Começa a colheita de trigo, que pode injetar
até R$ 90 milhões na economia do município
Adversidades do clima não chegam a comprometer
o bom desempenho. (Foto Clóvis Chwengberg)
Nesta semana começam a ser colhidas as
primeiras lavoura de trigo da safra 2021 em São Borja. A Emater no município
projeta uma quebra de 10% na produtividade, devido a adversidades do clima.
Mesmo assim, será uma boa safra e que pode injetar até R$ 90 milhões na
economia local.
O técnico
agrícola Clóvis Shwengberg, da Emater, explica que a redução projetada de
rendimento de 50 para 45 sacos por hectares se deve, principalmente, à escassez
de chuvas entre julho e agosto. “Isso levou a uma planta de menor porte, cachos
mais miúdos e com menos grãos”, observa. Também houve ocorrências pontuais de
geada e a adubação de cobertura com ureia
foi operação que ficou prejudicada.
No entanto,
com o retorno das chuvas e a reposição hídrica em setembro as lavouras se
recuperaram. “Em geral, considerando as circunstâncias, as áreas tritícolas tem
bom desempenho e grão de boa qualidade, com PH que deverá ser de, no mínimo, 78
pontos”, diz Clóvis Shwengberg. Como o plantio foi escalonado, a colheita, este
ano, deve se estender até aproximadamente 15 de novembro.
A Emater
calcula em 20 mil hectares a área semeada este ano, uma expansão de área de 25%
em relação aos 16 mil hectares de 2020. Há agrônomos no municípios, entretanto,
que estimam em 25 mil hectares cultivados. Qualquer um dos números fica longe
dos 110 mil hectares já plantados em São Borja, entre os anos 1970 e 1990, mas
com preços mais remuneradores a tendência é de que a lavoura aumente
gradativamente.
Projeções
Qualidade do grão será com PH acima de 78 pontos.
O produtor deve
comercializar logo a safra. A operação de venda será especialmente a
compradores locais. “Alguns produtores trocam parte da safra por insumos, mas,
de qualquer modo, uma considerável receita circulará em função do trigo”,
ressalta o técnico agrícola.
Considerando as projeções mais otimistas de lavouras de 25 mil hectares
e rendimento médio de 45 sacos por hectare, São Borja terá uma safra de 1
milhão 125 mil sacos do grão. A um preço médio de R$ 80 a saca, a receita,
neste caso, chegaria a R$ 90 milhões.
Já
considerando os cálculos da Emater, de área semeada de 20 mil hectares, a
produção seria de 900 mil sacos. Com a venda a R$ 80 o saco, a receita bruta,
neste caso, ficaria em R$ 72 milhões.


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