quarta-feira, 15 de setembro de 2021

PESQUISA NACIONAL AVANÇA

 


Parceria de várias instoituições, incluindo UFMG.

Cientistas brasileiros desenvolvem uma

vacina que protege contra Covid e gripe

 

     O uso de uma mesma vacina para imunizar, ao mesmo tempo, contra a Covid-19 e a gripe pode tornar-se realide com o desenvolvimento de um imunizante bivalente. Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) trabalham no projeto no produção.

  De acordo com instituição, o estudo está na fase pré-clínica, com a realização de testes em camundongos, e deve avançar para a testagem em seres humanos a partir do meio do ano que vem. As informações foram divulgadas no portal do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte.

      Essa é só uma das sete pesquisas de compostos químicos em andamento na universidade. "Nesse estudo foram feitas alterações genéticas no vírus H1N1, que causa a gripe. Depois dessas alterações, o vírus da gripe tornou-se capaz de transportar parte da proteína S do Sars-CoV-2, que possibilita que o vírus infecte as células humanas", informou a UFMG.

.       Na prática, isso significa que o mesmo composto químico, dotado de parte da proteína do vírus, consiga estimular o corpo humano a produzir os anticorpos para a Covid-19 ao mesmo tempo que protege o organismo da influenza, tornando-se assim uma vacina bivalente. Conforme os pesquisadores, a expectativa é de que não haverá necessidade de aplicação de doses de reforço do imunizante, representando, inclusive, economia na produção do composto.

       O estudo da vacina bivalente é feito pela UFMG em parceria com estudiosos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade de São Paulo (USP), e tem financiamento do CNPq, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC) e da Fundação Oswaldo Cruz.

 

         Spray nasal

 

        Uma vacina em forma de spray nasal contra a Covid-19 está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em fase de estudos, o novo imunizante promete ser de baixo custo, proteger contra variantes e bloquear o novo vírus ainda no nariz. A expectativa é que ela esteja disponível até o fim de 2022.

       A projeção é que a resposta no epitélio nasal e induzir a produção de um anticorpo que é muito importante nas mucosas, explica o coordenador do estudo, Jorge Elias Kalil Filho, professor da Faculdade de Medicina da USP e chefe do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário