domingo, 26 de setembro de 2021

SUPERANDO A PANDEMIA

 

A importância da

volta da ‘Rondinha’

 



São Borja celebra a festa do natiivismo.

       Alberi Cogo

 

         Valeu a pena o longo tempo de espera. A realização da 29ª edição do festival Ronda de São Pedro, neste final de semana, atendeu e até foi além das expectativas. Não apenas por sinalizar a superação da pandemia, mas, sobretudo, por ter sido um dos eventos mais qualificados da sua trajetória, até aqui. Se o repórter não esteve presente e lhe faltam detalhes, ainda assim cabe o registro de ter acompanhado à distância uma das maiores festas do nativismo em São Borja.

       O resultado final do festival é, emblematicamente, representativo. A definição dos avaliadores – Gujo Teixeira, Odemar Gnegardt, Vantuir Cáceres, Marinez Siqueira e Amigo Souza -, conferindo a catarinenses o prêmio principal do certame musical, consolida a maturidade são-borjense além das fronteiras do Rio Grande do Sul. A composição ‘Poema pra quem é de campo’, de Daniel Silva e sua parceria, da cidade de Lages, consagra a ‘Rondinha’ como mostra cultural maiúscula, densa e pluralmente diversificada.  Não é por acaso, aliás, que o mesmo trabalho garantiu a Otávio Lisboa o destaque de Melhor Letra e a Frederico Cardoso, o de Melhor Melodia.

      A espera também valeu pelos retornos de ícones como Nenito Sarturi e Analise Severo (escolhida melhor intérprete e como defensora do 2º lugar - ‘Pai nosso’) . Retorno premiado, ainda, de Adair de Freitas (consagrado como 3º lugar com ‘Milonga, alma e coração’.

        O Centro Nativista  Boitatá, promotor do Ronda, tem razões igualmente para comemorar os demais prêmios em um orçamento de R$ 170 mil, assegurado pela lei estadual de incentivo à cultura. É preciso então festejar os prêmios de Música Mais Popular (João Carlos Silva e seus compositores, em ‘As garras da feras’). Do mesmo modo que é necessário celebrar ‘Tapera, campo e destino’, eleita como Melhor Arranjo, enquanto Renato Fagundes foi premiado como Melhor Instrumentista.

     Ainda é preciso comemorar os apoios empreendidos por empresários , Prefeitura e Câmara de Vereadores à realização da programação, nas noites de 24 e 25. Festejar igualmente o retorno do público, libertando-se do Coronavírus. Os festivais nativistas normalmente não reúnem grande público, mas a maturidade e grandeza consolidadas são a senha de que o evento continuará crescendo ao longo dos anos subsequentes.

 

 

 


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