quarta-feira, 16 de novembro de 2022

POPULAÇÃO

 

Já somos 8 bilhões no planeta

 


Com população recorde, desafio no mundo
é garantir serviços básicos, como alimentação e saúde.

De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), nesta terça-feira, 15, a população mundial alcançou à marca histórica de 8 bilhões de pessoas.  Na semana em que se encerra no Egito a 27ª Conferência do Clima, o número remete ao desafio em escala global em áreas essenciais como educação, saúde, alimentação, meio ambiente e combate à pobreza. A atual marca é registrada, mesmo que o crescimento populacional esteja ocorrendo em ritmo mais lento, a partir de 1950, eeja na média de 1% ao ano.

A ONU projeta que a população no planeta atinja 8,5 bilhões em 2030 e a 9,7 bilhões em 2050. A organização também prevê que em 2023hoje  a Índia deverá superar a China em população, hoje o país mais populoso do mundo. Outra projeção é de que o pico de crescimento no planeta fique em cerca de10,4 bilhões de pessoas durante a década de 2080, permanecendo nesse patamar até 2100.

“Esta é uma ocasião para celebrar nossa diversidade, reconhecer nossa humanidade e admirar os avanços na saúde que aumentaram a longevidade e reduziram drasticamente as taxas de mortalidade materno-infantil”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, por meio de comunicado. “Ao mesmo tempo, é um lembrete sobre a nossa responsabilidade compartilhada de cuidar de nosso planeta. É também um momento para refletir que ainda estamos aquém dos nossos compromissos com o outro”, acrescenta.

 O relatório também afirma que a fecundidade caiu acentuadamente nas últimas décadas em muitos países. Atualmente, dois terços da população global vive em um país ou região onde a fecundidade ao longo da vida está abaixo de 2,1 nascimentos por mulher. O  nível necessário é um crescimento zero a longo prazo.

Estima-se que as populações de 61 países diminuam 1% ou mais entre 2022 e 2050. Isso ocorrerá devido aos baixos níveis de fecundidade e, em alguns casos, às elevadas taxas de emigração.

O levantamento aponta que mais da metade do aumento projetado da população global até 2050 estará concentrado em oito países: República Democrática do Congo, Egito, Etiópia, Índia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e República Unida da Tanzânia. A estimativa é de que os países da África Subsaariana contribuam com mais da metade do aumento previsto até 2050.

O rápido crescimento populacional torna mais difícil erradicar a pobreza, combater a fome e a desnutrição e aumentar a cobertura dos sistemas de saúde e educação, alerta a ONU. Por outro lado, alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente aqueles relacionados à saúde, educação e igualdade de gênero, contribuirá para reduzir os níveis de fertilidade e para desacelerar o crescimento da população global.

O relatório indica que na maioria dos países da África Subsaariana, além de partes da Ásia e da América Latina e Caribe, a parcela da população em idade ativa, compreendida entre 25 e 64 anos, vem aumentando devido às recentes reduções de fecundidade. A mudança na distribuição etária oferece uma oportunidade para o crescimento econômico acelerado per capita, conhecido como “dividendo demográfico”.

A parcela da população global com 65 anos ou mais deverá aumentar de 10% em 2022 para 16% em 2050.

A ONU orienta que países com populações idosas devem adaptar seus programas públicos para o número crescente de pessoas mais velhas, implementando cuidados de saúde universais e sistemas de cuidados de longo prazo. Também é preciso melhorar a sustentabilidade dos programas de previdência social e de aposentadoria. A expectativa de vida global ao nascer atingiu 72,8 anos em 2019, uma melhoria de quase nove anos desde 1990. (Com base no Com informações das Nações Unidas)

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