Educação além
dos discursos!
É certo que educação, saúde e segurança
pública povoarão os discursos dos
candidatos nestas eleições de 2022 como ‘prioridades’. É sempre assim. Só que o
eleitor, o cidadão que paga a conta, já não se contenta com o interminável
concurso de promessas. Pontuemos algumas observações em um dos setores – o a da
educação. E a abordagem do tema não é por falta de assunto; é por falta de
ações efetivas, principalmente nas esferas nacional e estadual.
Apesar da sua longa história, o Brasil
ainda não se convenceu de que educar a nação é o maior insight para o seu desenvolvimento cultural e socioeconômico.
O mundo está repleto de exemplos disso. É difícil acreditar que a opção seja
deliberada, pensando em um povo iletrado, para mais facilmente ser manipulado. O
fato é que entra governo, sai governo e o passivo permanece, com alguns
indicadores medievais.
A pandemia de covid fez piorar tudo. Só
no ensino fundamental estima-se que 5,5 milhões de crianças e adolescentes
abandonaram as escolas, conforme a Unicef.
Isso sem considerar os adultos analfabetos das letras ou funcionais. Não
é por acaso que, diante de uma legião de 13 milhões de desempregados e quase igual contingentes dos que ‘jogaram a
toalha’, sobrem vagas por falta de qualificação. Além de preparo, falta
motivação. E, com isso, cursos gratuitos de capacitação sequer são
frequentados!
Como a pandemia do coronavírus dá
sinais de que está sendo superada, é hora de um grande mutirão para vencer a devastadora
pandemia na educação. Sem negacionismos. É indispensável um pacto na sociedade
com suas lideranças, para trabalhar a cura desta chaga que, há mais de cinco
séculos, sangra sem cessar.
Num país em que se troca o ministro da
Educação a cada nove meses é difícil de dar certo no setor. Os níveis básico,
técnico e superior de ensino precisam dialogar. As ‘reformas’ não podem ser
como uma casa que se começa pelo teto ou paredes. Currículos, remunerações aos
docentes e estratégias pedagógicas têm de oferecer a mesma conectividade do 5G
que está chegando. Quando o Brasil completa 200 anos da dita independência que
ao menos comece ganhar como presente sua cidadania plena, associada à
capacidade de efetivo discernimentos. Por que não arrebentar o cabresto!?

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