Clima tende
a piorar produção
de
alimentos e saúde humana
Na última sexta-feira (17), a Metade Norte do território gaúcho, incluindo a região Noroeste, registrou acumulados de chuva superiores a 100 mm, volume de um mês inteiro. Especialistas como o climatologista Francisco Eliseu Aquino, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) alertam que fenômenos como este serão cada vez mais frequentes a partir de agora. Ele estuda a situação há 30 anos e alerta que já notórios os reflexos do clima no território gaúcho. A agricultura já pé o setor mais afetado, mas também já são significativos os prejuízos à saúde humana.... a natureza cobra o seu preço.
O monitoramento sistemático
vem das décadas de 1960 e 1970, contudo no período mais recente é que os
estragos são maiores. O fator causador são os gases do efeito estuda. De lá até
agora, as temperaturas já subiram, em
média, 1,2ºC e, entre as consequências, chove mais, principalmente no período
primavera-verão. O problema é que as precipitações ocorrem em curtos períodos de tempo e são mal distribuídas
entre as regiões.
Francisco Aquino observa que o Rio Grande do Sul está
espremido entre a Antártida, os Andes e
a Amazônia. Além do problema das chuvas irregulares, aumentam as estiagens, as
enchentes, os repetidas e , por exemplo.
severas ondas de frio e os temporais. “Por sorte choveu em janeiro, salvando as
safras da época, mesmo assim os pequenos produtores sofreram, inclusive sem
água para os animais”, observa o especialista.
O PIB gaúcho já vem caindo
por causa disso. E o fato é que a agricultura sofrerá muito entre 2025
e 2040. ”Nos municípios e no Estado precisamos considerar que os futuros
gestores públicos e tomadores de decisão tenham a agenda do meio ambiente como
primordial”, diz o professor da Urergs. Ele acha eque, mesmo assim, só será
possível minimimar os efeitos.
Saúde piora
O que está sendo previsto: e que a
temperatura aumentar até 1,5°C nos próximos 30 anos. A Argentina e o Uruguai serão atingidos na
mesma proporção. As queimadas na
Amazênia têm reflexo direto com o que acontece no Rio Grande do Sul.
O
climatologista ainda achama a atenção para os problemas de saúde pública a
serem acarretados. “Em 2040, teremos no Rio Grande do Sul mais condições
favoráveis para dengue, zika vírus e outras doenças tropicais, porque o clima
estará mais quente.” Acrescenta que, em cidades da Região Metropolitana, que já
esquentam mais nas ondas de calor e têm ar poluído, automaticamente as pessoas
terão mais doenças cardiovasculares e respiratórias, aumentando o número de
mortes”, diz Aquino. Entre 2040 e 2050, quase 90% da população mundial estará
morando em cidades grandes, como São Paulo.


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