Mais de uma década
devolvendo
dignidades e sentidos para a
vida
Instalada em 2010, a Comunidade Terapêutica
Chico Xavier (CTCX) é hoje referência no Rio Grande do Sul no atendimento, no acolhimento
e na entrega de um ambiente profissional e especializado, para a recuperação de
pessoas que sofrem por dependência química. A
instituição trata de distúrbios ocasionados pelo uso, abuso e a dependência de
substâncias psicoativas. É o caso do álcool
e de outras drogas.
A Comunidade Terapêutica é um
braço social da Associação Espírita Doutor José Ferreira de Moraes. Está
localizada a 12 quilômetros da cidade, dispondo, no total, de uma área de seis
hectares. A sede da instituição fica à margem da BR 287, quilômetro 530 da rodovia, acessos à estrada
Urubucaru. As instalações edificadas oferecem
60 leitos aos residentes. Em média,
ultrapassa a 50 o número de acolhidos.
Perfil dos residentes
O
público-alvo atende a demandas de homens, dos 18 aos 65 anos. Para acolhimento
na Comunidade Terapêutica, os pacientes passam
por uma avaliação psiquiátrica e ainda por um período de desintoxicação. A
desintoxicação pode ocorrer no CAPS-AD (Centro de Atendimento Psicossocial
Álcool-Drogas) ou em internação hospitalar.
Os contatos com a CTCX são através de
várias formas. Pelos telefones (55) 3431-5609 e (55) 99937-1887. Outra alternativa
é o e-mail ctespiritachicoxavier@gmail.com.
São 60 vagas colocadas à disposição
e com chance de ampliar a oferta.
Instalações e laborterapia
A casa de recuperação tem 15 quartos projetados, com capacidade, cada um, para quatro residentes. Os dormitórios possuem ventiladores de teto, janelas amplas e guarda-roupas individualizados, embutidos. Já os banheiros foram construídos de acordo com as necessidades específicas e com acesso facilitado.
Há também banheiros adaptados para receber portadores de necessidades
especiais, igualmente com acessibilidade
facilitada. A cozinha foi do mesmo modo projetada, para desempenhar também função profissionalizante.
Fornos, fogões e todos os demais
instrumentos de apoio permitem desenvolver cursos de panificação, confeitaria e culinária
por exemplo.
A CTCX ainda conta com ampla sala de reuniões aos residentes, com data-shows,
DVD e TV LCD de 32 polegadas. O refeitório
e a sala de reuniões foram construídos para
permitir futuras ampliações. Com isto,
existe a possibilidade de ampliar de 60 para 80 o número de vagas atualmente oferecidas.
O administrador da instituição, Pedro Bouchet, ressalta que “seguimos todas as
normas estabelecidas pela Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e ainda fomos um pouco mais além.”
Ação multisetorial
Um veículo próprio da CTCX está disponível as 24 horas do dia.
Normalmente é utilizado no transporte de
acolhidos para atendimentos de saúde ou
na área de educação. Quando necessário, familiares também são transportados.
“A
prioridade da instituição é de oferecer
tratamento às pessoas que sofrem de distúrbios ocasionados pelo uso, abuso e
dependência de substâncias psicoativas, como álcool e outras drogas. Com isso,
todas as ações são terapêuticas e focadas na recuperação dos pacientes que
chegam até nós”, destaca Bouchet.
. Uma equipe multidisciplinar atua no local. É formada por um grupo administrativo, que inclui a diretoria e a supervisão da casa. Atua também uma equipe de execução de tarefas, que é composta por coordenador terapêutico, monitores e psicólogo.
A
manutenção
A
pandemia da covid-19 diminuiu o número de residentes na Comunidade Terapêutica,
inclusive por que acolhidos se evadiram,
motivados pelo auxílio emergencial. Diante dessa circunstância, foi bem mais
difícil manter a instituição, diz o administrador Pedro Bouchet.
Entidade sem fins lucrativos, a CTCX mantém-se através de recursos das Prefeituras que têm convênio com a instituição. Outra fonte de receitas é o SUS/RS (Sistema Único de Saúde no Rio Grande do Sul), por meio da Secretaria Estadual de Saúde. Mantidas por prefeituras, são 25 vagas atualmente. Desse total, 20 vagas são mantidas pela Prefeitura de São Borja e outras cinco, pela de Itaqui.
A
casa também recebe internações em caráter particular. Isso corre principalmente
em relação a pacientes de municípios
mais distantes ou que não tenham convênio com a instituição. Hoje o valor
mensal é calculado pelo salário mínimo nacional: R$ 1.100,00.
Rotina
e recuperação
O
tratamento na CTCX é realizado com foco, principalmente, na conscientização do
paciente. Ele precisa entender a doença que
é a dependência química e saber enfrentar os fatores de risco, que podem levar
a uma recaída. “Nosso trabalho procura entender o ser humano como um todo, sem
pré-julgamentos”, diz Bouchet. O
residente é
levado a avaliar suas experiências anteriores,
o contexto familiar, a substância de preferência e assim por diante.
O
programa de tratamento terapêutico tem
duração de nove meses. A primeira fase, de adaptação e desintoxicação, dura até três meses. Depois vem a etapa da conscientização
e interiorização, que dura de três a seis meses. Finalmente, vêm a ressocialização
e a reinserção socia, de seis a nove meses.
Até do exterior
Os acolhidos
vêm das mais diversas regiões e cidades do Rio Grande do Sul. Também são registrados pacientes procedentes
da Argentina e do Uruguai. A
Comunidade é dividida por setores. Cada residente permanece sete dias em cada setor, experimentando
um rodízio nesses setores, para que vivenciem
novas experiências. Em função da
pandemia e conforme orientações das autoridades sanitárias, as visitas estão,
temporariamente, suspensas.
Em situação normal, as visitas ocorrem
quinzenalmente. Isso é possível no primeiro sábado do mês (sábado de conversação)
e no terceiro domingo do mês (de visita). O supervisor-geral, Robson Friedrich, observa que “costumamos dizer que as
histórias dos acolhidos são sempre muito parecidas, alterando apenas os
personagens. Porém é importante salientar que as drogas não possuem nenhum tipo
de restrição ou preconceito entre seus usuários, visto que temos pacientes de
todas as classes sociais, orientações sexuais ou cor de pele.” Um exemplo
ilustra isso: “Tivemos há alguns anos dois
médicos acolhidos em nossa instituição
para tratamento e enfrentamento da dependência química.”, ressalta o supervisor.
Lugar abençoado!!!Sou grato à este projeto quê me deu uma nova visão de vida!!!E com certeza uma instituição quê venho para melhorar a sociedade como um todo!!!...
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