Polícia Federal redobra vigilância
para a segurança
dos candidatos
Especialistas de diversas áreas compartilham de uma
unanimidade em relação às eleições gerais de 2022 no Brasil: na
história nacional, será o pleito com maior
aparato e nível de cuidados de segurança em relação aos candidatos
à presidência da República. Eventos recentes no país levam a tal
circunstância e precaução. A polarização e o acirramento da disputa tem, provavelmente,
motivado sinais de alerta e atenções
preventivas redobradas.
A facada que atingiu o então candidato Jair Bolsonaro em setembro de
2018, no interior de Minas, parece ter iniciado uma escalada de violência,
ameaças e insegurança contra agentes políticos. Antes, no início daquele ano,
uma vereadora foi assassinada, no Rio, em circunstâncias
ainda não bem esclarecidas. Ainda em 2018 o ônibus de Lula foi atacado no
interior do Paraná.
Ataque a faca a Bolsonaro, em 2018,
marca início de escalada de violência.
Migrando para o período que antecede a eleição de 2022, são vários os
episódios reveladores de riscos e de preocupações. Como pré-candidato ou já
candidato confirmado a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva é alvo de
mais ataques. Em Minas, drones lançam produtos tóxicos e cheirando fezes e
urina. No Rio, um homem foi preso também depois de ataque. Já em Foz do Iguaçu
um militante petista foi morto por um apoiador de Bolsonaro, sendo denunciado
por homicídio.
Polícia se prepara
A Polícia Federal, responsável pela segurança dos candidatos a
presidente, confirma que a estará reforçada atenta ao longo da campanha, para
assegurar mais proteção. No total, mais de 300 agentes receberam treinamento na
PF e terão a função específica de cuidar dos candidatos e evitar tragédias ou
mesmo cerceamento do exercício democrático.
Mesmo antes de ser oficializado candidato,
Lula vem sendo alvo de ataques pelo país.
Cada candidato pode dispor de até 30 policiais exclusivamente para o
serviço de segurança pessoal. O número pode ser maior, se necessário. Quanto a
Bolsonaro, já no cargo do presidente e
candidato à reeleição, terá apoio assegurado pelo Gabinete de
Segurança Institucional da presidência da República (GSI).
Não considerando o que for gasto pelo GSI, será de R$ 57 milhões o
desembolso de apoio às ações da Polícia Federal. A instituição confirma que já
adquiriu equipamentos especiais específicos para a operação, além de
armamentos. Porta-vozes da PF confirmam que as atenções redobradas se
justificam pelos eventos mais recentes.
Polícias Militares
Esta ação da Polícia Federal
refere-se apenas à segurança dos candidatos a presidente. Quanto à segurança nos
locais de comícios e outras concentrações políticas será tarefa das Polícias
Militares em cada estado. Analistas chamam a atenção que tudo requer atenção,
de modo que a ação policial seja equânime em relação a todos os candidatos.
Estrategistas observam que o ambiente de medo ou de insegurança leva a
redefinir o formato das campanhas. A tendência é de que sejam realizadas
menos grandes concentrações de público. Com isso, este ano, os partidos e
coligações em sua maioria utilizarão mais as redes sociais e os programas de
rádio e TV.
Também entra em consideração o fato de que, em geral, mais civis estão
armados. Nos últimos tempos têm sido flexibilizadas as
regras para a aquisição de armamentos, alerta matéria jornalística do
portal g1.



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