Parceria de várias instoituições, incluindo UFMG.
Cientistas brasileiros desenvolvem uma
vacina que protege contra Covid e gripe
O uso de uma mesma vacina para imunizar,
ao mesmo tempo, contra a Covid-19 e a gripe pode tornar-se realide com o
desenvolvimento de um imunizante bivalente. Pesquisadores da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG) trabalham no projeto no produção.
De acordo com instituição, o estudo está na
fase pré-clínica, com a realização de testes em camundongos, e deve avançar
para a testagem em seres humanos a partir do meio do ano que vem. As
informações foram divulgadas no portal do jornal Hoje em Dia, de Belo
Horizonte.
Essa é só uma das sete pesquisas de compostos
químicos em andamento na universidade. "Nesse estudo foram feitas
alterações genéticas no vírus H1N1, que causa a gripe. Depois dessas
alterações, o vírus da gripe tornou-se capaz de transportar parte da proteína S
do Sars-CoV-2, que possibilita que o vírus infecte as células humanas",
informou a UFMG.
. Na prática, isso significa que o mesmo
composto químico, dotado de parte da proteína do vírus, consiga estimular o
corpo humano a produzir os anticorpos para a Covid-19 ao mesmo tempo que
protege o organismo da influenza, tornando-se assim uma vacina bivalente.
Conforme os pesquisadores, a expectativa é de que não haverá necessidade de
aplicação de doses de reforço do imunizante, representando, inclusive, economia
na produção do composto.
O estudo da vacina bivalente é feito
pela UFMG em parceria com estudiosos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da
Universidade de São Paulo (USP), e tem financiamento do CNPq, do Ministério da Ciência,
Tecnologia e Inovações (MCTIC) e da Fundação Oswaldo Cruz.
Spray nasal
Uma vacina em
forma de spray nasal contra a Covid-19 está sendo desenvolvida por
pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz). Em fase de estudos, o novo imunizante promete ser de baixo custo,
proteger contra variantes e bloquear o novo vírus ainda no nariz. A expectativa
é que ela esteja disponível até o fim de 2022.
A projeção é que
a resposta no epitélio nasal e induzir a produção de um anticorpo que é muito
importante nas mucosas, explica o coordenador do estudo, Jorge Elias Kalil
Filho, professor da Faculdade de Medicina da USP e chefe do Laboratório de
Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas.

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