quinta-feira, 23 de setembro de 2021

ASILO SÃO VICENTE DE PAULA

 

Bem mais do que uma casa de

idosos, é um lar de dignidades

 

 

Uma instituição com quase 80 anos de história.

   No Asuko: uma  il e no mundo, vive-se cada vez mais. O ganho, porém, dessa maior longevidade não pode apenas ser medido pela cronologia dos anos. A velhice precisa, sobretudo, de acolhimento, respeito, proteção e empatias. Assim é que os lares de longa permanência têm de colocar em prática estas múltiplas missões  Em São Borja, o Asilo São Vicente de Paula é um emblemático exemplo, exatamente com este perfil. Então, bem mais do que uma simples casa para idosos, a instituição é um lar que, permanentemente, resgata, oferece e aprimora dignidades.

       A atual presidente do asilo, Terezinha Martins, observa que a procura sempre além da capacidade de vagas “dá bem uma ideia em relação à qualidade dos serviços oferecidos.”  O critério primordial para a confirmação de uma vaga é a vontade e a disposição do idoso em concordar com o acolhimento disponibilizado. Surgindo a oportunidade de ingresso, a pessoa passa por um processo de avaliação, de entrevista e/ou visita domiciliar para a posterior inserção.

     Diz a presidente que “o mais frequente que nos tem chegado ao asilo são idosos em situação de abandono, que moram há muito tempo sozinhos. Ela acrescenta que, não raro,  os idosos não constituem família, chegando à velhice sem condições de autogestão da própria vida e sobrevivência.” O esforço desenvolvido, então, é para oferecer a família que a pessoa não tem.

                 Pandemia: restrições

 


Oandemia restrições muitas ações, mas...



... asilados seguiram com permanente apoio.

        Atualmente, o Asilos São Vicente de Paula conta 68 idosos acolhidos. Durante a pandemia da Covid, um total de 71 vagas foi posto à disposição. “As três vagas extras foram  disponibilizadas em função de eventual necessidade de quarto de isolamento”, explica a dirigente.

        Já há pelo menos um ano e meio, devido ao Coronavírus, foi necessário adotar protocolos de proteção, evitando aglomerações.  A partir do início da pandemia, a estratégia foi cancelar a realização de todos os eventos externos normalmente realizados. Os trabalhos voluntários de apoio e estágios também ficaram prejudicados.

       As ações têm ficado restritas apenas à circulação dos funcionários da entidade e que trabalham diretamente com os idosos. “O prejuízo de um maior convívio social é compensado com a redução dos riscos de contágio e de proteção à  saúde dos nossos internos”, diz Terezinha Martins.

     A dirigente ressalta, contudo, o quanto esse movimento externo fez e faz falta aos idosos.” Ainda assim, as restrições têm de continuar, pois seguimos em pandemia.

A presidente observa, ainda, que a população de São Borja compreendeu o  momento atípico “e sempre nos está ajudando  das formas possíveis.”

       

       Desafio permanente



 Recursos da comunidade e de 

outras fontes garantem manutenções. 

     Da aposentadoria ou outros benefícios dos idosos, 70% dos recursos vão para a própria manutenção. Outra fonte de apoio é um  convênio com a Prefeitura de São Borja. A ação contribui financeiramente para garantir vaga a 15 idosos, encaminhados pela Secretaria Municipal de  Desenvolvimento Social (SMDS).

        Outra alternativa de apoio são projetos de captação de recursos por meio de editais. “Apesar dessas fontes de receitas, o dinheiro é sempre escasso para as muitas demandas”, diz a gestora da instituição. Ela prefere não citar nomes, “para não correr o risco de  esquecer alguém”, mas são muitas as pessoas e empresas do município  que contribuem com a causa dos velhinhos. São auxílios que atendem boa parte das demandas.

       Da Prefeitura, além dos 15 leitos oferecidos, também é prestado serviço de fisioterapia. Outro aporte de verba permanente é um repasse mensal do FNAS (Fundo Nacional de Assistência Social.)

       Como o asilo é uma Instituição de longa permanência aos idosos em situação de vulnerabilidade social e presta um serviço de acolhimento, de cuidados, de saúde, alimentação, higiene e recreação, é natural que muitos recursos financeiros sejam necessários. O trabalho de seleção e acolhimento é, também, um processo demorado.

     

   Mutirão e investimentos

      


Assistência, proteção, respeito e dignidade.

     A equipe de trabalho do asilo é composta um grupo multisetorial de atividades.  São 15 cuidadoras, duas cozinheiras, um motorista, um auxiliar de lavanderia, um cabeleireiro, um auxiliar de enfermagem, uma técnica de enfermagem, uma assistente social, uma enfermeira, uma recreacionista, um fisioterapeuta, uma nutricionista e uma  psicóloga. São 27 no total.

     Com atividades desde 12 de dezembro de 1944, o Asilo São Vicente de Paula tem instalações antigas, mas em boas condições, localizado na avenida Júlio Tróis. Uma ação de filantropia da comunidade, este ano, possibilitou a revitalização das instalações. A casa, com isso, está de cara nova.

     Uma iniciativa do proprietário da Casa das Tintas garantiu, inicialmente, todo o material necessário a uma nova pintura do prédio. Em seguida, a comunidade  sensibilizou-se com a causa e ofereceu,  gratuitamente, todo o serviços de pintura. “Foi uma experiência linda e nossa instituição é  imensamente grata”, comemora e agradece Terezinha Martins.

       A nova diretoria está qualificando os espaços físicos. Realizou a reforma dos corredores, incluindo pintura e troca de pisos. Logo fará a colocação de placas de energia solar por meio de projeto do Fundo Social do Idoso, verba destinada

em declarações do imposto de Renda.  Outros projetos estão em andamento para a melhoria de outros  espaços,  visando ao bem estar dos idosos.

       Todas as instalações estão de acordo com os padrões estabelecidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Essas instalações  incluem refeitório amplo e arejado, quartos coletivos e individuais, banheiros adaptados, cozinha, dispensa, ambulatório, centro clínico, secretaria, sala ampla de recreação, barbearia, depósito, lavanderia e outras unidades de apoio.  

 

      Equipe executiva

 

Terezinha Martins: antes 
de ser presidente do Assilo,  
dirigiu o Lions Clube

     A equipe executiva do Asilo São Vicente de Paula é composta por uma diretoria eleita a cada dois anos. Conta com os seguintes membros: presidente, vice-presidente, adjunto geral, tesoureira, secretária e  Comissão de Contas.

    A atual presidente, Terezinha Martins., j[a desenvolveu outras ações comunitárias. Foi a primeira mulher eleita  presidente do Lions Clube em São Borja no ano de 2004. Depois,  assumiu mais dois mandado, em 2017 e 2019. O trabalho de voluntário também teve atuação no albergue Criança Feliz em 2002. Mãe de três filhos, diz que nas horas vagas “adoro cozinhar.”

 


Instalações antigas, mas em boas

condições e aprovadas pela Anvisa.

Um comentário:

  1. Parabéns a administração do Asilo São Vicente de Paula pelo relevante trabalho realizado em nossa cidade!

    ResponderExcluir