domingo, 3 de abril de 2022

DANÇA NAS CADEIRAS

 

Troca-troca pela ‘janela partidária’

acaba beneficiando governo federal

 

Partido de Bolsonaro com 73 deputados federais.


O PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, passa a ser a maior bancada na Câmara Federal,  após a ‘janela partidária’ deste ano. A legenda, que tinha 42 deputados, passará a contar com 73 parlamentares. O PT, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é o segundo maior da Casa, com 56 integrantes. Já o  Progressistas (PP) está em terceiro lugar, com 50.

Boa parte dos novos filiados ao PL veio do União Brasil, criado a partir da fusão do PSL e do DEM. A legenda ensaiou ser a maior da Câmara, mas sofreu uma debandada e está, atualmente, com 47 deputados.

Nesse contexto, o principal beneficiado pela ‘janela’, é o Centrão, que nunca como agora teve tanto poder no governo Bolsonaro, em último ano de gestão. Os três principais partidos do Centrão - PP, PL e Republicanos - acumulam postos-chave na administração federal. Os três, juntos, movimentam R$ 150 bilhões em recursos orçamentários, informa o Correio Braziliense.

O bloco transita entre diferentes núcleos políticos e é um dos alicerces da chamada “governabilidade.”,  Antes do atual troca-troca, encerrado sábado (2), os três principais partidos do Centrão tinham 118 deputados, aumentando o número agora para 168. Esse total é quase um terço dos 513 parlamentares na Câmara.

 

Por legenda


Três maiores partidos do Centrão, 168 parlamentares.

Confira o tamanho da bancada de cada partido a partir de agora. PL:  73; PT: 56; PP: 50; União Brasil: 47; Republicanos: 45; PSD: 43; MDB: 35; PSDB: 27; PSB: 25; PDT: 20; Bloco PSC/PTB: 17; Solidariedade: 11; PROS: 9; PSOL: 9; Podemos: 8; Novo: 8; Avante: 8; PCdoB: 7; Cidadania: 7; Patriota: 4; PV: 3 e Rede: 1.

Esse permanente troca-troca a cada nova eleição geral mostra, por um lado o pragmatismo dos partidos em torno de seus acordos. Por outro lado, geralmente prepondera o fisiologismo, deslegitimando os programas das siglas, assim como suas ideologias. Um exemplo emblemático: na ‘janela partidária’, há quatro anos, o PDL então partido do presidente Bolsonaro, passou a ser a maior sigla, com mais de 50 deputados; agora ficou com 9 cadeiras.

 

Entre nós

 

Bonotto segue prefeito e presidente da Famurs.

No Rio Grande do Sul, depois da saída de mais de uma dezena de secretários estaduais para serem candidatos, a expectativa, agora, é pelo futuro do governador Eduardo Leite. Ele renunciou ao seu mandato e diz não descartar qualquer candidatura possível. Prefere tentar a presidência da República, mas o cenário é incerto, já que Leite permanece no PSDB e a sigla já tem João Doria como pré-candidato.

Em São Borja, após muita expectativa, o atual prefeito Eduardo Bonotto (PP) confirmou, no dia 1º, que será candidato a nada, este ano. Admite, porém, não esconde desejos futuro, mesmo ressaltando que “o futuro a Deus pertemce.” Ao reunir a impresença, seu secretariado a base de apoio no Legislativo, aproveitou para fazer balanço nas ações nos mais de seis anos, desde a primeira gestão a partir de 2017. Bonotto ressaltou “as muitas realizações implementadas”, depois de “duas  consagradoras  vitórias nas urnas.” Ele também destacou que segue presidente da Famurs (Federação das Associais de Municípios do Rio Grande do Sul), até julho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário