilidades é amplo. Mesmo São Borja, pelo menos há algum tempo, anuncia indústria de produção de paletes usando financiamento de empreendedores asiáticos.

O espectro é, de fato,. amplo. Abrange desde montadoras automotivas, construção de estradas e outros modais logísticos. Geração de energia, tecnologia da geração  5-G, obras de saneamento básico  são outros exemplos.

A missão brasileira também irá a mais países do Oriente Médio. A meta é vender produtos agropecuários de consumo básico, escassos na região. Em contrapartida, o Brasil pode ampliar a compra de petróleo – principal fonte de riquezas na região.

 



Guerra e Brics

 

Paralelamente, a pauta da agenda de Lula também inclui temas mais espinhosos. Um deles é o que se refere à guerra entre Rússia e Ucrânia. O presidente brasileiro defende que um grupo de países, em neutralidade em relação ao conflito, intervenha por um tratado de paz e cessação das hostilidades.

Não é tarefa fácil. A China mostra aparente neutralidade, mas recentemente seu presidente Xi promoveu encontro com o presidente russo Wladimir Putin. A tese de Lula é de que a comunidade internacional tem de celebrar a paz, e as grandes potências, largar as armas, acabando retaliações e matanças.

O Brasil quer voltar do Oriente com a confirmação formal da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como nova presidente do chamado Banco de Desenvolvimento. O atual indicado é também brasileiro, indicado por Bolsonaro e com gestão até 21025, mas renunciaria.

O chamado Banco dos Brics reúne países como Brasil, Rússia, Índia, África do Sul e China, além de outros.  A tarefa da instituição é fomentar programas de desenvolvimento socioeconômico e investimento em infraestrutura. Lula acha que consegue emplacar o nome de  Dilma.

 

China x EUA

 


Recentemente, o presidente Lula encontrou-se com o colega norte-americano Joe Biden. A agenda nos Estados Unidos foi, entretanto, bem mais rápida e com menos temas na mesa. Agora com a ida à China é inevitável a comparação.

O Produto Interno Bruto (PIB) da China é de, aproximadamente, 18 trilhões de dólares. O país já registrou crescimento anual de até 18% e mantém, hoje, apesar de quedas, um das maiores taxas de incremento  do mundo, perto dos dois dígitos. A população é um pouco superior a 1,4 bilhão de habitantes, mas parou de crescer e, já em 2023, a Índia deve tomar a dianteira populacional.  

Já os Estados Unidos da América registram um PIB aproximado de 24 trilhões de dólares. O país tem enfrentado retrações econômica, mas cresce, em média, entre 4 e 5% ao ano. Já a sua população é de cerca de 320 milhões de habitantes. Os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. A Argentino é o terceiro.

         

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