quarta-feira, 27 de outubro de 2021

COMBUSTÍVEIS

 

Volta à cena das discussões

  a privatização da Petrobras





 

     Com as sucessivas altas no preço do petróleo, com o litro da gasolina a mais de R$ 7 e do diesel a quase R$ 5, retorna à pauta a possível privatização da Petrobás. Os que defendem a ideia dizem que o motivo não  é apenas aumento de 73% na gasolina de 65% no dísel, este ano. O ministro da Economia, Paulo Guedes, por exemplo, acha que, se a Petrobras continuar do jeito que vai,  em alguns anos vai virar pó.

      O argumento é a tendência mundial  por fontes limpas de energia, como eólica, solar,  hidrogênio e carros elétricos. O ministro diz que, se a aposta brasileira continuar nos combustíveis fósseis e na Petrobras,  daqui a alguns anos a estatal não valerá quase nada. Enquanto isso, sem a sua venda o governo perderia a chance de arrumar dinheiro para saúde, educação e outros setores essenciais.

    A questão é polêmica. Há muita gente contrária à ideia de acabar com uma das jóias da coroa do presidente Getúlio Vargas. Criada em 1953, a estatal tem no governo, desde então, seu principal acionista. O governo atual quer mandar projeto ao Congresso que, se aprovado, tiraria a condição da União de acionista majoritária.

      Ainda, se este ou futuros governos emplacarem a aprovação do projeto, a iniciativa privada é que ficaria acionista majoritária e a privatização fica bem mais fácil. Isso, contudo, não garante que os preços dos combustíveis vão cair, por que dependem da conjuntura internacional.  A Petrobras registrou seu maior prejuízo em 2015, mas hoje dá lucro, só que gasolina, diesel e gás de cozinha estão nas alturas.  O que todo mundo concorda é que é preciso investir em energias limpas. Japão e Reino Unido, por exemplo, não fabricarão mais veículos a combustão a partir de 1930; só elétricos ou a hidrogênio.

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