Obra de historiador propõe aproveitar
do potencial missioneiro de São
Borja
No livro, Rodrigues remonta as principais
referências do passado de São Borja nos três últimos séculos. Ele detalha as reminiscências
materiais no Museu Apparício Silva Rillo e nas igrejas São Francisco de Borja e
Imaculada Conceições. Resgata, ainda, o que foram e representam, por exemplo,
as fontes de São João e de São Pedro e o chamado Forno Missioneiro. Muitos referenciais
estão em mãos de particulares e o autor também faz um pouco desse inventário.
Além de textos de recomposição do passado, muitas imagens fazem parte d obra.
Para os próximos meses, Fernando
Rodrigues prepara outro livro sobre o
tema – “mais atualizado e completo”, segundo antecipa. O professores não tem
dúvidas da importância de São Borja investir na herança missioneira como
produto turístico. “É um produto cujos resultados independem de condições de
clima ou de mercados”, destaca. Ele
observa que, hoje, Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia trabalham em conjunto
o potencial em comum. “Porto Xavier está sendo o caminho brasileiro, assim como
podem ser São Borja e Santo Tomé”, ressalta.
Rodrigues acha necessário instituir
uma política municipal específica, contratar um arqueólogo e realizar
escavações em ‘janelas’ arqueológicas.
Lembra que Santo Ângelo já fez isso e defende um circuito integrados de todos
os antigos Povos Missioneiros. A projeção é que com cerca de R$ 500 mil São
Borja realiza o trabalho de escavações, valor que seria depois compensado, com
sobra, pela geração de produtos turísticos. Aos interessados, o autor proporciona acesso
ao conteúdo do livro.
O
Novo dilema de racionamento
e de apagão, 20 anos depois
O Brasil depende do transporte
sobre robes para o escoamento assim como depende do setor hidrelétrico para a
geração de energia. Em relação ao setor
energético, eis que volta o fantasma de apagão ou racionamento. A última vez que isso ocorreu foi em 2021,há 20 anos, já ao final do segundo
mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. Na época, o Brasil registrou a
pior crise hidrológica, até então, , devido ao baixo volume de chuvas, que
afetou, além da produção de energia elétrica, também a agricultura e o
abastecimento de água às grandes cidades.
A situação, hoje, não é
muito diferente. As regiões Sudeste e Centro-Oeste, das maiores hidrelétricas, registram
níveis críticos nos seus sistemas de abastecimento, na maior seca em quase um
século. Nos últimos
sete anos, os reservatórios das hidrelétricas — responsáveis por dois
terços da energia gerada no país — receberam o menor volume de água da
histórica.
Como consequência, 30% da
geração vem de termoelétrica, que gastam seis vezes maior que as
hidrelétricas. Já o consumidor terá de
pagar essa conta, neste nos próximos anos. A partir de novembro, mês em que
começa o aumento de demanda, pode haver
apagão ou racionamento. O governo pede para poupar.
A pequena diferença é que na
crise atual dependemos um pouquinho menos
da água para gerar energia. Em 2001, 85% da geração de energia vinha das
hidrelétricas. Hoje, o índice é de 65%. O
principal motivo é o aumento da capacidade de produção de outras fontes
geradoras.
A biomassa produz 9,1%, as eólicas 8,8% e o gás natural 8,3%. Já o carvão e derivados respondem por 2,7%, a
energia nuclear por 2,2%, os derivados de petróleo 2,1% e a solar 1,7%. A
geração pelo vento deu um salto nas últimas semanas, principalmente no
Nordeste, indo a 20% - a sua capacidade limite.

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