segunda-feira, 20 de setembro de 2021

RISCOS CRESCENTES

 

 

Clima tende a piorar produção

de alimentos e saúde humana

Da secura das estiagens às enxurradas...

... a natureza cobra o seu preço.
      Na última sexta-feira (17), a Metade Norte do território gaúcho,  incluindo a região Noroeste, registrou acumulados de chuva superiores a 100 mm, volume de um mês inteiro. Especialistas  como o climatologista Francisco Eliseu Aquino, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) alertam que fenômenos como este serão cada vez mais frequentes a partir de agora. Ele estuda a situação há 30 anos  e alerta que já notórios os reflexos do clima no território gaúcho.  A  agricultura  já pé o setor mais afetado, mas também já são significativos os prejuízos à saúde humana.

      O monitoramento sistemático vem das décadas de 1960 e 1970, contudo no período mais recente é que os estragos são maiores. O fator causador são os gases do efeito estuda. De lá até agora, as temperaturas  já subiram, em média, 1,2ºC e, entre as consequências, chove mais, principalmente no período primavera-verão. O problema é que as precipitações  ocorrem em curtos períodos de tempo e são mal distribuídas entre as regiões.

        Francisco Aquino  observa que o Rio Grande do Sul está espremido  entre a Antártida, os Andes e a Amazônia. Além do problema das chuvas irregulares, aumentam as estiagens, as enchentes, os repetidas  e , por exemplo. severas ondas de frio e os temporais. “Por sorte choveu em janeiro, salvando as safras da época, mesmo assim os pequenos produtores sofreram, inclusive sem água para os animais”, observa o especialista.

       O PIB gaúcho já vem caindo por causa disso. E o  fato é que a agricultura sofrerá muito entre 2025 e 2040. ”Nos municípios e no Estado precisamos considerar que os futuros gestores públicos e tomadores de decisão tenham a agenda do meio ambiente como primordial”, diz o professor da Urergs. Ele acha eque, mesmo assim, só será possível minimimar os efeitos.

      

       Saúde piora

 

        O que está sendo previsto: e que a temperatura aumentar até 1,5°C nos próximos 30 anos.  A Argentina e o Uruguai serão atingidos na mesma proporção.  As queimadas na Amazênia têm reflexo direto com o que acontece no Rio Grande do Sul.

       O climatologista ainda achama a atenção para os problemas de saúde pública a serem acarretados. “Em 2040, teremos no Rio Grande do Sul mais condições favoráveis para dengue, zika vírus e outras doenças tropicais, porque o clima estará mais quente.” Acrescenta que, em cidades da Região Metropolitana, que já esquentam mais nas ondas de calor e têm ar poluído, automaticamente as pessoas terão mais doenças cardiovasculares e respiratórias, aumentando o número de mortes”, diz Aquino. Entre 2040 e 2050, quase 90% da população mundial estará morando em cidades grandes, como São Paulo.

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