segunda-feira, 11 de abril de 2022

PACTO NACIONAL

 

Educação além

dos discursos!

 

É certo que educação, saúde e segurança pública  povoarão os discursos dos candidatos nestas eleições de 2022 como ‘prioridades’. É sempre assim. Só que o eleitor, o cidadão que paga a conta, já não se contenta com o interminável concurso de promessas. Pontuemos algumas observações em um dos setores – o a da educação. E a abordagem do tema não é por falta de assunto; é por falta de ações efetivas, principalmente nas esferas nacional e estadual.

Apesar da sua longa história, o Brasil ainda não se convenceu de que educar a nação é o maior insight  para o seu desenvolvimento cultural e socioeconômico. O mundo está repleto de exemplos disso. É difícil acreditar que a opção seja deliberada, pensando em um povo iletrado, para mais facilmente ser manipulado. O fato é que entra governo, sai governo e o passivo permanece, com alguns indicadores medievais.

A pandemia de covid fez piorar tudo. Só no ensino fundamental estima-se que 5,5 milhões de crianças e adolescentes abandonaram as escolas, conforme a Unicef.  Isso sem considerar os adultos analfabetos das letras ou funcionais. Não é por acaso que, diante de uma legião de 13 milhões de desempregados  e quase igual contingentes dos que ‘jogaram a toalha’, sobrem vagas por falta de qualificação. Além de preparo, falta motivação. E, com isso, cursos gratuitos de capacitação sequer são frequentados!

Como a pandemia do coronavírus dá sinais de que está sendo superada, é hora de um grande mutirão para vencer a devastadora pandemia na educação. Sem negacionismos. É indispensável um pacto na sociedade com suas lideranças, para trabalhar a cura desta chaga que, há mais de cinco séculos, sangra sem cessar.

Num país em que se troca o ministro da Educação a cada nove meses é difícil de dar certo no setor. Os níveis básico, técnico e superior de ensino precisam dialogar. As ‘reformas’ não podem ser como uma casa que se começa pelo teto ou paredes. Currículos, remunerações aos docentes e estratégias pedagógicas têm de oferecer a mesma conectividade do 5G que está chegando. Quando o Brasil completa 200 anos da dita independência que ao menos comece ganhar como presente sua cidadania plena, associada à capacidade de efetivo discernimentos. Por que não arrebentar o cabresto!?

 

 

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