quinta-feira, 15 de julho de 2021

COMO O AGRONEGÓCIO


 

Investimento Imobiliário é pilar de

suporte econômico na pandemia

 



     Enquanto quase todos os setores da economia  desaceleraram ou até cessaram suas atividades produtivas, em meio a mais de um ano de pandemia, algumas áreas seguem aquecidas pela alta demanda de investimentos. Dois bons exemplos são o agronegócio e o mercado imobiliário. Nestes segmentos, os impactos foram mais sentidos no início da crise sanitária, diante das incertezas gerais geradas. Foi, porém, o período curto, vindo  logo a retomada.  A indústria da construção civil teve ainda dificuldades pontuais por carência de matérias-primas e uma demanda crescente, mas com gradativa recuperação. Os registros de obras na Prefeitura confirmam isso. 

        A engenheira Bárbara Antunes diz que, na prática, a retração foi passageira. Explica que, “durante o evento da Covid, conseguimos concluir as obras de um condomínio de apartamentos compactos e temos em andamento acelerado outro residencial  - este bem maior –, além de estar em construção  um horto florestal, obra pública que vai abrigar o futuro Parque  Missioneiro”.  Outros exemplos de projetos concluídos durante a pandemia, pela mesma empresa, são a revitalização da Fonte de São Pedro e a entrega do novo quartel de Bombeiros. A empresa também finalizou ampla obra de reforma e ampliação da Casa de Acolhida em São Borja.

        Bárbara Antunes ressalta que praticamente não houve necessidade de demitir pessoal. “Por um lado, temos muitos serviços terceirizados, mas fizemos a ginástica de redobrar esforços para não diminuir vagas de trabalho”, explica. A engenheira civil avalia que a indústria da construção e o agronegócio, “são os setores que representam os principais pilares de sustentação da economia e da geração do empregos, permitindo que a roda da produção continue girando”.

       De modo geral, todas as empresas empreendedores no setor se mantiveram ativas durante a pandemia. São vários os ‘espigões’ erguidos ou que estão sendo construídos na cidade. Além disso, também novos loteamentos residenciais são implantados ou estão sendo preparados.  m relação a grandes obras públicas, uma escola de Educação Infantil de R$ 2,2 milhões está em fase de implantação no bairro Maria do Carmo.

       “Quando a economia registra um bom período de estabilidade, como nos últimos anos, as pessoas se dão conta que investir em imóveis é o melhor negócio”, analisa o delegado do CRECI em São Borja (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), Marco Antônio Loguércio.  Neste contexto, o volume de vendas de casas e apartamentos considerado “normal” pelas imobiliárias da cidade é outro bom indicador de mercado aquecido, apesar dos entraves do  Coronavírus. A carteira de locações igualmente esteve bastante movimentada.

       Além da estabilidade econômica mencionada por Loguércio, a agropecuária deu também sua  importante contribuição. “As boas safras agrícolas, principalmente a de arroz, foram transformadas em casas e apartamentos. Foram imóveis que trocaram de mãos por  aquisições – novos ou usados -, enquanto muitos outros foram reformados”, segundo avalia.




         Carência de insumos

         O empresário Valdir Menegon, com loja na área de materiais de construção, considera que “as vendas foram satisfatórias”, apesar da Covid. Ressalta que a sua empresa não demitiu trabalhadores, e observa que as vendas até poderiam ter sido melhores. Isso não ocorreu  por causa da carência de matérias-primas. “Temporariamente, faltaram vários itens,  em segmentos como madeira, ferro, cimento, cerâmica, plástico e conexões, por exemplo”, relata.

       Menegon avalia que, “por um lado, as indústrias diminuíram ou até suspenderam as operações de produção e, por outro, houve um ‘boom’  de demanda que foi difícil de atender tantos pedidos,  simultaneamente”.  Ele avalia que “os são-borjenses sabem que investir em imóvel é um negócio seguro”. E isso então explica a construção ou a reforma da casa ou do apartamento”.

 

    Números confirmam

   A procura pelos cartórios de escrituração pública e de registro de imóveis é também um bom termômetro para um período de muitos negócios imobiliários, mesmo com a rotina alterada pela  pandemia. O Departamento de liberação de Habite-se na Prefeitura, ligado à Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Projetos, igualmente confirma, com números, esta realidade. Em 2019, foram 285 os Habite-se expedidos; e em 2020 foram 277 – quase o mesmo número.

      Nessa contabilidade, estão incluídos casas e prédios de apartamentos. Quando se trata de prédios de condomínios residenciais, são várias as unidades habitacionais  em um mesmo processo de Habite-se. A mesma rotina de pedidos de registros e de liberações  seguiu no primeiro semestre deste ano – na média de 27 por mês.

 

“Crédito fácil”

      O programa de financiamento  habitacional Minha Casa, Minhas Vida, operado pela Caixa Econômica Federal (CEF) trocou de nome e agora se chama Casa Verde-Amarela. A carteira imobiliária no banco ressalta, porém, que o programa continua o mesmo e até com algumas facilidades adicionais. “No Casa Verde-Amarela são três opções de empréstimo e com juros menores”, garante a instituição financiadora.

      A CEF ressalta, por outro lado, que para mutuários de renda mais alta são muitas as opções à disposição e os prazos vão além dos 400 meses. Outra facilidade destacada é que os financiamentos não precisam ser buscados apenas Caixa,  mas também podem ser procuradas as unidades de apoio. Os correspondentes e casas lotéricas  igualmente estão habilitados a prestar atendimento e orientações, garantindo maior capilaridade aos serviços.

 

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