Volta à cena das discussões
a privatização da Petrobras
Com as sucessivas altas no preço do petróleo, com o litro da
gasolina a mais de R$ 7 e do diesel a quase R$ 5, retorna à pauta a possível
privatização da Petrobás. Os que defendem a ideia dizem que o motivo não é apenas aumento de 73% na gasolina de 65% no
dísel, este ano. O ministro da Economia, Paulo Guedes, por exemplo, acha que,
se a Petrobras continuar do jeito que vai,
em alguns anos vai virar pó.
O argumento é a
tendência mundial por fontes limpas de
energia, como eólica, solar, hidrogênio
e carros elétricos. O ministro diz que, se a aposta brasileira continuar nos
combustíveis fósseis e na Petrobras,
daqui a alguns anos a estatal não valerá quase nada. Enquanto isso, sem
a sua venda o governo perderia a chance de arrumar dinheiro para saúde,
educação e outros setores essenciais.
A questão é polêmica. Há
muita gente contrária à ideia de acabar com uma das jóias da coroa do
presidente Getúlio Vargas. Criada em 1953, a estatal tem no governo, desde
então, seu principal acionista. O governo atual quer mandar projeto ao
Congresso que, se aprovado, tiraria a condição da União de acionista majoritária.
Ainda, se este ou
futuros governos emplacarem a aprovação do projeto, a iniciativa privada é que
ficaria acionista majoritária e a privatização fica bem mais fácil. Isso,
contudo, não garante que os preços dos combustíveis vão cair, por que dependem
da conjuntura internacional. A Petrobras
registrou seu maior prejuízo em 2015, mas hoje dá lucro, só que gasolina, diesel
e gás de cozinha estão nas alturas. O
que todo mundo concorda é que é preciso investir em energias limpas. Japão e
Reino Unido, por exemplo, não fabricarão mais veículos a combustão a partir de
1930; só elétricos ou a hidrogênio.
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