quinta-feira, 28 de outubro de 2021

COMUNIDADE TERAPÊUTICA CHICO XAVIER


 

Mais de uma década devolvendo

dignidades e sentidos para a vida


Uma imagem há 11 anos, quando tudo começou.
 

      Instalada em 2010, a Comunidade Terapêutica Chico Xavier (CTCX) é hoje referência no Rio Grande do Sul no atendimento, no acolhimento e na entrega de um ambiente profissional e especializado, para a recuperação de pessoas que sofrem por dependência química.   A instituição trata de distúrbios ocasionados pelo uso, abuso e a dependência de substâncias psicoativas. É o caso  do álcool e de outras drogas.

      A Comunidade Terapêutica  é um braço social da Associação Espírita Doutor José Ferreira de Moraes. Está localizada a 12 quilômetros da cidade, dispondo, no total, de uma área de seis hectares. A sede da instituição fica à margem da  BR 287, quilômetro 530 da rodovia, acessos à estrada Urubucaru.  As instalações edificadas oferecem  60 leitos aos residentes. Em média, ultrapassa a 50 o número de acolhidos.

 

     Perfil dos residentes

 

    O público-alvo atende a demandas de homens, dos 18 aos 65 anos. Para acolhimento na Comunidade Terapêutica,  os pacientes passam por uma avaliação psiquiátrica e ainda por um período de desintoxicação. A desintoxicação pode ocorrer no CAPS-AD (Centro de Atendimento Psicossocial Álcool-Drogas) ou em internação hospitalar.

       Os contatos com a CTCX são através de várias formas. Pelos telefones (55) 3431-5609 e (55) 99937-1887. Outra alternativa é o e-mail ctespiritachicoxavier@gmail.com.

São 60 vagas colocadas à disposição

e com chance de ampliar a oferta.


 Instalações e laborterapia 

      A  casa de recuperação tem 15 quartos projetados, com capacidade, cada um, para  quatro  residentes. Os dormitórios possuem ventiladores de teto, janelas amplas e guarda-roupas individualizados,   embutidos. Já os  banheiros  foram construídos de acordo com as necessidades específicas e com acesso facilitado.

      Há também banheiros adaptados para receber portadores de necessidades especiais, igualmente com  acessibilidade facilitada. A cozinha foi do mesmo modo projetada, para  desempenhar também função profissionalizante. Fornos, fogões  e todos os demais instrumentos de apoio permitem desenvolver  cursos de panificação, confeitaria e culinária por exemplo.

       A CTCX ainda conta com ampla sala de reuniões aos residentes, com data-shows, DVD e TV LCD de 32 polegadas.  O refeitório e a sala de reuniões foram  construídos para permitir  futuras ampliações. Com isto, existe a possibilidade de ampliar de 60 para 80 o número de vagas atualmente oferecidas. O administrador da instituição, Pedro Bouchet, ressalta que “seguimos todas as normas estabelecidas  pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e ainda fomos um pouco mais além.”

 


Pedro Bouchet administra administra a, um 
 braço social da Sociedade e Ferreira de Morais.

       Ação multisetorial

 

     Um veículo próprio da CTCX  está disponível as 24 horas do dia. Normalmente é utilizado  no transporte de  acolhidos para atendimentos de saúde ou na área de educação. Quando necessário, familiares também são transportados.

      “A prioridade  da instituição é de oferecer tratamento às pessoas que sofrem de distúrbios ocasionados pelo uso, abuso e dependência de substâncias psicoativas, como álcool e outras drogas. Com isso, todas as ações são terapêuticas e focadas na recuperação dos pacientes que chegam até nós”, destaca Bouchet.

.     Uma equipe multidisciplinar atua no local. É formada por um grupo  administrativo, que inclui a diretoria e a supervisão da casa. Atua também uma  equipe de execução de tarefas, que é composta por coordenador terapêutico, monitores e psicólogo.

 

     A manutenção

  

    A pandemia da covid-19 diminuiu o número de residentes na Comunidade Terapêutica,  inclusive por que acolhidos se evadiram, motivados pelo auxílio emergencial. Diante dessa circunstância, foi bem mais difícil manter a instituição, diz o administrador Pedro Bouchet.


Laborterapia: cozinha tem
caráter profissionalizante.

     Entidade sem fins lucrativos, a  CTCX mantém-se através de recursos das Prefeituras que têm convênio com a instituição. Outra fonte de receitas é o  SUS/RS (Sistema Único de Saúde no Rio Grande do Sul), por meio da Secretaria Estadual de  Saúde. Mantidas por prefeituras, são 25 vagas atualmente. Desse total, 20 vagas são mantidas pela Prefeitura de São Borja e outras cinco, pela de Itaqui.

    A casa também recebe internações em caráter particular. Isso corre principalmente em relação a pacientes  de municípios mais distantes ou que não tenham convênio com a instituição. Hoje o valor mensal é calculado pelo salário mínimo nacional: R$ 1.100,00.

 

     Rotina e recuperação

 

     O tratamento na CTCX é realizado com foco, principalmente, na conscientização do paciente. Ele  precisa entender a doença que é a dependência química e saber enfrentar os fatores de risco, que podem levar a uma recaída. “Nosso trabalho procura entender o ser humano como um todo, sem pré-julgamentos”, diz  Bouchet. O residente é

 levado a avaliar suas experiências anteriores, o contexto familiar, a substância de preferência e assim por diante.

    O programa de tratamento  terapêutico tem duração de nove meses. A primeira fase, de adaptação e desintoxicação,  dura até três meses. Depois vem a etapa da conscientização e interiorização, que dura de três a seis meses. Finalmente, vêm a ressocialização e a reinserção socia, de seis a nove meses.

     

Reuniões compartilhadas e uma
Reunioes compartilhadas e uma
biblioteca servem de apoio.

      Até do exterior


   Os acolhidos vêm das mais diversas regiões e cidades do Rio Grande do Sul.  Também são registrados pacientes procedentes da Argentina e do Uruguai.    A Comunidade é dividida por setores. Cada  residente permanece sete dias em cada setor, experimentando  um rodízio nesses setores, para que vivenciem  novas experiências. Em função da pandemia e conforme orientações das autoridades sanitárias, as visitas estão, temporariamente, suspensas.

     Em situação normal, as visitas ocorrem  quinzenalmente. Isso é possível no  primeiro sábado do mês (sábado de conversação) e no terceiro domingo do mês (de visita). O supervisor-geral, Robson Friedrich,  observa que “costumamos dizer que as histórias dos acolhidos são sempre muito parecidas, alterando apenas os personagens. Porém é importante salientar que as drogas não possuem nenhum tipo de restrição ou preconceito entre seus usuários, visto que temos pacientes de todas as classes sociais, orientações sexuais ou cor de pele.” Um exemplo ilustra isso: “Tivemos há alguns anos  dois  médicos acolhidos em nossa instituição para tratamento e enfrentamento da dependência química.”, ressalta o supervisor.



Naturza e espiritualização
são também meios de apoio.

Um comentário:

  1. Lugar abençoado!!!Sou grato à este projeto quê me deu uma nova visão de vida!!!E com certeza uma instituição quê venho para melhorar a sociedade como um todo!!!...

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