Os muitos dilemas ainda sem a solução:
Auxílio Brasil, precatórios, combustíveis
Quando o governo
pensa ter encontrado a fonte dos recursos necessários, eis que surgem novas
despesas em caráter imperativo, como o pagamento de precatórios. No contexto,
há o teto de gastos como uma espada sobre a cabeça. No meio de tudo, está a antessala
das eleições de 2022, e o risco de perder votos por um presidente que pensa em
reeleição e está com a popularidade em queda.
O economista
José Márcio Camargo acha que já é hora de cessar o auxílio emergencial, criar
um programa permanente de renda. Também defende o pagamento dos precatórios. No
caso do Auxílio Brasil, propõe que os deputados da Câmara Federal usem o
dinheiro de emendas parlamentares para bancar o novo Bolsa Família. Na sua
avaliação, os deputados diriam aos eleitores que eles estão viabilizando o
Auxílio Brasil e, desta forma, capitalizando votos da mesma forma que com as
emendas.
Em relação
aos precatórios, Camargo entende que boa parte deles pode ser excluída da acom
pagamento sem o perfil de precatórios. Analistas políticos acham que os
deputados não abrirão mão das emendas parlamentares. O governo, com isso,
seguiria num beco sem saída.
Outro dilema
desastroso para a economia e o agravamento dos problemas sociais diz respeito
ao aumento desenfreado dos combustíveis. A Câmara Federal deve votar o Auxílio
Gás para as famílias mais pobres, mas não se sabe quando e nem quantas serão
beneficiadas. Problema igualmente são os aumentos sucessivos e recordes na
gasolina e no óleo diese. Governo e Congresso cogitam criar um fundo de
amortização às subas. Já a Câmara anuncia que colocará em votação, este semana,
um nova política que, se aprovada e implementada, diminui o ICMS dos
combustíveis nos Estados, com alíquota única. A implementação, porém, é
difícil.

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