quinta-feira, 28 de julho de 2022

VIOLÊNCIA NA CAMPANHA

Polícia Federal redobra vigilância

para a segurança dos candidatos

  


Especialistas de diversas áreas compartilham de uma unanimidade em relação às eleições gerais de 2022 no Brasil: na história nacional, será o pleito com  maior aparato e nível de cuidados de segurança em relação aos candidatos à presidência da República. Eventos recentes no país levam a tal circunstância e precaução. A polarização e o  acirramento da disputa tem, provavelmente, motivado sinais de alerta e  atenções preventivas  redobradas.

A facada que atingiu o então candidato Jair Bolsonaro em setembro de 2018, no interior de Minas, parece ter iniciado uma escalada de violência, ameaças e insegurança contra agentes políticos. Antes, no início daquele ano, uma  vereadora  foi assassinada, no Rio, em circunstâncias ainda não bem esclarecidas. Ainda em 2018 o ônibus de Lula foi atacado no interior do Paraná.



Ataque a faca a Bolsonaro, em  2018,
marca início de escalada de violência.

Migrando para o período que antecede a eleição de 2022, são vários os episódios reveladores de riscos e de preocupações. Como pré-candidato ou já candidato confirmado a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva é alvo de mais ataques. Em Minas, drones lançam produtos tóxicos e cheirando fezes e urina. No Rio, um homem foi preso também depois de ataque. Já em Foz do Iguaçu um militante petista foi morto por um apoiador de Bolsonaro, sendo denunciado por homicídio.

 

Polícia se prepara

 

A Polícia Federal, responsável pela segurança dos candidatos a presidente, confirma que a estará reforçada atenta ao longo da campanha, para assegurar mais proteção. No total, mais de 300 agentes receberam treinamento na PF e terão a função específica de cuidar dos candidatos e evitar tragédias ou mesmo cerceamento do exercício democrático.



Mesmo antes de ser oficializado candidato, 
Lula vem sendo alvo de ataques pelo país.

Cada candidato pode dispor de até 30 policiais exclusivamente para o serviço de segurança pessoal. O número pode ser maior, se necessário. Quanto a Bolsonaro,  já no cargo do presidente e candidato à reeleição, terá apoio assegurado pelo Gabinete de Segurança Institucional da presidência da República (GSI).

Não considerando o que for gasto pelo GSI, será de R$ 57 milhões o desembolso de apoio às ações da Polícia Federal. A instituição confirma que já adquiriu equipamentos especiais específicos para a operação, além de armamentos. Porta-vozes da PF confirmam que as atenções redobradas se justificam pelos eventos mais recentes.

 

Polícias Militares

 

Esta ação da  Polícia Federal refere-se apenas à segurança dos candidatos a presidente. Quanto à segurança nos locais de comícios e outras concentrações políticas será tarefa das Polícias Militares em cada estado. Analistas chamam a atenção que tudo requer atenção, de modo que a ação policial seja equânime em relação a todos os candidatos.

Estrategistas observam que o ambiente de medo ou de insegurança leva a redefinir o formato das campanhas. A tendência é de que sejam realizadas menos grandes concentrações de público. Com isso, este ano, os partidos e coligações em sua maioria utilizarão mais as redes sociais e os programas de rádio e TV.

Também entra em consideração o fato de que, em geral, mais civis estão armados. Nos últimos tempos têm sido flexibilizadas as

regras para a aquisição de armamentos, alerta matéria jornalística do portal g1.  

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