terça-feira, 31 de agosto de 2021

APOSTANDO NO PASSADO

 


Obra de historiador propõe aproveitar

do  potencial missioneiro de São Borja

 

      O professor e pesquisador Fernando Rodrigues está colocando à disposição  mais um importante estudo sobre o legado jesuítico-guarani na antiga redução de São Borja, o Primeiros dos Sete Povos Missioneiros. O trabalho  agora apresentado é de uma edição online do livro ‘Os Jesuítas Missioneiros na Terra dos Presidentes’. Com 98 páginas, a  obra foi produzida em 2012, como conclusão de um  Curso de Especialização sobre a História das Missões, promovido pela Unipampa/São Borja. Uma editora inglesa fez o lançamento da obra, que tem circulação mais no  meio acadêmico.

     No livro, Rodrigues remonta as principais referências do passado de São Borja nos três últimos séculos. Ele detalha as reminiscências materiais no Museu Apparício Silva Rillo e nas igrejas São Francisco de Borja e Imaculada Conceições. Resgata, ainda, o que foram e representam, por exemplo, as fontes de São João e de São Pedro e o chamado Forno Missioneiro. Muitos referenciais estão em mãos de particulares e o autor também faz um pouco desse inventário. Além de textos de recomposição do passado, muitas imagens fazem parte d obra.

         Para os próximos meses, Fernando Rodrigues prepara  outro livro sobre o tema – “mais atualizado e completo”, segundo antecipa. O professores não tem dúvidas da importância de São Borja investir na herança missioneira como produto turístico. “É um produto cujos resultados independem de condições de clima ou  de mercados”, destaca. Ele observa que, hoje, Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia trabalham em conjunto o potencial em comum. “Porto Xavier está sendo o caminho brasileiro, assim como podem ser São Borja e Santo Tomé”, ressalta.

           Rodrigues acha necessário instituir uma política municipal específica, contratar um arqueólogo e realizar escavações  em ‘janelas’ arqueológicas. Lembra que Santo Ângelo já fez isso e defende um circuito integrados de todos os antigos Povos Missioneiros. A projeção é que com cerca de R$ 500 mil São Borja realiza o trabalho de escavações, valor que seria depois compensado, com sobra, pela geração de produtos turísticos.  Aos interessados, o autor proporciona acesso ao conteúdo do livro.

 

      

 

    

     

          

 

 

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Novo dilema de racionamento

e de apagão, 20 anos depois

 

    O Brasil depende do transporte sobre robes para o escoamento assim como depende do setor hidrelétrico para a geração de energia.  Em relação ao setor energético, eis que volta o fantasma de apagão ou racionamento.  A última vez que isso ocorreu foi em  2021,há 20 anos, já ao final do segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. Na época, o Brasil registrou a pior crise hidrológica, até então, , devido ao baixo volume de chuvas, que afetou, além da produção de energia elétrica, também a agricultura e o abastecimento de água às grandes cidades.

       A situação, hoje, não é muito diferente. As regiões Sudeste e Centro-Oeste, das maiores hidrelétricas, registram níveis críticos nos seus sistemas de abastecimento, na maior seca em quase um século.  Nos últimos

sete anos, os reservatórios das hidrelétricas — responsáveis por dois terços da energia gerada no país — receberam o menor volume de água da histórica.

      Como consequência, 30% da geração vem de termoelétrica, que gastam seis vezes maior que as hidrelétricas.  Já o consumidor terá de pagar essa conta, neste nos próximos anos. A partir de novembro, mês em que começa o aumento de demanda,  pode haver apagão ou racionamento. O governo pede para poupar.    

    A pequena diferença é que na crise atual  dependemos um pouquinho menos da água para gerar energia. Em 2001, 85% da geração de energia vinha das hidrelétricas. Hoje, o índice é de 65%.  O principal motivo é o aumento da capacidade de produção de outras fontes geradoras.

    A  biomassa produz 9,1%, as eólicas 8,8% e  o gás natural 8,3%. Já o  carvão e derivados respondem por 2,7%, a energia nuclear por 2,2%, os derivados de petróleo 2,1% e a solar 1,7%. A geração pelo vento deu um salto nas últimas semanas, principalmente no Nordeste, indo a 20% - a sua capacidade limite.

 

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