segunda-feira, 18 de outubro de 2021

TSETE ANOS SEM REPOSIÇÃO

 

Professores estaduais perguntam:

E quando vai sair nosso reajuste?

  



 O recente investmento anunciado para a área educacional  pelo governador Eduardo Leite não  resolve o dilema dos professores, há sete anos sem reajuste salarial. A categoria reclama de uma defasagem de quase 50%. O último reajuste foi ao final do governo Tarso Genro, em 2014. Depois, José Sartori honrou a reposição,  mas os reajustes cessaram, começando a tortura dos parcelamentos.

      A impressão que passa Eduardo Leite é que pretende melhorar os ganhos do magistério gaúcho. Afinal, além do longo jejum, ele, Leite, quer ser candidato a presidente da República. Há, porém, algumas pedras e incertezas  no caminho. A atual política do piso salarial nacional pode sofrer mudanças, e o governador espera por definições, inclusive por que a correção seria expressiva a persistirem as regras atuais. O principal obstáculo, porém, está no caixa do Tesouro do Estado.

     A situação das finanças do Rio Grande do Sul melhorou, mas a perspectiva é de queda na arrecadação de ICMS em 2022. O motivo para a diminuição na principal fonte de receitas é a redução de alíquotas  do imposto, associada  à possível alteração na forma de cobrança sobre a gasolina. As perdas podem chegar a R$ 3 bilhões. Se as regras do piso onal não forem alteradas, o reajuste aos professores será de 31% em 2022.    

    Se o piso continuar com as mesmas regras, o impacto no RS é estimado em R$ 1,3 bilhão. Enquanto isso, o governo gaúcho deve reduzir em cerca de R$ 2,2 bilhões a arrecadação com ICMS  a partir de janeiro, com a volta das alíquotas  aos patamares de 2015. 

     Mais um complicador: essas perdas ainda poderão ser ampliadas em pelo menos R$ 980 milhões, se a cobrança do ICMS sobre combustíveis for alterada no Congresso Nacional. Os trabalhadores em educação reclamam com sobra de razões, mas a justa reivindicação da categoria ainda tem de vencer muitas incertezas e turbulências.

 

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