Eduardo
Leite acha que pode derrotar
João Doria e ser candidato a presidente
Enquanto Jair Bolsonaro (sem partido) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
já são anunciados como candidaturas certas à presidência da República em 2022,
as siglas ao centro se articulam para lançar pelo menos um nome, que seria uma
espécie de terceira via. No PSDB, são quatro os candidatos à disputa interna,
em prévias, entre eles o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Falando à jornalista Amélia Lemos, do grupo RBS, no fim de semana, Leite disse
acreditar que pode vencer o governador de São Paulo, João Doria, o principal
adversário no ninho tucano.
A lógica seria favorável a
Doria. Ele tem muitos recursos e faz uma campanha milionária, com apoio de uma
grande equipe. Leite, ao contrário, só tem seu subsídio como governador como
recurso e faz campanha modesta, com apoios voluntários. São Paulo, enquanto
isso, além de ser o maior polo econômico no país, tem ainda a maior capacidade
de investimento. O Rio Grande do Sul, ao contrário, não tinha dinheiro nem
mesmo para pagar em dia os servidores e só agora consegue alguma receita com a venda de
estatais.
Apesar desse contexto
desfavorável, Eduardo Leite, aos 36 anos, acha que pode virar candidato à presidência.
Ressalta que, mesmo jovem, é gestor moderno, com trânsito fácil e perfil
conciliador. O plano é garantir votos nas prévias de estados fora de São Paulo.
O governador gaúcho só faz campanha aos finais de semana, já tendo visitado 11
estados.
A disputa interna entre os
tucanos começa oficialmente no dia 20, com o registro das candidaturas. Além de
Leite e Dória, devem concorrer Tasso Jereissati (CE) e Artur Virgílio (AM) . Eduardo Leite acredita
no apoio de Jereissati, com quem diz ter uma excelente relação. A votação nas
prévias será em 21 de novembro. À frente do marketing da candidatura de Leite
está o publicitário Fábio Bernardi, responsável pela campanha vitoriosa de
2018, trabalhando como voluntário.
Também manifestam intenção
de possível candidatura Cyro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandeta e Onyx Lorenzoni
(DEM). Há cogitações, ainda, em relação a Sérgio Moto, ex-juiz e ex-ministro da
Justiça;

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