quarta-feira, 27 de julho de 2022

AMEAÇA AO FUTURO

 

Corte orçamentário comprometerá os

investimentos e manutenção no IFFar

 

Tesouradas nas verbas podem comprometer ensino a
cerca de mil estudantes de nível médio e superior.

Se a situação não for revertida por ocasião da votação pelo Congresso da Lei Orçamentária Anual (LOA) da União, para o próximo ano, a área da educação sofrerá um duro baque em 2023. Um dos segmentos que serão diretamente impactados será o ligado aos Institutos Federais de Educação. Será o caso do IFFar (Instituto Federal Farroupilha) em São Borja, que ficará sem verbas para investimentos e até para serviços básicos de assistência estudantil.

Se a proposição orçamentária do governo federal não for alterada,  para o ano de 2023 prevê-se 12% a menos de recursos na comparação com  2022. “Se a previsão se confirmar, teremos sérias dificuldades para manter plenamente o funcionamento da nossa instituição”, alerta a sua administração. A assessoria de imprensa  informa que “já tivemos um bloqueio da verba orçamentária para este ano, em torno de 7,2%.“

O governo prepara agora outro corte geral no orçamento – o terceiro este ano -  para pagar os R$ 41 bilhões em auxílios, sem furar o teto de gasto.

 A mesma fonte de informação do Instituto Farroupilha acrescenta que “estamos conseguindo honrar nossos compromissos e continuamos oferecendo uma educação de qualidade, graças às economias realizadas no decorrer do ano de 2021.”


Novas obras de investimento programadas
poderão ficar inviabilizadas no próximo ano.

A situação é  preocupante para 2023 por não haver a  “gordura” atual. Se confirmados os cortes, “os serviços de custeio e principalmente de assistência estudantil, nos representarão um ano extremamente difícil”, acrescenta o IFFar. Além disso, também não haverá recursos para investimentos. São obras e a compra de equipamentos e  ainda outras melhorias de infraestrutura previstas para o campus.

 

Cursos previstos

 

Para a unidade de São Borja do Instituto Federal Farroupilha, agora para o segundo semestre deste ano estão previstos vários cursos de especialização. São capacitações na área de Desenvolvimento Regional. O enfoque será principalmente no Turismo e na Gastronomia.


Outra preocupação é poder seguir oferendo
cursos gratuitos de capacitação à comunidade.

Ainda são previstos  cursos online e gratuitos de curta duração. Estão entre eles os de Micro Empreendedor Individual (MEI), Assistente Administrativo, Produtor de Plantas Aromáticas e Programador de Dispositivos Móveis. Além disso, a continuidade poderá ter  acesso a projetos de ensino e de extensão.

 

Mais salas de aula

 

Em relação a novas obras, a previsão é de construção de prédios de salas de aula e de laboratórios para as unidades de Uruguaiana e de São Borja. Entretanto. essas novas instalações e investimentos poderão ficar inviáveis  em 2023. se falharem os recursos inicialmente programados.

Para o ano de 2024 o IFFar prevê oferecer para a comunidade são-borjense e regional o curso Técnico de Administração Integrado ao ensino médio integral. Dispor de receitas de apoio, porém, será fundamental.

 



Previsão é construir em São Borja e 

Uruguaiana, mas tudo fica incerto.

Uruguaiana: autonomia

 

O campus avançado de Uruguaiana está em processo avançado visando se tornar campus autônomo, deixando assim sua vinculação com a unidade de São Borja. Ações estão sendo aceleradas, para que a mudança ainda possa ocorrer este ano. Com mais autonomia, o campus de Uruguaiana, poderá, entre outras iniciativas, oferecer cursos superiores para aquela comunidade, algo que não ocorre atualmente.

Uma vez formalizado  este novo status, também serão necessários  novos investimentos e construções com recursos do Ministérios da Educação. O momento, com isso, é de expectativa e apreensão.

 

Missão em risco

 

Em pouco mais de uma década uma grande
infraestrutura atende às demandas regionais.

“Se os cortes de orçamento ocorrerem, “isso comprometerá a nossa missão de ofertar uma educação gratuita e de qualidade.” A preocupação engloba  possíveis privações à assistência aos estudantes, tanto em São Borja como em Uruguaiana.”  Em relação à assistência estudantil, o IFFar trabalha para garantir aos alunos benefícios como moradia,  alimentação, políticas de saúde, serviços de manutenção e conservação dos espaços utilizados.

Ainda são oferecidos diferentes tipos de bolsa-auxílio, auxilio de participação em projetos de pesquisa, ensino e extensão, bem como auxilio permanência.

“Com os cortes previstos, se implementados, talvez tenhamos que deixar de oferecer alguns destes serviços.” Se a hipótese se confirmar, o Instituto Farroupilha ressalta que “teremos de fazer escolhas.”

 

Rombo nacional

 

Com a previsão de um corte de R$ 300 milhões no orçamento dos institutos federais de ensino superior em 2023, toda a educação profissional gaúcha também será fortemente impactada. Os institutos do Rio Grande do Sul podem perder R$ 20 milhões, se não houver modificações no que foi informado recentemente pelo Ministério de Educação.

A projeção é que o orçamento para o próximo ano seja 12,6% menor do que a verba prevista em 2022, que ficou em R$ 163 milhões. Na previsão, o corte será de 8% no montante para custeio e  investimento zero no país. Como a tesoura afetará ainda a assistência estudantil, cerca de 22 mil estudantes espalhados em 16 municípios gaúchos serão diretamente afetados no Rio Grande do Sul.

 

Um comentário:

  1. Esses cortes, como esclarece o texto, é para pagar os R$ 41 bilhões em auxílios, sem furar o teto de gastos. Agora é com as instituições e a definições de prioridade. O mundo está em crise.

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