segunda-feira, 4 de outubro de 2021

O BRASIL ESPERA

 Os muitos dilemas ainda sem a solução:

Auxílio Brasil, precatórios, combustíveis

    


       Já faz algum tempo que o governo federal anuncia a recriação do Bolsa Família com a denominação de Auxílio Brasil, turbinando os valores hoje pagos. Só que mão consegue. O problema não é a simples troca de nome do programa, claro. A meta é aumentar de 14 milhões para 17 milhões o número de famílias beneficiárias e  reajustar em pelo menos 50% o valor atualmente pago, em média R$ 190.

    Quando o governo pensa ter encontrado a fonte dos recursos necessários, eis que surgem novas despesas em caráter imperativo, como o pagamento de precatórios. No contexto, há o teto de gastos como uma espada sobre a cabeça. No meio de tudo, está a antessala das eleições de 2022, e o risco de perder votos por um presidente que pensa em reeleição e está com a popularidade em queda.

     O economista José Márcio Camargo acha que já é hora de cessar o auxílio emergencial, criar um programa permanente de renda. Também defende o pagamento dos precatórios. No caso do Auxílio Brasil, propõe que os deputados da Câmara Federal usem o dinheiro de emendas parlamentares para bancar o novo Bolsa Família. Na sua avaliação, os deputados diriam aos eleitores que eles estão viabilizando o Auxílio Brasil e, desta forma, capitalizando votos da mesma forma que com as emendas.

       Em relação aos precatórios, Camargo entende que boa parte deles pode ser excluída da acom pagamento sem o perfil de precatórios. Analistas políticos acham que os deputados não abrirão mão das emendas parlamentares. O governo, com isso, seguiria num beco sem saída.

       Outro dilema desastroso para a economia e o agravamento dos problemas sociais diz respeito ao aumento desenfreado dos combustíveis. A Câmara Federal deve votar o Auxílio Gás para as famílias mais pobres, mas não se sabe quando e nem quantas serão beneficiadas. Problema igualmente são os aumentos sucessivos e recordes na gasolina e no óleo diese. Governo e Congresso cogitam criar um fundo de amortização às subas. Já a Câmara anuncia que colocará em votação, este semana, um nova política que, se aprovada e implementada, diminui o ICMS dos combustíveis nos Estados, com alíquota única. A implementação, porém, é difícil.

      

Nenhum comentário:

Postar um comentário