quarta-feira, 20 de julho de 2022

ELEIÇÔES 2022

 

Para garantir o voto, primeiro

 será preciso convencer eleitor

 


Mesmo que mal-faladas por algiuns,
urnas eletrônicas garantirão o pleito.

Pouco mais de dois meses nos separam das eleições gerais de 2 de outubro no país. A campanha vem de longe, por seus vários subterfúgios, mas oficialmente agora é que começa para valer, após as convenções partidárias. Não há nenhuma garantia, mas o desejável é que o eleitor seja motivado e convencido por propostas concretas e exequíveis, assim como por  condutas éticas e respeitosas, sem maquiagens e  promessas.  Do contrário, muita gente não vota ou desperdiça este exercício.

Por ocasião das eleições presidenciais no Brasil em 2018, no segundo turno, dos eleitores aptos a votar  20% não compareceram às urnas.  Se somada esta abstenção – a maior desde 1998 – aos votos brancos e nulos, 42 milhões de brasileiros optaram por não escolher nenhum dos candidatos. Esse imenso contingente correspondeu  a 28% de todos os eleitores habilitados. O número,  portanto, ecoa como um eloquente alerta para  a nova disputa, este ano.

Desde 2006 a abstenção vem crescendo no Brasil. Naquele ano, chegou a 16,8% dos eleitores, e foi gradativamente aumentando. Em 2014, nas eleições presidenciais, atingiu a 19,4%.  É nas maiores cidades do país que os números são mais expressivos, passando de  17,2% para 21,6% no período entre 2006 e 2018.

Em São Paulo, principal colégio eleitoral,  a ausência às urnas foi de 19,5 para 21,5%. Isso significa que mais de 7 milhões de eleitores não votaram. É quase todo o eleitorado gaúcho.  Nas eleições para o Senado a debandada é ainda maior.

 

Por que o desencanto?

 

Eleitor questiona e quer soluções. 
Que Brasil, afinal, sairá do pleito?

Estudos técnicos mostram que alguns fatores explicam o crescimento do que muitos chamam de  alienação eleitoral. O baixo nível educacional  é uma das razões principais para  o não  comparecimento às urnas. Eleitores com educação superior participam até três vezes mais do que os de baixa escolaridade.

Os jovens até os 24 anos são os eleitores que acumulam maiores índices de  não  comparecimento para votar. Os eleitores de  16 e 17 anos chegaram  ao menor patamar em três décadas.

 Em resposta a esta conjuntura, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desenvolveu campanhas de alistamento dos jovens. Com apoio de   artistas e  de outros influenciadores,  a corte eleitoral conseguiu ampliar, no início do ano, o grupo dos jovens votantes.  O número, porém, já foi bem maior.

Os eleitores são vistos como desmotivados, desencantados. Apesar disso, mesmo assim com suas atitudes eles verbalizam o desejo de campanhas mais propositivas, com menos hostilidade e com a garantia de que seus pleitos possam ser atendidos.

 

Desafio aos candidatos

 


ncer legião de eleitores que os reprova.
Líderes nas pesquisas, Lula e Bolsonaro têm

Apesar do alegado desinteresse e alienação do eleitor, é certo que os candidatos estão sendo desafiados a ‘mostrar serviço.’  Líderes nas pesquisas de intenções de voto, Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro têm pela frente o desafio de motivar e convencer.  Recente pesquisa mostra que 28% dos eleitores disseram que não votariam em nenhum  dos dois. Portanto,  reverter este quadro implica em apresentar propostas consistentes. É a palavra de ordem.

Isso não serve de consolo, mas na América Latina temos um outro dado revelador. Em recente eleição na Colômbia, com voto facultativo,  foi registrado 45% de ausência às urnas.  Outra constatação é que o eleitor é pragmático: muda com facilidade da direita para a  esquerda e vice-versa.

O professor e jornalista Leandro Comassetto, diretor do curso de Jornalismo na Unipampa em São Borja, tem posição firmada a respeito. “Se determinado candidato eleito não entrega ações prometidas à sociedade, o eleitorado troca o escolhido no pleito seguinte”, diz ele.  Isso explicaria as migrações frequentes que vêm sendo registradas no campo ideológico.

 


Comassetto: eleitor troca de candidato
quando não atende às suas expectativas.

 Baixa renovação

 

O economista e advogado Bruno Carazza, autor de "Dinheiro, Eleições e Poder", falando à GZH,  disse que "a tendência é de que os velhos métodos da política estejam de volta." Ele observa que, depois de uma grande renovação no Congresso no pleito passado, agora serão bem menores as mudanças. Isto por que antigos líderes políticos retomaram seus espaços e vão permanecer.

O especialista diz que essa nova e atual correlação de forças uniu parlamentares, governantes e grandes empresários. Os muitos recursos dos fundos partidário e eleitoral turbinaram o poder de fogo e permanência desses antigos líderes políticos. Assim, o Palácio do Planalto, já diretamente dependente do Congresso continuará a reboque dos parlamentares, prevê Corazza.

2 comentários:

  1. A lógica de um sistema pendular quando o assunto é eleitor, não se verificará nestas eleições. Os 57 milhões de brasileiros que apostaram em Bolsonaro vão confirmar sua escolha,

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  2. ... basta ver a quantidade de apoiadores que vão às ruas aplaudir o presidente. Por outro lado, Lula, a despeito das pesquisas, não consegue arrebanhar militantes como antigamente, muitos envergonhados com o seu passado recente. Mas, com certeza, será uma corrida interessante corrida entre duas propostas completamente antagônicas.

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