Bem mais do que uma casa de
idosos, é um lar de dignidades
Uma instituição com quase 80 anos de história.
No Asuko: uma il e no mundo, vive-se cada vez mais.
O ganho, porém, dessa maior longevidade não pode apenas ser medido pela
cronologia dos anos. A velhice precisa, sobretudo, de acolhimento, respeito,
proteção e empatias. Assim é que os lares de longa permanência têm de colocar
em prática estas múltiplas missões Em
São Borja, o Asilo São Vicente de Paula é um emblemático exemplo, exatamente
com este perfil. Então, bem mais do que uma simples casa para idosos, a
instituição é um lar que, permanentemente, resgata, oferece e aprimora
dignidades.
A
atual presidente do asilo, Terezinha Martins, observa que a procura sempre além
da capacidade de vagas “dá bem uma ideia em relação à qualidade dos serviços oferecidos.”
O critério primordial para a confirmação
de uma vaga é a vontade e a disposição do idoso em concordar com o acolhimento
disponibilizado. Surgindo a oportunidade de ingresso, a pessoa passa por um
processo de avaliação, de entrevista e/ou visita domiciliar para a posterior
inserção.
Diz a presidente que “o mais frequente que
nos tem chegado ao asilo são idosos em situação de abandono, que moram há muito
tempo sozinhos. Ela acrescenta que, não raro,
os idosos não constituem família, chegando à velhice sem condições de
autogestão da própria vida e sobrevivência.” O esforço desenvolvido, então, é
para oferecer a família que a pessoa não tem.
Pandemia: restrições
Atualmente,
o Asilos São Vicente de Paula conta 68 idosos acolhidos. Durante a pandemia da
Covid, um total de 71 vagas foi posto à disposição. “As três vagas extras
foram disponibilizadas em função de
eventual necessidade de quarto de isolamento”, explica a dirigente.
Já há
pelo menos um ano e meio, devido ao Coronavírus, foi necessário adotar
protocolos de proteção, evitando aglomerações. A partir do início da pandemia, a estratégia
foi cancelar a realização de todos os eventos externos normalmente realizados.
Os trabalhos voluntários de apoio e estágios também ficaram prejudicados.
As
ações têm ficado restritas apenas à circulação dos funcionários da entidade e
que trabalham diretamente com os idosos. “O prejuízo de um maior convívio
social é compensado com a redução dos riscos de contágio e de proteção à saúde dos nossos internos”, diz Terezinha
Martins.
A
dirigente ressalta, contudo, o quanto esse movimento externo fez e faz falta
aos idosos.” Ainda assim, as restrições têm de continuar, pois seguimos em
pandemia.
A presidente observa, ainda, que a população de São
Borja compreendeu o momento atípico “e
sempre nos está ajudando das formas
possíveis.”
Desafio permanente
Da
aposentadoria ou outros benefícios dos idosos, 70% dos recursos vão para a
própria manutenção. Outra fonte de apoio é um convênio com a Prefeitura de São Borja. A ação
contribui financeiramente para garantir vaga a 15 idosos, encaminhados pela
Secretaria Municipal de Desenvolvimento
Social (SMDS).
Outra
alternativa de apoio são projetos de captação de recursos por meio de editais.
“Apesar dessas fontes de receitas, o dinheiro é sempre escasso para as muitas
demandas”, diz a gestora da instituição. Ela prefere não citar nomes, “para não
correr o risco de esquecer alguém”, mas
são muitas as pessoas e empresas do município que contribuem com a causa dos velhinhos. São
auxílios que atendem boa parte das demandas.
Da Prefeitura,
além dos 15 leitos oferecidos, também é prestado serviço de fisioterapia. Outro
aporte de verba permanente é um repasse mensal do FNAS (Fundo Nacional de
Assistência Social.)
Como o
asilo é uma Instituição de longa permanência aos idosos em situação de
vulnerabilidade social e presta um serviço de acolhimento, de cuidados, de saúde,
alimentação, higiene e recreação, é natural que muitos recursos financeiros
sejam necessários. O trabalho de seleção e acolhimento é, também, um processo
demorado.
Mutirão e investimentos
A equipe
de trabalho do asilo é composta um grupo multisetorial de atividades. São 15 cuidadoras, duas cozinheiras, um
motorista, um auxiliar de lavanderia, um cabeleireiro, um auxiliar de
enfermagem, uma técnica de enfermagem, uma assistente social, uma enfermeira, uma
recreacionista, um fisioterapeuta, uma nutricionista e uma psicóloga. São 27 no total.
Com atividades desde 12 de dezembro de 1944,
o Asilo São Vicente de Paula tem instalações antigas, mas em boas condições,
localizado na avenida Júlio Tróis. Uma ação de filantropia da comunidade, este
ano, possibilitou a revitalização das instalações. A casa, com isso, está de
cara nova.
Uma
iniciativa do proprietário da Casa das Tintas garantiu, inicialmente, todo o
material necessário a uma nova pintura do prédio. Em seguida, a comunidade sensibilizou-se com a causa e ofereceu, gratuitamente, todo o serviços de pintura. “Foi
uma experiência linda e nossa instituição é
imensamente grata”, comemora e agradece Terezinha Martins.
A nova
diretoria está qualificando os espaços físicos. Realizou a reforma dos
corredores, incluindo pintura e troca de pisos. Logo fará a colocação de placas
de energia solar por meio de projeto do Fundo Social do Idoso, verba destinada
em declarações do imposto de Renda. Outros projetos estão em andamento para a
melhoria de outros espaços, visando ao bem estar dos idosos.
Todas
as instalações estão de acordo com os padrões estabelecidos pela Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Essas instalações incluem refeitório amplo e arejado, quartos
coletivos e individuais, banheiros adaptados, cozinha, dispensa, ambulatório,
centro clínico, secretaria, sala ampla de recreação, barbearia, depósito,
lavanderia e outras unidades de apoio.
Equipe
executiva
A equipe executiva do Asilo São Vicente de
Paula é composta por uma diretoria eleita a cada dois anos. Conta com os
seguintes membros: presidente, vice-presidente, adjunto geral, tesoureira, secretária
e Comissão de Contas.
A atual
presidente, Terezinha Martins., j[a desenvolveu outras ações comunitárias. Foi
a primeira mulher eleita presidente do
Lions Clube em São Borja no ano de 2004. Depois, assumiu mais dois mandado, em 2017 e 2019. O trabalho
de voluntário também teve atuação no albergue Criança Feliz em 2002. Mãe de três
filhos, diz que nas horas vagas “adoro cozinhar.”







Parabéns a administração do Asilo São Vicente de Paula pelo relevante trabalho realizado em nossa cidade!
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