Já somos 8 bilhões no planeta
A ONU projeta que a população no planeta atinja 8,5
bilhões em 2030 e a 9,7 bilhões em 2050.
A organização também prevê que em 2023hoje a Índia deverá superar a China em
população, hoje o país mais populoso do mundo. Outra projeção é de que o pico
de crescimento no planeta fique em cerca de10,4 bilhões de pessoas durante a
década de 2080, permanecendo nesse patamar até 2100.
“Esta é uma
ocasião para celebrar nossa diversidade, reconhecer nossa humanidade e admirar
os avanços na saúde que aumentaram a longevidade e reduziram drasticamente
as taxas de mortalidade materno-infantil”, disse o secretário-geral da ONU,
António Guterres, por meio de comunicado. “Ao mesmo tempo, é um lembrete sobre
a nossa responsabilidade compartilhada de cuidar de nosso planeta. É também um
momento para refletir que ainda estamos aquém dos nossos compromissos com o
outro”, acrescenta.
O relatório
também afirma que a fecundidade caiu acentuadamente nas últimas
décadas em muitos países. Atualmente, dois terços da população global vive em
um país ou região onde a fecundidade ao longo da vida está abaixo de 2,1
nascimentos por mulher. O nível necessário
é um crescimento zero a longo prazo.
Estima-se que as
populações de 61 países diminuam 1% ou mais entre 2022 e 2050. Isso ocorrerá devido
aos baixos níveis de fecundidade e, em alguns casos, às elevadas taxas de
emigração.
O levantamento
aponta que mais da metade do aumento projetado da população global até 2050
estará concentrado em oito países: República Democrática do Congo, Egito,
Etiópia, Índia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e República Unida da
Tanzânia. A estimativa é de que os países da África Subsaariana contribuam com
mais da metade do aumento previsto até 2050.
O rápido
crescimento populacional torna mais difícil erradicar a pobreza, combater a
fome e a desnutrição e aumentar a cobertura dos sistemas de saúde e educação,
alerta a ONU. Por outro lado, alcançar os Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável, especialmente aqueles relacionados à saúde, educação e igualdade
de gênero, contribuirá para reduzir os níveis de fertilidade e para desacelerar
o crescimento da população global.
O relatório
indica que na maioria dos países da África Subsaariana, além de partes da Ásia e
da América Latina e Caribe, a parcela da população em idade ativa, compreendida
entre 25 e 64 anos, vem aumentando devido às recentes reduções de fecundidade.
A mudança na distribuição etária oferece uma oportunidade para o crescimento
econômico acelerado per capita, conhecido como “dividendo demográfico”.
A parcela da
população global com 65 anos ou mais deverá aumentar de 10% em 2022 para 16% em
2050.
A ONU orienta que
países com populações idosas devem adaptar seus programas públicos para o
número crescente de pessoas mais velhas, implementando cuidados de saúde
universais e sistemas de cuidados de longo prazo. Também é preciso melhorar
a sustentabilidade dos programas de previdência social e de aposentadoria.
A expectativa de vida global ao nascer atingiu 72,8 anos em 2019, uma melhoria
de quase nove anos desde 1990. (Com base no Com informações das Nações Unidas)

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