Este ano, desde maio, as
temperaturas já são mais baixas no sul do país, na comparação com anos
anteriores. Mas foi na última semana de junho que os termômetros despencaram, para
a comemoração dos comerciantes em São Borja, castigados pela pandemia.
“Em maio, o que nos ajudou mais foi a venda para o Dia da Mães, mas
agora é a chegada das baixas temperaturas que faz aquecer as demandas”, avalia o presidente do Sindicado do Comércio
Varejista (Sindilojas), Ibrahim Mahmud (foto).
Como é natural,
aquecedores, aparelhos de ar condicionado e demais eletrodomésticos para
enfrentar o frio representam a maior procura nas lojas. Além disso, porém, também
aumentou bastante a procura por roupas de inverno, calçados e cobertores. Na
atual conjuntura de dificuldades, o comércio amplia as condições para as compra, com mais parcelas ou prazo mais longo
para início de pagamento.
Mahmud calcula que,
dependendo do setor, a queda de vendas no ano passado, em função da Covid, ficou
entre 20 e 40%. “Ainda não atingimos os patamares de 2019, mas estamos próximos
de chegar lá”, analisa. A tendência é de
incremento gradativo.
Além da chegada do frio, os
comerciantes contam, para a reação nas vendas, com a superação gradativa dos
problemas acarretados pela pandemia. “As pessoas estão sendo vacinadas e
protegidas, ao mesmo tempo em que a atividade econômica começa a retomar seu
ritmo”, diz o presidente do Sindilojas. Outra projeção otimista em relação às
vendas é que o inverno este ano sem El Niño e La Niña deverá manter
temperaturas baixas pelo menos até setembro. Já para a estação primavera-verão,
a expectativa é de que a crise sanitária esteja quase resolvida.

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