Governo
federal tenta implementar
reciclagens
com programas antigos
À medida em
que se aproxima a data da marca emblemática dos 100 primeiros dias, o governo federal desenvolve uma corrida contra
o tempo. O presidente Luiz Inácio Lula
da Silva tem pela frente o desafio de fazer entregas aos brasileiros. Por ocasião
da versão Lula 3, a meta, pelo visto, é a recauchutagem de programas sociais de
gestões petistas anteriores.
É certo que
os ataques contra a democracia e aos
Três Poderes em Brasília, em 8 de janeiro, repercutiram em ações
governamentais. É certo, também que, por
ocasião das suas campanhas à Presidência da República, os dois principais
candidatos, Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) apresentaram apenas propostas vagas
em relação ao futuro do Brasil. O petista, agora, fala em “Renovação e
Reconstrução” como marca de governo. Contudo, a partir da reedição incrementada de programas do passado.
Um bom
exemplo é o programa Bolsa Família – referência mundial em inserção social. Alguns
acréscimos e melhorias são aplicados. Além dos R$ 600 que eram pagos a cada família beneficiária por Bolsonaro, agregam-se
outros auxílios: R$ 150 a cada criança até 6 anos e mais R$ 50 a crianças e adolescentes
de 7 a 18 anos e R$ 50 a gestantes.
Para
garantir os benefícios há, porém, alguns condicionantes. As crianças precisam
comprovar a aplicação de todas as vacinas obrigatórias, bem como a frequência
escolar. Já as gestantes precisam ter acompanhamento pré-natal. As áreas de
Assistência Social e Saúde atuam de forma integrada.
Já o programa Mais Médicos também vai ser
incrementado. A meta é ampliar ações e coberturas de atendimentos à população.
Outra regra essencial é que os médicos sejam, prioritariamente brasileiros e
formados no Brasil. A iniciativa, com isso, é escapar de críticas como no
passado, quando houve a acusação de que o uso de médicos cubanos teria por finalidade ajudar o governo de Cuba.
Outra ação
pensada para implementação é na área de Educação. Nesse sentido, o Ministério
de Educação (MEC) tem como tarefa a desenvolver um programa de apoio prioritário ao Ensino Fundamental, com ênfase
à alfabetização de crianças. Outro desafio, ainda, é reverter o fosso nos
níveis de desempenho escolar como
consequência da pandemia de covid.
Mais obras
Recentemente,
Luiz Inácio Lula da Silva relançou, para a terceira gestão, o programa habitacional
Minha Casa, Minha Vida. Além de diminuir o déficit de moradias no país, a ideia
é novamente impulsionar a geração de empregos e investimentos. O governo
federal amplia as faixas abrangidas a serem financiadas, de modo a atender
demandas das famílias mais pobres.
Metas
ousadas de novas unidades habitacionais são estabelecidas, assim como a
conclusão de obras inacabadas.
Como
desafio, o governo federal tem pela
frente a tarefa de entregar casas e apartamentos de melhor qualidade. No Minha
Casa, Minha Vida, no seu início, foram entregues unidades habitacionais
problemáticas. Estruturas inconsistentes, acabamento inadequado e locais
impróprios para os condomínios. Aliás,
historicamente, o Brasil constrói em áreas de risco e tecnicamente não
recomendadas.
O governo
também pretende a retomada do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, da
época do governo Dilma Rousseff (PT). O programa pode até trocar de nome, mas a
finalidade é promover investimentos em infraestrutura. A ideia é que o BNDES
(Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) seja o principal agente
financiador.
Uma das
estratégias é acertar com os prefeitos a retomada e conclusão de obras paradas,
principalmente nas áreas de Saúde e Educação. A projeção é de injetar R$ 23
bilhões no segmento. Através de uma plataforma, as prefeituras é que deverão
indicar as obras prioritárias a serem retomadas.



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