Quando criança, Fabrício
Carpinejar foi aconselhado
a abandonar a escola, pois, devido a uma grave doença, não aprenderia a ler e
escrever. Hoje aos 49 anos, completados no sábado (23), o jornalista, poeta e
escritor já publicou 48 livros ao longo de 23 anos. Carpinejar não para. A
partir de sexta-feira (29), será o patrono da 67ª Feira do Livro de Porto
Alegre, que será presencial.
Na feira, aproveitará para lançar uma nova obra. Em
entrevista, no fim de semana, ele falou
sobre a magia do silêncio, do afeto, de
ler e de escrever. Aos que se nutrem do orgulho e da arrogância, entrega uma
providencial advertência. Convida à
aproximação: “Não
tem mais como adiar, não tem mais como dizer 'depois nos vemos' ou 'vamos
marcar um café'. Não! Quer tomar um café? Toma agora.”
Sensibilidade é tida
hoje
como fraqueza
Carpinejar adverte:
Há um culto à aparência, ao orgulho. O orgulho é prejudicial ao amor. Ele não admite nunca que está errado. Quem não chora vai acabar chorando no meio do riso, vai inverter seus sentimentos. Vai viver pelo avesso. Vai rir de nervoso, vai amar odiando. A honestidade é vulnerabilidade. Quando mais vulnerável você for, mais será autêntico, porque você estará aceitando a sua imperfeição. Não vai mentir. Quem mente é quem não quer se emocionar. Começa a mentir sobre o que está sentindo, e as mentiras se alastram para outros setores da vida, porque a pessoa está disfarçando sua própria natureza, enganando a si mesmo. Falo o que sinto pontualmente, e isso me tira o peso do ressentimento, das mágoas, as âncoras da culpa. Assumo quem sou, com meus defeitos e minhas virtudes. Se você não se abre para a vulnerabilidade, nunca vai encontrar pontos de conexão com o outro. Nunca vai ter empatia.
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