Saúde: futuro governo federal terá que
arranjar R$ 23 bilhões só ações básicas
Equipes
de apoio, incluindo a de transição, trabalham para assegurar os recursos em
falta e necessários para implementar ações básicas assumidas como como compromisso de campanha, para 2023, pelo futuro governo
federal. Entre essas ações, estão a distribuição de medicamentos de rotina
através do Sistema Único de Saúde (SUS), a retomada das Farmácias Populares, os
programas de vacinação, o equacionamento
das demandas reprimidas e filas para consultas, exames e cirurgias e ainda a adoção de
prontuários médicos eletrônicos, associados à telemedicina. Os cálculos de
estudos técnicos indicam a necessidade
de pelo menos R$ 23 bilhões para a entrega desses serviços.
Um
montante dessa ordem – R$ 22,7 bilhões – corresponde ao corte à área de saúde
no projeto orçamentário até agora definido. Uma das alternativas para suprir a
falta é que a verba possa sair, por
exemplo, através da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da transição de
governo. A intenção é promover o fortalecimento do SUS, sistema que atende a
mais de 150 milhões de pessoas no Brasil e que ficou sobrecarregado na pandemia.
Outra
prioridade é incrementar o programa Mais Médicos e a previsão, desta vez, é de
não utilização de profissionais cubanos.
Informa a equipe de transição que a chegada de Simone Tebet como apoiadora na
campanha contribui para fortalecer algumas ações e demandas.
Em
relação à imunização no país, o corte inicialmente previsto no orçamento é de
R$ 5 bilhões. A ideia é vacinar principalmente as crianças. Contra a
poliomielite, em 2015, a cobertura vacinal foi de 98%. Ultimamente está na
faixa de 65%. O governo atual também anunciou campanha em parceria com estados
e municípios.
Quanto
à Farmácia Popular, fornece medicamentos gratuitos ou até 90% mais baratos. São
remédios para diabetes e hipertensão, por exemplo, que estão entre as doenças
que mais matam. Entretanto são necessários desde os remédios mais básicos a
coquetéis como os da Aids.
A
ideia é de promover mutirões para atender às demandas represadas. Considerando
a escassez de recursos, uma das alternativas é a realização de parcerias com a
iniciativa pribada. Esse valor de R$ 23 bilhões supriria a demanda somente para
o próximo ano na saúde.


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