calor é o maior em mais de mil anos
(Imagens portal O Globo)
Não há exceção. Todos os países europeus vivem uma severa e
histórica onda de calor extremo. Mais do que as marcas recordes registradas, pior
de tudo são as consequências. Saúde pública comprometida, perdas humanas,
graves incêndios florestais e gigantescas perdas econômicas. Também nos Estados
Unidos a situação é grave.
Com informações do jornal Folha de S. Paulo, é possível detalhar
um pouco o senário caótico. Todos os países – ricos ou pobres para os padrões
europeus – sofrem do mesmo modo. Entre especialistas, não há dúvidas: a
gravidade do quadro é resultado do agravamento do do aquecimento global. E a
previsão é de que eventos como este, de
calor extremo, secas severas ou ondas geladas, passam a ser mais frequentes. A
Europa sofre muito por que, além impactantes consequências, o continente está adequadamente preparado para enfrentar o
frio, mas não calor escaldante como o de
agora.
Esta semana, a Inglaterra registrou temperaturas acima de 40 graus
– a maior marca da sua história. Porém outros países próximos, como Portugal, registram
mais de 47 graus. Medidas de emergência e em regime de cooperação começam a ser
adotadas pela comunidade europeia como um todo.
Dilema humano e ambiental
Na maioria dos países europeus vidas vêm sendo perdidas ou
fragilizadas por causa da onda de calor. Só na Espanha e em Portugal, são mais
de 1,100 mortos, especialmente pessoas
mais idosas ou vulneráveis. Mesmo à noite os termômetros vão a 25ºC, situação
que não permite que as casas se resfriem e seus residentes se recuperem.
Nos hospitais e serviços de emergência médica crescem os pedidos
de socorro. A recomendação é para que as casas sejam mantidas fechadas, para
que o calorão seja menos devastador no seu interior. A recomendação é para que
trens, metrôs e outros veículos de transporte coletivo circulem menos e com
menos passageiros, para evitar colapsos.
Trilhos de trem e o asfalto literalmente derretem. Ao contrário do
Brasil, com clima tropical, na maioria das regiões, na Europa quase todas as casas e serviços de transporte coletivo não têm
ar condicionado. Como normalmente não há necessidade, há apenas serviços de
ventilação. Isso agrava ainda mais o
quadro agora.
Há países, como a Itália, em que regiões já registram colapso no
abastecimento de energia elétrica, devido à grande demanda. Para piorar tudo, paralelamente
também está acontecendo a invasão da Rússia à Ucrânia. Os europeus temem
carência de combustíveis. Alguns deles passam a usar combustíveis fósseis,
agravando a poluição.
Nas piscinas há filas das pessoas, refugiando-se na águar para minimizar
o calor. Nas horas mais quentes do dia, porém, é preciso pagar para usar as
piscinas. O pedido é para que os carros sejam sejam o usados a menos possível, para
não agravar a elevação das temperaturas.
Os muitos prejuízos econômicos
Imensas áreas de campos e florestas ardem em chamas nos últimos
dias e semanas. Faltam bombeiros de combate ao fogo. Como ser brigadista não
garante grande remuneração, a situação torna-se ainda pior, pois os profissionais
são escassos. Um das áreas econômicas diretamente afetadas é a agricultura.
Serão grandes os prejuízos na safra de trigo. Os incêndios não poupam nem as
plantações de oliveiras. Criatórios registram
numerosas mortes de animais, pela sede, o calor ou pela falta do que comer.
Em proporção um pouco menor, quadro parecido é igualmente
verificado nos Estados Unidos. Na região da Califórnia os termômetros passaram dos 55ºC, esta semana. Nos
noticiários a catástrofe o assunto dominante em toda mídia. E os especialistas alertam: a tendência é de mais
eventos como este – mais severos e mais frequentes.




Aí vêm esses países culpar o Brasil pelas queimadas, desmatamentos ou o aquecimento global.
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