quarta-feira, 9 de novembro de 2022

UM DOS DESAFIOS

 

Saúde: futuro governo federal terá que

arranjar R$ 23 bilhões só ações básicas

                               



Equipes de apoio, incluindo a de transição, trabalham para assegurar os recursos em falta e necessários para implementar  ações básicas assumidas como  como compromisso de  campanha, para 2023, pelo futuro governo federal. Entre essas ações, estão a distribuição de medicamentos de rotina através do Sistema Único de Saúde (SUS), a retomada das Farmácias Populares, os programas de vacinação,  o equacionamento das demandas reprimidas e filas para consultas,  exames e cirurgias e ainda a adoção de prontuários médicos eletrônicos, associados à telemedicina. Os cálculos de estudos técnicos indicam  a necessidade de pelo menos R$ 23 bilhões para a entrega desses serviços.

Um montante dessa ordem – R$ 22,7 bilhões – corresponde ao corte à área de saúde no projeto orçamentário até agora definido. Uma das alternativas para suprir a falta é que a verba  possa sair, por exemplo, através da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da transição de governo. A intenção é promover o fortalecimento do SUS, sistema que atende a mais de 150 milhões de pessoas no Brasil e que ficou sobrecarregado na pandemia.

Outra prioridade é incrementar o programa Mais Médicos e a previsão, desta vez, é de não utilização de  profissionais cubanos. Informa a equipe de transição que a chegada de Simone Tebet como apoiadora na campanha contribui para fortalecer algumas ações e demandas.

Em relação à imunização no país, o corte inicialmente previsto no orçamento é de R$ 5 bilhões. A ideia é vacinar principalmente as crianças. Contra a poliomielite, em 2015, a cobertura vacinal foi de 98%. Ultimamente está na faixa de 65%. O governo atual também anunciou campanha em parceria com estados e municípios.




Quanto à Farmácia Popular, fornece medicamentos gratuitos ou até 90% mais baratos. São remédios para diabetes e hipertensão, por exemplo, que estão entre as doenças que mais matam. Entretanto são necessários desde os remédios mais básicos a coquetéis como os da Aids.

A ideia é de promover mutirões para atender às demandas represadas. Considerando a escassez de recursos, uma das alternativas é a realização de parcerias com a iniciativa pribada. Esse valor de R$ 23 bilhões supriria a demanda somente para o próximo ano na saúde.

Nenhum comentário:

Postar um comentário