sexta-feira, 22 de julho de 2022

AQUECIMENTO GLOBAL

 Europa arde em chamas. Em países,

calor é o maior em mais de mil anos

(Imagens portal O Globo)

Há falta de bombeiros para combater as chamas.

Não há exceção. Todos os países europeus vivem uma severa e histórica onda de calor extremo. Mais do que as marcas recordes registradas, pior de tudo são as consequências. Saúde pública comprometida, perdas humanas, graves incêndios florestais e gigantescas perdas econômicas. Também nos Estados Unidos a situação é grave.

Com informações do jornal Folha de S. Paulo, é possível detalhar um pouco o senário caótico. Todos os países – ricos ou pobres para os padrões europeus – sofrem do mesmo modo. Entre especialistas, não há dúvidas: a gravidade do quadro é resultado do agravamento do do aquecimento global. E a previsão é de que eventos  como este, de calor extremo, secas severas ou ondas geladas, passam a ser mais frequentes. A Europa sofre muito por que, além impactantes consequências, o continente  está adequadamente preparado para enfrentar o frio, mas  não calor escaldante como o de agora.

Esta semana, a Inglaterra registrou temperaturas acima de 40 graus – a maior marca da sua história. Porém outros países próximos, como Portugal, registram mais de 47 graus. Medidas de emergência e em regime de cooperação começam a ser adotadas pela comunidade europeia como um todo.

 

Dilema humano e ambiental

 


Diante do caos, a busca de tudo pelo refresco.

Na maioria dos países europeus vidas vêm sendo perdidas ou fragilizadas por causa da onda de calor. Só na Espanha e em Portugal, são mais de 1,100 mortos, especialmente  pessoas mais idosas ou vulneráveis. Mesmo à noite os termômetros vão a 25ºC, situação que não permite que as casas se resfriem e seus residentes se recuperem.

Nos hospitais e serviços de emergência médica crescem os pedidos de socorro. A recomendação é para que as casas sejam mantidas fechadas, para que o calorão seja menos devastador no seu interior. A recomendação é para que trens, metrôs e outros veículos de transporte coletivo circulem menos e com menos passageiros, para evitar colapsos.

Trilhos de trem e o asfalto literalmente derretem. Ao contrário do Brasil, com clima tropical, na maioria das regiões, na Europa quase todas as  casas e serviços de transporte coletivo não têm ar condicionado. Como normalmente não há necessidade, há apenas serviços de ventilação.  Isso agrava ainda mais o quadro agora.



Disputa nas piscinas para enfrentar o calorão recorde.

Há países, como a Itália, em que regiões já registram colapso no abastecimento de energia elétrica, devido à grande demanda. Para piorar tudo, paralelamente também está acontecendo a invasão da Rússia à Ucrânia. Os europeus temem carência de combustíveis. Alguns deles passam a usar combustíveis fósseis, agravando a poluição.

Nas piscinas há filas das pessoas, refugiando-se na águar para minimizar o calor. Nas horas mais quentes do dia, porém, é preciso pagar para usar as piscinas. O pedido é para que os carros sejam sejam o usados a menos possível, para não agravar a elevação das temperaturas.

 

Os muitos prejuízos econômicos

 

Imensas áreas de campos e florestas ardem em chamas nos últimos dias e semanas. Faltam bombeiros de combate ao fogo. Como ser brigadista não garante grande remuneração, a situação torna-se ainda pior, pois os profissionais são escassos. Um das áreas econômicas diretamente afetadas é a agricultura. Serão grandes os prejuízos na safra de trigo. Os incêndios não poupam nem as plantações de oliveiras.  Criatórios registram numerosas mortes de animais, pela sede, o calor ou pela falta do que comer.



Também nos EUA, incêndios sob mais de 50º.

Em proporção um pouco menor, quadro parecido é igualmente verificado nos Estados Unidos. Na região da Califórnia os termômetros  passaram dos 55ºC, esta semana. Nos noticiários a catástrofe o assunto dominante em toda mídia. E os  especialistas alertam: a tendência é de mais eventos como este – mais severos e mais frequentes.

Um comentário:

  1. Aí vêm esses países culpar o Brasil pelas queimadas, desmatamentos ou o aquecimento global.

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