Troca-troca pela ‘janela partidária’
acaba beneficiando governo federal
O PL, partido do presidente
Jair Bolsonaro, passa a ser a maior bancada na Câmara Federal, após a
‘janela partidária’ deste ano. A legenda, que tinha 42 deputados, passará a
contar com 73 parlamentares. O PT, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
é o segundo maior da Casa, com 56 integrantes. Já o Progressistas (PP) está em terceiro lugar, com
50.
Boa parte dos novos filiados
ao PL veio do
União Brasil, criado a partir da fusão do PSL e do DEM. A
legenda ensaiou ser a maior da Câmara, mas sofreu uma debandada e está,
atualmente, com 47 deputados.
Nesse contexto, o principal
beneficiado pela ‘janela’, é o Centrão,
que nunca como agora teve tanto poder no governo Bolsonaro, em último ano de
gestão. Os três principais partidos do Centrão - PP, PL e
Republicanos - acumulam postos-chave na administração federal. Os três, juntos,
movimentam R$ 150 bilhões em recursos orçamentários, informa o Correio
Braziliense.
O bloco transita entre
diferentes núcleos políticos e é um dos alicerces da chamada
“governabilidade.”, Antes do atual
troca-troca, encerrado sábado (2), os três principais partidos do Centrão
tinham 118 deputados, aumentando o número agora para 168. Esse total é quase um
terço dos 513 parlamentares na Câmara.
Por legenda
Confira o tamanho da bancada
de cada partido a partir de agora. PL: 73;
PT: 56; PP: 50; União Brasil: 47; Republicanos: 45;
PSD: 43; MDB: 35; PSDB: 27; PSB: 25;
PDT: 20; Bloco PSC/PTB: 17; Solidariedade: 11;
PROS: 9; PSOL: 9; Podemos: 8; Novo: 8;
Avante: 8; PCdoB: 7; Cidadania: 7; Patriota: 4;
PV: 3 e Rede: 1.
Esse permanente troca-troca a cada nova eleição
geral mostra, por um lado o pragmatismo dos partidos em torno de seus acordos.
Por outro lado, geralmente prepondera o fisiologismo, deslegitimando os
programas das siglas, assim como suas ideologias. Um exemplo emblemático: na
‘janela partidária’, há quatro anos, o PDL então partido do presidente
Bolsonaro, passou a ser a maior sigla, com mais de 50 deputados; agora ficou
com 9 cadeiras.
Entre nós
No Rio Grande do Sul, depois da saída de mais de
uma dezena de secretários estaduais para serem candidatos, a expectativa,
agora, é pelo futuro do governador Eduardo Leite. Ele renunciou ao seu mandato
e diz não descartar qualquer candidatura possível. Prefere tentar a presidência
da República, mas o cenário é incerto, já que Leite permanece no PSDB e a sigla
já tem João Doria como pré-candidato.
Em São Borja, após muita expectativa, o atual
prefeito Eduardo Bonotto (PP) confirmou, no dia 1º, que será candidato a nada,
este ano. Admite, porém, não esconde desejos futuro, mesmo ressaltando que “o
futuro a Deus pertemce.” Ao reunir a impresença, seu secretariado a base de
apoio no Legislativo, aproveitou para fazer balanço nas ações nos mais de seis
anos, desde a primeira gestão a partir de 2017. Bonotto ressaltou “as muitas
realizações implementadas”, depois de “duas
consagradoras vitórias nas
urnas.” Ele também destacou que segue presidente da Famurs (Federação das
Associais de Municípios do Rio Grande do Sul), até julho.



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